Rios e desertos desconhecidos de um romancista baiano, por Chico Lopes.
Bons livros nos chegam, às vezes, de maneira despretensiosa, como me chegou A dama do Velho Chico, do escritor baiano Carlos Barbosa, sobre quem eu não tinha informação alguma. Lima Trindade, editor do Verbo 21 de Salvador, Bahia, foi quem me falou dele. Entramos em contato. Como é comum entre escritores, mandei-lhe um livro meu e ele me mandou o seu, os que tínhamos disponíveis.Sempre fui leitor de ficção mais que de outra coisa, mas, em geral, pratico muita releitura; por vezes, autores novos me desanimam devido ao meu vezo conservador de querer trilhar a trilha do já sabido, jáconhecido, experimentado e amado (e os livros muito amados só o são porque muito relidos). De modo que cometo injustiças e omissões, nesse campo, mas não estou sozinho no erro. O comodismo conspira para que percamos muita coisa. E não gosto de opinar sobre livros que não li, ou li mal (quem prestar atenção a certos comentários por aí, notará que a prática de comentar sem ter lido não é rara).
Carlos Barbosa nasceu em 1958 em Oliveira dos Brejinhos, no sertão baiano, e passou sua infância em Ibotirama, beiradas do São Francisco. Portanto, sabia do que falava ao elaborar esse seu primeiro romance, lançado pela Bom Texto em 2002. A dama do Velho Chico fala de paragens que nós daqui, do Sudeste, conhecemos muito mal. Quanto ao rio, flutua em nossa lembrança, com seus barcos, feito um Mississipi caboclo. Imaginamos aquelas embarcações com suas carrancas a partir de lembranças de documentários, programas especiais de tevê. Tudo fica na superfície. Mas a vantagem da Literatura é precisamente esta: livros nos vêm de outra parte, perfuram o já-sabido, trazem mundos de cujas existências mal suspeitamos, não valendo, para adivinhá-los, os nossos estereótipos ou informações de segunda mão. ++++++++
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VerdesTrigos @ 10/06/2007 06:49:00 PM | | | Voltar











Henry Sobel, 63, está escrevendo uma autobiografia que planeja lançar em março de 2008. Segundo Mônica Bergamo, vai se chamar Sobel, em "homenagem" a seus oposicionistas. Ele conversou com o repórter Paulo Sampaio da Folha de S.Paulo. "É a minha autobiografia, um resumo dos meus 37 anos no Brasil. É uma análise das mudanças sociais, políticas e econômicas do país. Vou voltar a todo vapor." >> 

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