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6 de Maio de 2008

Virada Cultural vai agitar 19 cidades do interior

O Estado de S. Paulo - 06/05/2008 - por José Maria Tomazela
Depois da capital, é a vez do interior receber a Virada Cultural Paulista. A segunda edição do evento, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado, promete agitar as platéias durante 24 horas de atrações, entre os dias 17 e 18 de maio. Foram escolhidas 19 cidades para sediar os eventos. De acordo com a secretaria, as atrações também praticamente dobraram neste ano e incluem artistas internacionais. Além de música, a Virada Paulista apresentará teatro, danças, intervenções urbanas, circo e cinema. Sediam os eventos Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Campinas, Caraguatatuba, Franca, Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Bernardo do Campo, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. >> Leia mais

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28 de Abril de 2008

'Hoje não há geração, há tribo'


Jornal do Brasil - 26/04/2008 - por Rodrigo de Almeida
É do jornalista Zuenir Ventura uma das mais fascinantes reconstituições do que ocorreu no Brasil em 1968. Do desbunde às lutas políticas, das paixões libertárias aos dramas soturnos, dos relatos sublinhados pela história oficial aos detalhes daqueles personagens, nada escapou ao olhar arguto de Zuenir em 1968: o ano que não terminou, publicado em 1988. Vinte anos depois daquele livro, 40 anos depois do interminável 1968 e um tanto de experiência a mais, sem abdicar da inquietação jornalística juvenil, Zuenir retoma o tema e publica, pela editora Planeta, 1968: o que fizemos de nós (224 pp., R$ 75). O título é preciso: mais do que uma reportagem sobre aquele ano revisto hoje, trata-se de um diálogo entre duas gerações. Passado e presente se unem e se confrontam nas diferenças não só dos jovens de ontem e de hoje, como também de jovens que se transformaram em senhores e senhoras. Confira entrevista com o escritor. >> Leia mais

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26 de Abril de 2008

Graciliano Ramos e o Partido Comunista Brasileiro, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr

A idéia de realizarmos o presente trabalho nasceu quando líamos o penúltimo capítulo do livro Cadeia, de Clara Ramos, no qual a filha de Graciliano Ramos apresenta algumas considerações a respeito do Partido Comunista Brasileiro e da parcela de intelectuais que a ele aderiu, nos anos 30, na luta pelo socialismo.
As diversas células do PCB passaram a organizar, na década de 30, cursos, círculos de estudos e debates literários, cujos temas iam da teoria literária às obras de seus contemporâneos, como Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz, dentre tantos outros.
Nos anos 40 teremos, todavia, as primeiras cisões entre o PCB e alguns de seus intelectuais militantes, sobretudo por não concordarem com as concepções do realismo socialista, cujo teórico era Zdanov, incumbido por Stálin de "por ordem nas fileiras dos ideólogos e castigar os desgarrados".

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25 de Abril de 2008

Entrevista: LAURE LIMONGI

A escritora francesa Laure Limongi está no Brasil e fala a ARdoTEmpo sobre o  cenário atual da literatura francesa, enfocando as relações da arte literária com as novas mídias. Poeta, crítica literária, editora, música e cantora, Laure Limongi participa ativamente da atual cena cultural francesa.
Ela tem vários livros publicados e atua como editora de uma das coleções de literatura contemporânea da Éditions Léo Scheer, Paris.

AT : No cenário histórico e cultural de seu país, que sempre influenciou com intensidade a cultura ocidental há mais de 250 anos, aparentemente pela primeira vez está ali colocado um presidente que não se importa tanto com isso, que faz questão de não falar de cultura e de passar ao largo dos assuntos culturais, muito mais voltado a um imediatismo mediático, a uma frivolidade de modelo mais "norte-americano"; como você analisa essa novidade junto ao cenário cultural no qual você está imersa, em suas múltiplas atividades?
LL : Analiso essa situação como uma catástrofe total para a cultura e is me deixa muito entristecida, até mesmo ferida. Com uma nuance de revolta, inclusive. Um sentimento de desconforto pelo fato das forças da esquerda francesa não terem demonstrado ânimo e unidade para defender os valores de nosso país.
A política atual articula uma simplificação demolidora da cultura com potentes discursos demagógicos. É necessário não deixar subsistir que ações impostas ao público venham a resultar no desaparecimento da diversidade da criação. Mas estou convencida que a França ainda possui um povo obstinado, exaltado, que terminará por confrontar e fazer cessar essa inclinação deletéria. Eu tenho confiança na esquerda, nos franceses, em respeitar a nossa herança cultural e reverter essa situação, por uma revalorização. Jamais deixaremos de resistir. ===>>> LEIA MAIS

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24 de Abril de 2008

Miriam Samorano dá um show de bossa

A bossa nova está completando 50 anos de uma existência brilhante e glamurosa. O jeito de fazer música com charme, intimismo e muita poesia chega a cinco décadas com uma vitalidade incrível.
O estilo brasileiríssimo de tocar música (muitos afirmam que não é um ritmo), começou em meados dos anos 50, com marcantes atividades mais especificamente no ano de 1958 com João Gilberto e Roberto Menescal, entretanto, embora eles tenham se destacado naquele início do movimento, não são considerados os criadores da bossa nova, pois inúmeros artistas criaram obras com este estilo na mesma época.
Esta maravilhosa história da arte brasileira será revivida neste sábado, a partir das 20 horas, na Zeca - A Casa da Cultura, através da artista prudentina Miriam Samorano, no espetáculo musical "Show de Bossa".
Na agradável voz de Miriam Samorano, muitas das obras primas do cancioneiro verde-amarelo estarão enaltecendo os corações presentes. Estarão presente as composições de Vinícius de Morais, Carlos Lyra, Ronaldo Boscoli e, é claro Tom Jobim - o mestre dos mestres, entre tantos outros, inclusive a composição de Miriam, "A voz".
A jornalista Adriane Lopes, acompanha a carreira de Miriam e expressa sua opinião: “Conheci o trabalho da Miriam anos atrás, no cumprimento do dever - sou jornalista - e venho acompanhando sua evolução como cantora desde então. Confesso ter ficado encantada de imediato com a sua voz suave e afinadíssima, mas hoje, mais do que nunca, minha admiração estende-se a intérprete que ela se tornou. Miriam não é, como alguns pensam, uma intérprete de bossa nova. Ela canta bossa porque gosta, porque sua alma encontra sentido nessas canções, mas pode cantar qualquer coisa que queira. Sua evolução como artista me enche de alegria, tanto quanto me entusiasma o seu canto delicado e o seu timbre único, tão seu..."
Miriam é assim: canta e encanta. Possui um forte formação técnica e um excelente bom gosto de repertório, além do charme e da graça. Tudo isso somado, pode ter certeza, é show de bossa. Vale a pena conferir.

SERVIÇO:
Miriam Samorano - "Show de Bossa"
Local: Zeca - A Casa da Cultura, Rua Paulo Marques, 600 - Jardim Aviação, (18) 3222-0454 - Presidente Prudente - SP
Data: 26 de abril (sábado)
Horário: 20 horas
Fonte / Autor: Assessoria de Imprensa da Artista

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15 de Abril de 2008

Os Bons Tempos Voltaram...

Magnólia Villa Bar
"Os Bons Tempos Voltaram..."

e começa com um evento de confraternização e beneficente em prol da Associação Comunitária Monte Azul (www.monteazul.org.br) a se realizar Magnólia Villa Bar a partir das 19hs desta 3ª-feira dia 15 de abril de 2008.

Mas, mais do que uma confraternização trata-se de um evento que celebra o início da parceria entre o Magnólia Villa Bar e a Accenture em ações voltadas ao terceiro setor. Trata-se  de um movimento intitulado de “Conexões - Uma parceria CDI e Rede Cidadã” (www.conexaocdirc.org.br). Em poucas palavras, trata-se de uma iniciativa que visa melhorar a performances de ONGs promovendo nesta fase do movimento uma espécie de "joint-venture" entre ONGs e explorando e potencializando o que cada empresa, ONG e voluntário pode prover de melhor.

"Magnólia Villa Bar", um espaço alojado em uma casa restaurada no coração da Lapa, onde, desde os anos 50, funcionava uma padaria tradicional, que agora abriga um ambiente acolhedor com música ao vivo e que nos remete a uma agradável viagem saudosista aos botequins, empórios e residências de 1930 e 40.

Rua Marco Aurélio, 884 Lapa - Vila Romana
(altura do numero 1400 da Rua Aurélia, continuação da Heitor Penteado - entrar antes do 1o. Farol à direita, na Pça. Armando Brussolo)
Horário - 3a a 6a-feira a partir das 18h até o último cliente  -  sábados a partir das 12:30h  -  domingo a partir das 17h30
Mapa - www.magnoliabar.com.br
Reservas - reservas@magnoliabar.com.br ou 3463 4994 (24h) / 3863 9296
Orkut - Magnolia Villa Bar

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7 de Abril de 2008

A cinza dos afogados, por Manuel da Costa Pinto

Folha de S. Paulo - 05/04/2008 - por Manuel da Costa Pinto
Nos últimos anos, surgiram inúmeros artistas oriundos dos espaços sociais conflagrados, periferias e morros. Até um poderoso artefato narrativo como "Cidade Deus" foi qualificado, na primeira edição, de "romance etnográfico". Já a poesia não tem o álibi de uma trama costurada ou da denúncia social; seu valor está no corpo a corpo com as palavras. Por isso, tantas antologias de poetas da periferia valem apenas por trazerem poetas da periferia... E, também por isso, um poeta como Marcelo Ariel, autor de Tratado dos anjos afogados (Letra Selvagem, 216 pp., R$ 20), deve ser saudado. Não há qualquer condescendência em dizer que esse escritor negro, de 40 anos, mora em Cubatão, na baixada santista, onde vive de um "sebo itinerante". Pois se o livro reúne bom número de poemas sobre chacinas e presídios, o teor testemunhal se conecta a outros martírios e nos restitui ao coração de um fracasso maior, que funda a experiência poética moderna. >> Leia mais

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5 de Abril de 2008

A Gruta - Memórias da Amada Imortal

A ProLíbera Editora lança no dia 17 de abril, às 19h30, na livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, o romance A Gruta – Memórias da Amada Imortal, do escritor mineiro M. R. Menezes. 

A sessão de autógrafos será precedida da apresentação, no auditório da livraria, do pianista Flávio Lago executando peças de Mozart e Beethoven, e leitura de trechos do romance por Rodney Dias de Oliveira. Entrada franca. O Shopping Villa Lobos fica na Av.das Nações Unidas, 4.777.

A Gruta é uma jornada em busca do amor verdadeiro. Insere o tema da "Amada Imortal" de Beethoven no terreno dos arquétipos femininos da humanidade, sendo nessa dimensão mais profunda que o mistério é abordado. Narra a jornada de uma mulher vivendo num tempo de grandes transformações sociais e posta diante de um grande desafio: encontrar o caminho da união entre a alma mortal e imortal, o amor terreno e espiritual. Como pano de fundo, a música de A Flauta Mágica, de Mozart, e Fidélio de Bethoveen.

Esse romance é o segundo lançamento da ProLíbera Editora, que chegou ao mercado tendo o respaldo de 20 anos de experiência profissional de sua publisher/editora, Júlia Bárány Yaari. O primeiro livro publicado foi A Escola dos Deuses, do economista italiano Stefano Elio D´Anna, sucesso em vários países.

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2 de Abril de 2008

Sarau Chama Poética Especial - Homenagem ao centenário de Guimarães Rosa

Prosa poética e música com o grupo:
No mesmo Barco

Grupo formado pelos músicos e atores:
Douglas Froemming: violão, guitarra
Juliana Caldas: voz
Luiz Grasseschi: voz, violão
Rafael Losso: voz, violão
Marcio Guimarães: baixo

Os músicos:
Carmen Queiróz
Cecília Furquim
Everson Pessoa
Marines Mendes
Radamés

Os poetas convidados:
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Cássio Junqueira
Gildes Bezerra

Organização e direção – Fernanda Almeida Prado
Concepção e design – Débora Bertoncelo

Dia 5 de abril de 2008
às 18 horas
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - entrada gratuita

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Projeto 'Casa Adoniran Barbosa', no Kibutz Bror Chail

O Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil acaba de aprovar o projeto "Casa Adoniran Barbosa", no Kibutz Bror Chail, como parte das festividades que serão apoiadas pelo governo brasileiro em homenagem aos 60 anos da Fundação do Estado de Israel. (ALEF)

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15 de Março de 2008

Mara Peixoto Assis-Rister defendeu tese em educação na Unesp de Marília.

Orientada pelo Prof. Dr. Sadao Omote, Mara Peixoto defendeu tese para obtenção do título de doutora em educação, no dia 28 de fevereiro de 2008, no anfiteatro I,da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista, Campus de Marília

Título da Tese: INCLUSÃO ESCOLAR E GÊNERO: O AMBIENTE ESCOLAR COMO FATOR DE INFLUÊNCIA NO CURRÍCULO SOCIAL E ACADÊMICO DOS ALUNOS DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL.

RESUMO
Nesta tese, verificamos o desempenho escolar dos alunos nas séries iniciais do Ensino Fundamental, as ocorrências de episódios escolares registrados no Livro Negro, a percepção e concepção dos atores da escola sobre o desenvolvimento, comportamento e desempenho escolar dos alunos. Também observamos a atuação do professor em sala de aula e, separadamente, o aluno durante as aulas e no recreio. Iniciamos a elaboração dos protocolos de coleta de dados com uma filmagem do ambiente escolar. Filmamos nos períodos manhã e tarde as diversas situações dos alunos, professores, funcionários e direção de uma escola estadual e outra particular. Dessa filmagem retiramos categorias de eventos significativos. Essas constituíram o instrumento de observação do professor e do aluno. Para conhecer a concepção dos profissionais a respeito dos alunos, buscamos a visão de BOM ALUNO e MAU ALUNO entre profissionais atuantes na região de Marília. O resultado ofereceu os itens do check-list, nas formas masculino e feminino, aplicado aos profissionais participantes da pesquisa. Para verificar o desempenho escolar dos alunos da rede municipal, realizamos uma pesquisa documental. As provas do SARESP/2005 nos forneceram o desempenho dos alunos da rede estadual. Obtivemos os dados do Livro Negro por transcrição integral dos registros das escolas. Analisamos os dados coletados em busca de subsídios para verificarmos a possibilidade da influência de questões de gênero no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Apuramos que o gênero masculino está em defasagem, comparado ao gênero feminino. Embora a distribuição dos alunos sem registro no Livro Negro tenha revelado que tanto meninos quanto meninas possuem valores percentuais semelhantes (49% e 51%, respectivamente), a análise da distribuição segundo o gênero revelou um percentual maior de alunos do gênero masculino com registro no Livro Negro (71%) do que o de meninas (29%). A aplicação do X² indicou-nos que de fato houve diferença quanto ao gênero (p < 0,0001). Durante a observação do professor, o número de meninos e meninas aproximou-se de 50% para cada gênero. Embora as ações do professor devessem ser semelhantes para ambos, isso não ocorreu na realidade investigada. Apuramos uma ligeira tendência do professor de direcionar aos meninos ações mais restritivas do que às meninas. Na observação do aluno, apuramos que as ações apresentadas pelos meninos apontavam que eles são mais ativos, agitados mostram mais iniciativa que as meninas. Constatamos a tendência dos profissionais da escola para avaliar negativamente os meninos e positivamente as meninas. Apuramos uma diferença nos estereótipos apontados pelos profissionais das escolas estaduais e municipais. A tendência para estereotipar ou não os alunos de acordo com o gênero mostrou a influência exercida por esse comportamento no ambiente escolar. Concluímos que para melhorar o desempenho social e acadêmico dos alunos, a escola carece de olhar mais acuradamente as questões de concepção de gênero. Por meio de comportamentos oriundos das idéias preconcebidas sobre os fatores de gênero no ambiente escolar, a escola perde a oportunidade de cumprir com seu papel de incentivar a prática da inclusão de meninos e meninas na escola e entre si mesmos.
PALAVRAS-CHAVE: Ambiente Escolar - Ensino Fundamental - Gênero - Inclusão Escolar - Políticas Públicas.

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8 de Março de 2008

Acordo Ortográfico: Conferência internacional em abril

Diário Digital (Portugal) - 03/03/2008
Acadêmicos, responsáveis políticos, deputados, editores e escritores vão debater o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em abril, numa conferência internacional e numa audição pública organizadas pela Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura. "A Assembléia da República não pode alhear-se da política instalada na sociedade portuguesa acerca do acordo ortográfico e tem de participar ativamente neste debate", disse à agência Lusa o presidente daquela Comissão, Luís Marques Guedes. Trata-se de uma iniciativa concertada com o presidente da Assembléia da República, Jaime Gama, e em princípio acontecerá no dia 07/04. >> Leia mais

[NOTA] Como já publicado aqui no VerdesTrigos, penso que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já está em vigor, na ordem jurídica internacional e nos ordenamentos jurídicos dos três Estados acima indicados, desde 1 de Janeiro de 2007, na sequência do depósito junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, das Cartas de Ratificação da República Democrática de S. Tomé e Príncipe, promovida em Dezembro de 2006, via Secretariado Executivo da CPLP.

Está em vigor, mas .....

Resumo da ópera:
O Acordo Ortográfico encontra-se em vigor para Brasil, Cabo Verde e S.Tomé e Príncipe;
Os restantes signatários só lograrão ver o Acordo como parte dos seus ordenamentos internos, por uma de duas formas:
a) Ratificação do Acordo e do 2º Protocolo Modificativo, e entrada em vigor com o depósitodos mesmos, ou;
b) Ratificação do Acordo na sua forma original, e entrada em vigor com o depósito do último dos signatários.

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Miriam Samorano no Sarau Chama Poética em São Paulo

O Sarau Chama Poética, que acontece mensalmente na Casa das Rosas busca promover o encontro entre pessoas interessadas em Literatura e Música fará uma homenagem às mulheres.

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher escolhemos composições de Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes e as palavras poéticas de: Antônio Lázaro de Almeida Prado, Adélia Prado, Alice Ruiz, Cássio Junqueira, Cecília Meireles, Dora Ferreira da Silva, Eunice Arruda, Hilda Hilst e Rosangela Aliberti e também  uma crônica de  Sonia Manski nas vozes de músicos, atores e poetas.

Organização e direção – Fernanda Almeida Prado
Concepção e design – Débora Bertoncelo

Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822
Área de convivência - entrada gratuíta
Dia 8 de março de 2008
Sábado às 17,45 horas


Dia 9 de março de 2008
Horário: início- 17 horas
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37
(próximo estação metrô Brigadeiro)

 

A cantora MIRIAM SAMORANO participará destes dois saraus. Todos estão convidados.

Em Presidente Prudente, no dia 22 de março (20h), Miriam Samorano cantará na Zeca - A Casa da Cultura, Rua Paulo Marques, 600 (esquina com a 07 de setembro) [pertinho da minha casa]. Além de Tom Jobim e a Bossa Nova apresentará toadas, modas de violas e serestas.

Um show onde apresentará canções da décadas de 20 à 50 da MPB como a toada paulista “Tristezas do Jeca” de Angelino de Oliveira (1918), a singela “Chequerê” de Sinhô (1929), “Saudade mata a gente” de João de Barro e Antonio Almeida (1948) e sambas de Zé Keti, João Gilberto, Tom Jobim e Chico Buarque. Um dos destaques do show é a interpretação da moda de viola “Coração de violeiro” de Zequinha Torres (1954) imortalizada nas vozes dos milionários do riso: Alvarenga e Ranchinho (1959).

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Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

Os interessados em participar do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural já podem se inscrever. Publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6 de março) o Edital de Intercâmbio nº 1/2008.

Para viagens no mês de abril, as inscrições seguem até a próxima quarta-feira, dia 12, e até 31 de março, para as viagens em maio. O programa consiste na concessão de recurso para o custeio de transporte de técnicos, artistas e estudiosos da cultura brasileira, convidados a participar de evento cultural promovido por instituição brasileira ou estrangeira, de reconhecido mérito.

As solicitações devem ser efetivadas apenas pela Internet, preenchendo o cadastro disponibilizado em Editais e Premiações.

Leia mais em www.cultura.gov.br

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4 de Março de 2008

EPISÓDIO CULTURAL, um fanzine de Machado/MG e adjacências

[NOTA] Podem acreditar, eu também já estive em Machado/MG. Conheço bem aquelas montanhas de Minas: de Machado, Fama (na beira da represa, ou abaixo dela), Alfenas, Paraguaçu, do Rancho São José, Varginha, Muzambinho, Guaxupé, Alpinópolis ao outro lado do rio: Guapé, Córrego do Ouro ou Três Pontas. Três Corações, Campanha, Cambuquira, Lambarí, Caxambu... águas, muitas águas. Nas montanhas de café de Machado, eu andei....ouvia o Juninho na Rádio.... nada será como antes amanhã. Saudades.

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Famílias homossexuais na literatura infantil

Casais de pessoas do mesmo sexo em livros para crianças. Técnicos afirmam que abordar a diversidade familiar é inevitável e que pais e professores têm um papel importante na matéria.

"Maria, que traz um filho dentro da barriga, conta à sua filha a história da sua infância. Uma história simples, de uma criança feliz. O que torna este livro especial é o facto de Maria ter dois pais: o Pedro e o Paulo". É desta forma que O livro do Pedro, da escritora e ilustradora Manuela Bacelar, é apresentado. A obra acaba de ser lançada e é uma estreia. A literatura portuguesa infantil começa a abordar a diversidade da parentalidade. A autora explica como tudo aconteceu. "A ideia do livro surgiu-me como as ideias dos outros livros: de situações concretas que vou conhecendo", revela. "A história é sobre uma família que tem uma vida normal, perfeitamente inserida e aceite pela sociedade". E acrescenta: "É um livro de afectos. É Natal e não há prendas. Há um grande abraço. São os anos da Maria e não há presentes. Há amigos, um piquenique e uma surpresa ao virar da página". A escritora escreve para um público abrangente, para crianças, pais, agentes de ensino. "O meu atelier é o meu espaço de liberdade e não estou sujeita a decreto-lei", garante a autora de Bernardino, O meu pai e O meu avô.
O livro de Pedro aparece pouco depois de a Associação ILGA Portugal e o projecto editorial independente espanhol Eraseunavez.com. terem lançado no mercado nacional dois livros infantis que abordam a mesma temática. "A mamã Carlota disse-me que os meninos e as meninas crescem na barriga das mulheres. Essa é que me pareceu a maior mentira que já ouvi. Eu não caibo na barriga da mamã Carlota e na da mamã Ana ainda menos". A dúvida pertence a uma menina, personagem central De onde venho?. A história é do escritor e ilustrador espanhol Javier Termenón Delgado. "O João quer ser bombeiro para ajudar as pessoas! Gosto muito da farda dos bombeiros. Acho que vou apaixonar-me por ele", comenta o menino André que, juntamente com a Marta, entram no livro Por quem me apaixonarei?, de Wieland Pena e Roberto Maján.

http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=463424D063E87394E04400144F16FAAE&opsel=1&channelid=0

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3 de Março de 2008

Sobre lendas, ruínas e meninas

Jornal do Brasil - 01/03/2008 - por Juliana Krapp
Para Milton Hatoum os romances são como sumameiras, enquanto as novelas se assemelham mais aos açaizeiros. Mesmo ao telefone, o autor fala como escreve: a linguagem caudalosa de quem foi jovem rente à floresta, entremeando a vivacidade quase debochada com zonas de sombra, pequenos sustos. Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras,112 pp., R$ 29), sua quarta obra, que chega às livrarias na hoje (03/03), é um açaizeiro dos mais elegantes. Escrito por encomenda para a coleção Mitos, da editora escocesa Canongate, a obra exigia uma quantidade limitada de caracteres. Por isso, teve de sair uma novela, e não um romance. Antes mesmo de seu lançamento no Brasil, Órfãos do Eldorado já está sendo traduzido para 16 países, entre os quais China e Taiwan.

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26 de Fevereiro de 2008

Escritor cubano vence Prêmio Alfaguara de Romance

RTP (Portugal) - 25/02/2008
O escritor cubano Antonio Orlando Rodríguez, residente em Miami, ganhou ontem (25/02) com a obra Chiquita, a XI edição do Prêmio Alfaguara de Romance, que, com um valor de 175.000 dólares, é considerado um dos de maior prestígio atribuídos a um original inédito em espanhol. Concorreram a este prêmio 511 originais procedentes de Espanha e de vários países latino-americanos. O júri, presidido pelo escritor nicaragüense Sergio Ramírez, descreveu Chiquita como "um romance simultaneamente elegante e cheio de vida, com uma notável graça narrativa e uma imaginação sem descanso, que nos revela, como uma imensa partitura de execução precisa, a época e a vida de uma personagem extraordinária". >> Leia mais

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Mesmo morto

Folha de S. Paulo - 26/02/2008 - por Mônica Bergamo
Em editorial, a revista "The Economist" prevê que "mudanças reais em Cuba só vão começar depois da morte de Fidel". Não é o que pensa o próprio. Em 2005, ao falar da sucessão em entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, do francês "Le Monde Dimplomatique", Fidel disse: "Que nossos inimigos não se iludam; eu morro amanhã e minha influência pode crescer". Mônica Bergamo lembra que na entrevista, publicada no livro Biografia a duas vozes (Boitempo), Fidel diz ainda que "o dia em que eu morrer de verdade ninguém vai acreditar. Poderia andar como Cid Campeador [referência a personagem do século 11], que mesmo morto era levado a cavalo para vencer as batalhas".


'Fidel Castro - Biografia a duas vozes', do jornalista franco-espanhol Ignacio Ramonet, é o resultado de cem horas de entrevista com Fidel Castro. Um livro fundamental para conhecer a vida, as idéias e a versão pessoal de um dos mais polêmicos líderes políticos dos últimos 50 anos. O livro apresenta sua trajetória desde a educação jesuíta de filho de latifundiário até sua transformação em guerrilheiro. A tentativa de tomada do quartel Moncada, quando é preso e exilado de Cuba, o encontro com Che Guevara no México e a longa relação entre os dois, os anos de combate na guerrilha e o início da revolução. Fidel também se defende das polêmicas sobre perseguição a dissidentes e homossexuais em Cuba, a imigração de cubanos para os Estados Unidos, a existência da pena de morte na ilha, a questão da sua sucessão e o futuro da revolução. Bastidores de momentos importantes da história são contados do ponto de vista do dirigente cubano, como a crise de outubro de 1962 entre a União Soviética e os Estados Unidos. A participação de Cuba na luta pela independência dos países africanos e a sobrevivência à derrocada do bloco soviético também são analisadas. Fidel comenta a situação política contemporânea - Globalização, José Maria Aznar, Tony Blair, George W. Bush e a guerra do Iraque, terrorismo, meio ambiente e os movimentos e governos de esquerda e centro-esquerda da América Latina. Com apresentação de Fernando Morais, tradução e texto de orelha de Emir Sader, fotos que cobrem os principais momentos da vida do dirigente, uma cronologia e um índice remissivo, esta é uma obra fundamental para conhecer o pensamento do principal protagonista da Revolução Cubana.

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16 de Fevereiro de 2008

Mapas para todos os caminhos da Biblia

Ainda no mundo dos livros, para saber onde se passam as histórias da Bíblia, há o BibleMap. Dá para navegar por livro e capítulo.

Via: Gabriela Zago em janeiro 26, 2008 9:04 PM | Permalink

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13 de Fevereiro de 2008

Livros por toda a ilha

PublishNews - 13/02/2008
A festa cubana do livro começa hoje (13/02) e vai até 24/02. Para quem não conhece a dimensão do evento, é bom lembrar que no ano passado a XVII Feira Internacional do Livro de Havana foi visitada por nada menos que 5 milhões de pessoas que adquiriram cerca de 5 milhões de livros em toda a ilha. Organizada na capital de Cuba e em mais 39 cidades, a feira este ano terá como tema: "Ler é crescer". Contará com a presença dos autores homenageados Graziella Pogolotti e Antón Arrufat, vencedores de prêmios cubanos de literatura. Já a nação convidada é a Galícia. Informações pelos e-mails feria e promocion. >> Leia mais

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10 de Fevereiro de 2008

DIAS & DIAS

"Estamos diante de um livro que não se consegue parar de ler", escreve José Mindlin na orelha deste romance de Ana Miranda. A história reúne três personagens centrais: Feliciana, uma jovem sonhadora e obstinada; o poeta romântico Antonio Gonçalves Dias, por quem ela nutre uma longa e intensa paixão, e o sabiá - não um sabiá específico, mas a espécie inteira, que na "Canção do exílio" simboliza a pátria distante.
A narrativa de Ana Miranda combina história e ficção para contar uma história sobre o amor, os costumes provincianos no interior do Brasil durante o século XIX, a descoberta da cultura indígena, a beleza da poesia e os mistérios da sensibilidade.
No romance, Feliciana toma conhecimento da vida íntima de Gonçalves Dias por meio das cartas enviadas pelo poeta a seu grande amigo Alexandre Teófilo de Carvalho Leal. Mostradas a Feliciana por Maria Luíza, esposa de Teófilo, as cartas registram muitas das questões existenciais do poeta. Feliciana descreve de forma emocionante a paixão que as cartas alimentam, e seu relato revela refinamentos da alma feminina. A trama tecida pela autora faz com que o leitor se identifique com Feliciana, uma mulher que desvenda o que sente por meio da escrita e da memória.
Os personagens menores - o pai de Feliciana, colecionador de sabiás; Adelino, um tímido professor apaixonado por Feliciana, e Natalícia, a doce e severa preceptora - conferem ao livro uma grande riqueza humana.
Antonio Gonçalves Dias (1823-1864) é o principal nome da poesia romântica brasileira. Além de "Canção do exílio", compôs os principais poemas da vertente indigenista do romantismo, entre eles "I-Juca-Pirama" e "Leito de folhas verdes". Com uma narrativa clara e simples, reproduzindo a linguagem do romantismo, Ana Miranda recorda mais uma vez a vida de um de nossos poetas - como fez também com Gregório de Matos em Boca do Inferno -, levando o leitor a uma viagem de encantamento lingüístico e conhecimento histórico. Dias & Dias recebeu o Jabuti na categoria romance, em 2003, e o premio da Academia Brasileira de Letras para romance brasileiro, no mesmo ano.

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9 de Fevereiro de 2008

Gésio Amadeu no filme de Porto Feliz

O ator Gésio Amadeu ("Sinhá Moça"/"Sítio do Pica-Pau Amarelo") está no elenco do filme que conta a história de Porto Feliz (SP), dirigida por Vicentini Gomez. Gésio interpreta o Nego Tião, um escravo fugitivo que monta um quilombo na região de Porto Feliz. Além de Gésio Amadeu, o elenco conta com Ênio Gonçalves, Maximiliana Reis, Edson Sobral, entre outros. As principais cenas já foram gravadas e o filme deve ser concluído no final de março.

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1 de Fevereiro de 2008

Editora cai no samba

PublishNews - 01/02/2008
A Nenê de Vila Matilde - a mais antiga escola de samba de São Paulo - vai homenagear Câmara Cascudo em seu enredo no Carnaval 2008. Herdeiros do historiador potiguar estarão na avenida, alguns no carro abre-alas e outros no chão, sambando no pé. A Global Editora, que publica as obras do professor Cascudo, apoiando a iniciativa da escola, criou uma ala, onde desfilarão aproximadamente cinqüenta pessoas entre os quais o diretor Luiz Alves Junior e a esposa Cidinha Alves, ambos com mais de sessenta anos, funcionários de todos os departamentos, colaboradores e amigos da casa. O carro abre-alas da escola foi batizado de "Dicionário do folclore brasileiro".

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30 de Janeiro de 2008

O Brasil e o Holocausto


Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva,
na cerimônia alusiva ao "
Dia Internacional em Memória das
Vítimas do Holocausto
", ocorrida no Palácio do Itamaraty (RJ).

“Penso que só seremos capazes de rejeitar, combater
e aplacar todo tipo de intolerância se formos sábios
o suficiente para semear nos corações e mentes a
repulsa ao ódio, à violência e à desumanidade”

“Mais do que reverenciar os heróis, é preciso
incorporar à nossa atuação cotidiana as lições que
eles nos legaram. Só assim será possível impedir que
se repitam os horrores da II Guerra Mundial”


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27 de Janeiro de 2008

Árvore de Anne Frank escapa à serra elétrica

As árvores morrem de pé. Com dignidade. Mesmo que tenham entre 150 e 170 anos, 27 toneladas e um fungo letal que lhe corrói os "ossos". É o caso do castanheiro de Anne Frank, bem no centro de Amesterdam - a árvore que a jovem holandesa judia mirava, quando escondida, durante 25 meses, num sótão, com a família, para fugir à insanidade nazi (1939-45). Podem aqueles troncos ser história? História? Podem. E assim o entendeu um grupo de empenhados cidadãos holandeses, que, depois de a hipótese ser aventada em 2007, mobilizou esforços nacionais e internacionais para impedir a morte da árvore, com recurso à serra elétrica. Espécie de meu - dela - pé de laranja lima, ao qual tudo se desabafa, mas numa versão real e trágica (Anne acabaria por morrer no campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha), o castanheiro foi salvo *in extremis*. Ao contrário da sua menina, cujos dias alegrava, e que acabaria por morrer vítima de tifo. Mantê-la viva durante, pelo menos, mais cinco, dez, 15 anos, no máximo, vai custar caro, mas não têm preço estas palavras:

«Quase todas as manhãs vou ao sótão tirar a poeira dos meus pulmões. Do meu lugar favorito no chão, olho para o céu azul e o castanheiro desfolhado, em cujos galhos brilham pequenas gotas de chuva, como prata, vejo ainda gaivotas e outros pássaros que deslizam no vento. Enquanto isto existir, e quero viver para ver, estes raios de sol o céu azul - enquanto isto durar, não poderei ser infeliz.»
Coincidiendo con la celebración del Día del Holocausto, las autoridades holandesas y grupos ecologistas han llegado a un acuerdo para salvar de la tala a un árbol centario y enfermo que se yergue sobre la casa de Amsterdam donde Ana Frank se escondía de los nazis y escribía su famosísimo diario, informa la BBC. Al parecer, fue aquel árbol el elegido por la adolescente para abstraerse de la horrible persecución a la que estaban sometidos los judíos como ella. Una especie de refugio espiritual alejado del terror cotidiano. (ELPAIS.com 24/01/2008)

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26 de Janeiro de 2008

'Ver: Amor', de David Grossman

Mesmo quando ansiamos pelos maiores e mais puros ideais humanos(…), não podemos nunca, nem só por um instante, deixar de ter compaixão pelo homem, ainda que seja um só, porque nesse caso não seríamos melhores do que “eles”, malditos sejam.” (pag. 512)

No livro "Ver: Amor", David Grossman recria, numa visão literária muito pessoal, a enormidade que foi a shoah (o holocausto). "Escrevi "Ver: Amor" porque não podia compreender a minha vida hoje em Israel, nesta terra, como ser humano, como israelita, como judeu, como pai, como escritor e como homem, sem tentar colocar-me a mim mesmo dentro desse cenário louco que foi a shoah.", diz Grossman, " Tentei viver a shoah sob todos os pontos de vista, o da vítima e o do assassino. Foi uma experiência complicada; é difícil conseguir compreender como é que uma pessoa normal se pode transformar num assassino de massas."

"Ver: Amor" é um romance aliciante, longo e complexo. Divide-se em quatro capítulos que se interligam como um puzzle e que correspondem a quatro visões inéditas do holocausto:

1) a de uma criança , Momik que quer salvar a família do monstro Nazi.
2) uma fantasia lírica sobre o escritor polaco Bruno Schultz, assassinado pelos Nazis;
3) a história de Wasserman , o tio-avô de Momik, e de Neigel, um oficial Nazi;
4) uma enciclopédia sobre a vida de Kazik, um dos personagens criados por Wasserman.

O título em inglês é "See under: Love" parece mais de acordo com o seu significado - uma entrada para a palavra "Amor" na enciclopédia. Em português talvez fosse mais exato chamá-lo "Vide: Amor" ou "Veja: Amor", mas isto é um pormenor sem importância.
Neste livro fantástico, o poder da criatividade e da imaginação, desafia a rigidez do pensamento Nazi e de todos os sistemas que tentam abolir a liberdade e a individualidade humanas. (in fragmentos luminosos)

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24 de Janeiro de 2008

Revista Idéias nº 75: Em queda livre

Confira na revista Idéias nº75 análise de Fábio Campana sobre a queda da popularidade de Requião, beirando a baixíssima aprovação pública que o ex-governador Haroldo Leon Peres atingiu. Ainda na mesma edição, conheça a situação precária do Hospital de Clínicas, por Denise Mello; o que os políticos planejam para o incentivo ao uso da bicicleta, por Paola de Orte; as boas notícias da economia segundo Mirian Gasparin; e ainda as notícias da Câmara dos Vereadores e da Assembléia Legislativa.

Acompanhem na última edição matéria sobre a relação entre religião e alimento por Adolfo Wendpap, texto do escritor Wilson Bueno e a alta sociedade fotografada e comentada na coluna social de Marcia Toccafondo.

Travessa dos Editores
www.travessadoseditores.com.br
(41) 33 38 99 94
Rua Cézar Augusto Scandelari nº 111 Curitiba - Paraná

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21 de Janeiro de 2008

DAVID LEVISKY: entrevista com o autor de 'O monge e o divã..', por Ângelo Caio Mendes Correa Jr.

David Levisky, médico psiquiatra, psicanalista e professor, com quase quatro décadas de trabalho voltado para a psicanálise da adolescência e doutor em História Social pela USP, acaba de publicar um livro de originalidade ímpar - "Um monge no divã: a trajetória de um adolescer na Idade Média Central", no qual, a partir da autobiografia do monge beneditino Guibert de Nogent,(1055-1125), faz com ele um trabalho psicanalítico, transcorridos oito séculos das anotações deixadas pelo religioso.
Nesta entrevista, o também ex-vice-presidente do Instituto São Paulo Contra a Violência, além de falar sobre o processo de elaboração de seu novo livro, faz uma retrospectiva de sua trajetória profissional e intelectual e da situação do jovem em nossa sociedade.

===>> LEIA A ENTREVISTA

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20 de Janeiro de 2008

'Reparação' tem bênção de seu autor

Ian McEwan acompanhou "cada rascunho" do roteiro adaptado do romance; filme concorre a sete Globos de Ouro

Baseado em "Reparação" (Companhia das Letras, 2002), romance do escritor inglês Ian McEwan finalista do Booker Prize 2001, o mais prestigioso prêmio literário britânico, o filme "Desejo e Reparação" é o campeão de indicações ao Globo de Ouro (sete), feito que pode repetir no Oscar, que anuncia os concorrentes no dia 22.
Segundo longa de Joe Wright ("Orgulho e Preconceito"), o longa, que estréia amanhã no Brasil, custou US$ 30 milhões (R$ 53 milhões) e é a narrativa de como uma sucessão de mal-entendidos, seguidos de mentiras, podem ser tão devastadores quanto a guerra, pano de fundo desta história de amor.
No verão de 1935, a aristocrática Briony Tallis (Saoirse Ronan), de 13 anos, acusa o filho da governanta Robbie Turner (James McAvoy), amante da irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), de um crime que não cometeu. A reparação, tardia, é pretendida por meio da arte -um livro que Briony escreve ao longo de seis décadas.

* foto: Cecilia (Keira Knightley) e Robbie (James McAvo