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3 de Março de 2008

Crônica de um fim anunciado: o debate entre Freud e Jung sobre a teoria da libido

Esta pesquisa parte do encontro entre Freud e Jung, enfocando ointeresse do primeiro no trabalho que Jung desenvolvia compsicóticos. Percorrendo as cartas trocadas por eles ao longo de seteanos, investigamos as construções teóricas de ambos, a fim defundamentarmos a hipótese de que o tema da libido é o pontocrucial no impasse para a continuidade do trabalho em conjunto.Para Freud a libido é essencialmente uma energia sexual, já paraJung, a libido não passa de uma energia vital neutra, difusa nopsiquismo humano. Ancorada nesse impasse, nossa investigaçãosegue a trajetória da problemática da constituição da realidade e desua perda, privilegiando o aspecto de que, para a realidadeconstituir-se, é necessário que haja uma subtração da satisfaçãolibidinal, de modo que o enquadramento da realidade seja efetuado.Nesse caso, como o argumento da psicose constrói-se a partir da premissa de que essa subtração não acontece, a realidade,conseqüentemente, não é constituída. [download]

Kátia Mariás Pinto

Mestre em psicologia pelo Programa de Mestrado em Psicologia: Estudos Psicanalíticos (Fafich/UFMG); correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise, em Minas Gerais. kmarias@terra.com.br

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21 de Fevereiro de 2008

Há, com efeito, não apenas uma, mas numerosas psicologias....

Jung era um grande estudioso da Filosofia e dizia que todo Psicólogo deveria estudar este outro saber. Abaixo uma passagem do livro "A Natureza da psique" que deixa bastante clara a relação entre ambas áreas do conhecimento. Este texto foi publicado em 1931.

Há, com efeito, não apenas uma, mas numerosas psicologias. Isto é curioso, porque, na realidade, há apenas uma matemática, apenas uma geologia, apenas uma zoologia, apenas uma botânica, etc, ao passo que existem tantas psicologias, que uma Universidade americana é capaz de publicar anualmente um grosso volume intitulado: Psychologies of 1930, etc. Creio que há tantas psicologias quantas filosofias, porque não existe apenas uma, mas numerosas filosofias. Digo isto, porque entre a Filosofia e a Psicologia reina uma conexão indissolúvel, conexão esta que se deve à inter-relação de seus objetos; em resumo: o objeto da Psicologia é a alma, e o objeto da Filosofia é o mundo. Até recentemente, a Psicologia era um ramo da Filosofia, mas agora se esboça uma ascensão da Psicologia, que, como predisse Nietzsche, ameaça tragar a Filosofia. A semelhança interior das duas disciplinas provém de que ambas consistem em uma formação sistemática de opiniões a respeito de objetos que se subtraem aos passos de uma experiência completa e, por isto, não podem ser adequadamente apreendidos pela razão empírica. Por isso elas incitam a razão especulativa a elaborar conceitos e opiniões, emtal variedade e profusão, que, tanto na Filosofia como na Psicologia, seriam necessários numerosos e grossos volumes para caber todas elas. Nenhuma dessas duas disciplinas pode subsistir sem a outra, e uma fornece invariavelmente à outra as premissas tácitas e muitas vezes também inconscientes. (JUNG, Carl Gustav Jung. "A Natureza da Psique", § 659)

Via Sabina Vanderlei

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21 de Janeiro de 2008

DAVID LEVISKY: entrevista com o autor de 'O monge e o divã..', por Ângelo Caio Mendes Correa Jr.

David Levisky, médico psiquiatra, psicanalista e professor, com quase quatro décadas de trabalho voltado para a psicanálise da adolescência e doutor em História Social pela USP, acaba de publicar um livro de originalidade ímpar - "Um monge no divã: a trajetória de um adolescer na Idade Média Central", no qual, a partir da autobiografia do monge beneditino Guibert de Nogent,(1055-1125), faz com ele um trabalho psicanalítico, transcorridos oito séculos das anotações deixadas pelo religioso.
Nesta entrevista, o também ex-vice-presidente do Instituto São Paulo Contra a Violência, além de falar sobre o processo de elaboração de seu novo livro, faz uma retrospectiva de sua trajetória profissional e intelectual e da situação do jovem em nossa sociedade.

===>> LEIA A ENTREVISTA

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9 de Novembro de 2007

Quando o sapo vira Eros, por Sabina Vanderlei

Esta "tentativa" de crônica-artigo foi alucinada ao som do "Requiem", de Mozart, quando a autora deste pseudo-texto se deu conta dos seus idos vinte anos e de que com eles se foram (ou pelo menos deveriam ter ido) as ilusões da juventude ou os "famosos óculos cor-de-rosa"...
Homem ideal? Toda mulher tem, não adianta negar, mentir, fugir ou disfarçar! É biológico! Desde que o mundo é mundo, as fêmeas sempre buscaram os "melhores" machos, aqueles que, por algum motivo, mais lhe chamavam atenção. Seja o mais bonito, o mais forte, o mais inteligente, o mais rico, o mais poderoso, o "mais sarado", o bom de cama... Não importa, todas sempre escolhemos e sempre escolheremos, seja no nível das fantasias inconscientes, seja conscientemente.
Vale tudo na hora da escolha: mapa astral, simpatias, tarô, Santo Antônio... As mais modernas chegam a apelar para agências de matrimônio, salas de bate-papo, Orkut e outras opções ainda mais escusas. Tive oportunidade de conhecer cada um desses casos e, eu juro, vi pelo menos um em cada um deles funcionar! Então, vocês perguntam: como fazer dar certo? Por que com uma dá certo e com a outra não?
Homens reclamam que mulher é um "bicho complicado" e somos mesmo! Somos feitas de uma outra substância, somos predominantemente femininas e, arquetipicamente, o feminino é regido pelo princípio do Eros, que é o princípio de ligação, o amor, aquele que gera e mantém a vida. + + + +

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Sérgio Britto apresenta 'Jung e Eu' em Curitiba

clip_image001A Caixa Cultural de Curitiba apresenta neste fim de semana a peça "Jung e Eu", monólogo estrelado pelo ator Sérgio Britto. Com três apresentações na capital paranaense (dias 9, 10 e 11), o público curitibano ganha três boas oportunidades para conferir em cena um dos principais nomes da história do teatro brasileiro.

"Jung e Eu" traz Sérgio Britto na interpretação do personagem Leonardo Svoba, um ator shakespeariano que já passou dos 80 anos. Exigente, pretensioso e sem perspectiva de um novo trabalho, ele liga para o amigo e dramaturgo Oscar em busca de um novo papel. O dramaturgo sugere a figura do célebre psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) e Svoba, que nunca se interessou por psicologia, filosofia ou temas do gênero, apesar de no início ficar em dúvida, acaba se entregando ao projeto.

O espetáculo solo tem texto de Domingos Oliveira e Giselle Falbo Kosovski A direção fica por conta também de Domingos Oliveira. "Não me preocupei em contar a história de Jung, mas sim em deixar a imaginação viajar. A peça abre com Jung em cena dizendo para a platéia: estamos num sonho. Não estamos sonhando, estamos sendo sonhados pelo ator Leonardo Svoba. Nós de teatro sabemos e temos dentro de nós tudo o que o Jung falou escandalizando o mundo. Ou seja, os valores da intuição, a ocorrência das coincidências, o inconsciente coletivo, tudo isso está dentro de nós", contextualiza Domingos Oliveira. (assessoria de imprensa da CAIXA)

Serviço:
Espetáculo: "Jung e Eu", com Sergio Britto
Onde: Caixa Cultural, Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II
Quando: 9, 10 e 11 de novembro //  21h (sexta e sábado) 19h (domingo)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (clientes, idosos e estudantes)

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7 de Novembro de 2007

'O Que os Homens Não Revelam Mas Você Precisa Saber'.

Uma série de estranhos acontecimentos inspirou a escritora australiana Maggie Hamilton a escrever 'O Que os Homens Não Revelam Mas Você Precisa Saber'. De repente, uma onda de separações se abateu sobre casais de amigos íntimos da autora. Maggie percebeu, então, um fato recorrente após a dissolução dos relacionamentos - todos de longo prazo - os homens contavam com menos apoio emocional do que as ex-parceiras e tinham mais dificuldade em lidar com o rompimento. Na mesma época, a escritora assistiu ao filme 'As Horas', baseado no romance de Michael Cunningham. E ficou intrigada. Todas as suas amigas o classificaram como 'filme de mulher', embora a fita também mostrasse personagens masculinos de grande complexidade psicológica. Maggie concluiu para as mulheres modernas, a dor emocional e espiritual parece ser monopólio do sexo feminino. Elas se esqueceram de que homem também sofre - e talvez sofra muito mais, já que costuma suportar calado o sofrimento.

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6 de Outubro de 2007

Contardo Calligaris: Depressão e terapia


Quem está no desespero, antes de qualquer consolação, pede que sua dor seja reconhecida.


Seja como for, a experiência confirma o que já sabíamos: quando alguém sofre, a primeira tarefa dos próximos (e dos profissionais) não é a de consolá-lo sugerindo reavaliações, mas a de ajudá-lo a encarar seu sofrimento assim como ele é.
Mais uma nota: essa constatação é também relevante na hora de administrar a necessária medicação antidepressiva. Talvez os raros efeitos paradoxais dos antidepressivos (o paciente que "estava muito bem" e, de repente, tenta o suicídio) tenham a ver não com o fracasso, mas com o sucesso da medicação, que produziu uma melhora substancial antes que o sujeito tivesse o tempo de dizer sua dor. +++++


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30 de Agosto de 2007

Psi-cológica -> Amor como arquétipo, by Sabina Vanderlei


Numa entrevista concedida ao Dr. Richard Evans, da Universidade de Houston, em 1957, Jung comenta acerca dos instintos como determinantes no comportamento humano. O trecho abaixo se refere especificamente à pergunta acerca do porquê ele discordava de Freud no que diz respeito à libido ser exclusivamente sexual. Ele faz, então, o seguinte comentário:


"No princípio eu tinha certas prevenções, naturalmente contra essa concepção [de Freud, sobre a libido], mas superei-as, passado algum tempo. Pude fazê-lo graças à minha sólida formação biológica. Não podia negar os impulsos do instinto sexual. Mais tarde, eu percebi que se tratava realmente de uma concepção unilateral, porque o homem, como o Sr. sabe, não é exclusivamente governado pelo instinto sexual. Também existem outros instintos. Em biologia, vemos que o instinto de nutrição é tão importante quanto o instinto sexual. Embora a sexualidade desempenhe um papel importante nas sociedades primitivas, o alimento, a alimentação tem um papel muito mais importante. O sexo... isso é coisa fácil de se obter em qualquer lugar, não exige grande esforço para procurar. Mas o alimento é difícil de obter, e por isso é o principal interesse. Depois em outra sociedade, refiro-me às sociedades civilizadas, o instinto de poder desempenha um papel muito maior do que o sexo. Existem muitos homens de negócios que são impotentes porque toda a sua energia é investida no impulso de ganhar dinheiro ou de ditar normas. Isso é muito mais interessante do que estar às voltas com mulheres. Assim, o Dr. Adler, mais jovem e mais fraco, tinha um complexo de poder. Sendo inferior a Freud, ele queria ser "o homem" bem sucedido: Freud triunfara, era bem-sucedido. Estava no apogeu, por isso estava unicamente interessado no princípio do prazer, ao passo que Adler interessava-se pelo instinto do poder".


Com isso, ao ler a reportagem, penso que FINALMENTE a ciência está conseguindo perceber que o comportamento humano é "guiado" por diversos instintos, desde o sexo, como muito bem observou Freud, até o poder [com Adler] e o amor, conforme essa pesquisa mencionada. Mas não são somente estes instintos, existem muitos outros. Em Jung, o instinto está para o biológico assim como o arquétipo está para o psicológico. Por isso, não podemos desvincular um do outro.
Para maiores informações sugiro a leitura dos capítulos 5 ["Determinantes psicológicas do comportamento humano"] e 6 ["Instinto e Inconsciente"] do livro "A Natureza da Psique", volume 8 das Obras completas. [Download]


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3 de Agosto de 2007

''O adolescente por ele mesmo'', livro de Tania Zagury


Pesquisadora e mestre em educação, com 28 anos de experiência profissional, Tania Zagury entrevistou 943 jovens em todo o Brasil, traçando um retrato de corpo inteiro dos adolescentes brasileiros que se tornou referência para pais e educadores. Drogas, sexo, virgindade, estudo, religião, política, felicidade, relações familiares, todos esses assuntos são discutidos no livro a partir daquilo que o adolescente pensa, pede e propõe. Fundamental para pais sufocados pelas exigências do trabalho e a falta de tempo, que os transforma em "culpados" e os filhos em chantagistas emocionais, e para educadores que muitas vezes aplicação sem refletir os modelos pedagógicos da moda importados de países com outras realidades sociais, econômicas e culturais, O adolescente por ele mesmo é um apelo ao diálogo construtivo, à busca conjunta de saídas baseadas no respeito mútuo e na fixação de regras justas


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Conhecimento


"Afinal de contas, são os erros que nos proporcionam os fundamentos da verdade, e quando se ignora o que uma coisa é em si, já constitui um acréscimo de conhecimento saber o que ela não é."
Carl Gustav Jung, "Aion - estudos sobre o simbolismo do si-mesmo",
parágrafo 429 do volume IX/2 das Obras Completas editadas pela Editora Vozes.


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28 de Julho de 2007

Psi-cológica -> Sobre a lista da Sabina Vanderlei


"São poucos os que buscam dentro de si. É indispensável que em cada indivíduo se produza uma renovação. O Autoconhecimento de cada indivíduo, a volta do ser humano às suas origens, ao seu próprio ser e à sua verdade individual e social é o começo da cura da cegueira que domina o mundo de hoje. O interesse pelo problema da alma humana é um sintoma dessa volta instintiva a si mesmo. Que este meu trabalho esteja a serviço desse interesse."
(JUNG,C.G., Prefácio ao livro "Psicologia do Inconsciente").


Jung concebia a psique nas suas múltiplas manifestações. Somos seres psicológicos, históricos, culturais, sociais, econômicos, enfim, a realidade é a psique que tanto está dentro de nós, nos constituindo como seres humanos, como também o mundo à nossa volta, pois a psique o idealizou e o construiu. Pensar o homem na sua multiplicidade e na sua singularidade é um grande paradoxo, para não dizer um desafio.


Neste contexto, a lista "Psi-cológica" se propõe a fazer um turismo virtual pelo fantástico mundo do Conhecimento através do envio de textos sobre Psicologia, Filosofia, Atualidades, Mitologia, Ciências e outras informações diversas que nos levam a refletir sobre as profundezas da alma humana e nas suas múltiplas manifestações.


Quem administra esta lista é a psicóloga Sabina Vanderlei, que envia textos interesssantíssimos. Aliás, recebo muitos emails perguntando-me onde consigo tanta informação atualizada para colocar no VerdesTrigos. Começo a revelar minhas fontes: a Sabina é um poço de conhecimento e informação, vale a pena assinar a lista para receber os textos selecionados.


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18 de Julho de 2007

Permissão para amar e ser amado, por Carla Coelho


Escrito pelo casal de psicólogos, Catarina Augusta de Lacerda e Milton Paulo de Lacerda o livro Permissão para Amar e ser Amado é um compilação de ensinamentos quotidianos adicionados a um toque da postura da psicologia moderna e de doutrina religiosa.


Dividido em onze partes a obra tenta permear todas as relações afetivas que o humano pode vir a se deparar. Desde o fato de viver, passando pelo sonho do amor, divagando sobre as questões relacionadas à auto-imagem, caindo sobre o campo minado das relações interpessoais, tentando se encontrar através dos encontros e desencontros diários, passando pelo território dos gestos e demonstrações desse sentimento e terminado com a premissa de que o amor não acontece por acaso. >>> leia mais


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1 de Julho de 2007

Discípulas-amantes ajudaram a criar teoria


Enquanto Sigmund Freud viveu cercado por uma confraria de discípulos vienenses, a maioria de ascendência judaica, Carl Gustav Jung encontrou nas mulheres companhia para sua viagem abissal ao inconsciente. Sabina Spielrein, Toni Wolff, Barbara Hannah, Aniela Jaffé, Yolanda Jaccobi, Marie-Louise von Franz e Emma Jung, sua esposa, perfilam-se na linha de frente da corte junguiana.
Sabina e Toni foram primeiro pacientes, depois amantes e, simultaneamente, discípulas. Por quase 30 anos, Jung manteve um declarado triângulo amoroso envolvendo Emma e Toni, que inspirou o escritor Morris West no best-seller "Um Mundo Transparente"
Qualquer apressado julgamento moralista desses "affaires" deve considerar que, àquela altura, a psique ainda era ainda um território imensamente desconhecido para os próprios pioneiros da psicanálise. Tipo atlético, dotado de energética inteligência, Jung, exercia um fascínio sedutor sobre as mulheres - vaidoso, fez questão que seus biógrafos notassem essa qualidade.
A questão da transferência e da contratransferência, que ainda hoje rende polêmicas, só começava a ser arranhada.
Aldo Carotenuto, analista italiano que esteve em São Paulo participando de um congresso promovido para assinalar os 30 anos da morte de Jung, escreveu um obra crucial ("Diário de uma secreta simetria") sobre asa relações de Freud-Jung a partir de um maço de cartas de Sabina endereçadas aos dois gênios da psicanálise. Essa correspondência, segundo conta, foi encontrada acidentalmente num velho porão.
Foi graças ao relacionamento com as discípulas-amantes que Jung pôde tecer os fios do conceito de anima, o enigmático arquétipo que, se não for reconhecido, pode conduzir um homem de neuroses à perdição da loucura.
Como tudo está em oposição no universo da psicologia analítica, o mesmo ocorre com a anima, que evolui da Lilith selvagem à Sophia, rainha da sabedoria.
Entre as discípulas... brilha o nome de Marie-Louise von Franz. Seu legado aos alunos do Instituo C. G. Jung, de Zurique são palestras numinosas sobre temas que, nas mãos de outro qualquer, poderiam se transformar em soníferos: alquimia, mitologia grega, sonhos, contos de fadas.
Von Franz trabalhou com o simbolismo junguiano dos contos de fadas como Bruno Bettelheim o fez sob a ótica freudiana. São temas sobre os quais ela sempre foi capaz de discorrer por mais de duas horas sem um texto à mão, como atesta o seu ex-aluno, o analista Roberto Gambini. Tanto que as palestras, com raras modificações, foram transcritas em livros.... traduzidos pela Editora Cultrix, trazendo interpretações fundamentais para a compreensão da obra do mestre suíço (Nelson Blecher = Fonte: Jornal "Folha de São Paulo", 08 de junho de 1991)




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23 de Junho de 2007

Felicidade não é apenas um sonho.


Felicidade não é apenas um sonho. Ela existe e está ao nosso alcance. A questão, segundo o médico psicoterapeuta Flávio Gikovate, é compreender no que consiste esse estado tão almejado e como se pode conquistá-lo, impedindo que mecanismos autodestrutivos, acionados pelo medo, atrapalhem nossa harmonia interior. Especialista no assunto, com uma bagagem de 40 anos de atendimento clínico e 30 obras publicadas, ele acaba de lançar mais um livro de sucesso, Dá pra ser feliz... apesar do medo, abordando o tema de maneira clara, lúcida e realista.


Em que consiste a felicidade? Por que temos tanta dificuldade em reconhecê-la e admiti-la? Teremos embutido em nós um demônio para garantir nosso quinhão de infelicidade? Se ele existe, como eliminá-lo? Flávio Gikovate faz aqui uma análise original e deliciosamente clara. Levando em consideração os principais aspectos da vida - história pessoal, psicologia e contexto social -, ele trata de padrões de felicidade que estão ao alcance de todos. Suas conclusões indicam requisitos básicos para que se possa lidar com o medo da felicidade, que ele aponta como o grande vilão da história. Não são fórmulas mágicas e exigem esforço e trabalho. Porque, como tudo na vida, a felicidade deve ser conquistada.

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