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14 de Maio de 2008

Sarau chama Poética - 50 anos da Bossa Nova-

Músicos:
Carmen Maier Rimoli
Élio Camalle
Gabriel Rimoli
Guca Domenico
Miriam Samorano
Renato Matsukura
Direção: Fernanda Almeida Prado

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12 de Maio de 2008

O que vai rolar no próximo Sol na Boca, dia 14/05

 

http://www.solnaboca.blogspot.com/

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sarau 17 maio - sesc ipiranga - 17:00h

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:Direção
Fernanda Almeida Prado
:design:
débora bertoncelo
________________________________________
SESC IPIRANGA
Rua Bom Pastor, 822
dia 16 de Fevereiro às 18:00h
área de convivência
gratuíto
telefone: 11 3340-2000

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15 de Abril de 2008

ÁLVARO ALVES DE FARIA recebe prêmio na Quinta-feira, 17, na APL

O poeta Álvaro Alves de Faria receberá nesta quinta-feira (17), às 17 horas, o Prêmio conferido pela Academia Paulista de Letras ao seu livro “Babel – 50 poemas inspirados na escultura Torre de Babel, de Valdir Rocha”, publicado pela Escrituras Editora em 2007.

O Prêmio será entregue pelo presidente da APL, José Renato Nalini. Na oportunidade será lido o parecer da comissão julgadora, formada pelos acadêmicos Fábio Lucas, Gabriel Chalita e Ada Pellegrini Grinover.

O poeta diz ser, em termos de poesia, um estrangeiro em seu próprio país. Afirma que hoje se considera um poeta português, ou um ex-poeta brasileiro, que acha mais apropriado.

Tanto que, fora “Babel”, seus seis últimos livros de poesia foram publicados em Portugal, obras que serão reunidas em “Alma Gentil: Raízes”, a ser publicado pela Escrituras ainda este ano.

Outro livro de Álvaro Alves de Faria a sair pela editora, também em 2008, é “Pastores de Virgílio”, entrevistas literárias com mais de 30 escritores e poetas brasileiros.

Jornalista profissional, sempre se dedicou à área cultural em vários veículos de comunicação, incluindo jornais, revistas, rádio e TV. Por esse trabalho em favor do livro recebeu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti de Imprensa, da Câmara Brasileira do Livro, em 1976 e 1983, e ainda dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA - em 1988 e 1989.

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10 de Abril de 2008

IMS-RJ PROMOVE CURSO POETAS MALDITOS E OFICINA LITERÁRIA COM CLAUDIO WILLER DE 22 A 26 DE ABRIL

O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro (rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea) promoverá entre os dias 22 e 26 de abril o curso Poetas malditos e uma Oficina literária, ambos ministrados pelo poeta Claudio Willer. As inscrições custam R$ 120 (para o curso) e R$ 80 (para a oficina), ambos com 50% de desconto para estudantes, e devem ser feitas com antecedência diretamente no centro cultural.

Poetas malditos abordará os escritores incompreendidos pelo público à sua época e a sua projeção além dos limites da criação literária - em movimentos de vanguarda, política, contracultura e rebeliões sociais. Os temas serão tratados a partir dos seguintes tópicos : 1. William Blake e a rebelião teológica; 2. Baudelaire: pessimismo, blasfêmias e provocações; 3. Rimbaud: as iluminações e a poética visionária; 4. Lautréamont: a destruição e recriação da literatura; 5. Malditos no século XX: a geração beat e a superação da barreira entre “maldito” e “olímpico”; 6. Malditos na literatura brasileira: simbolistas, excêntricos e surreais. O resultado pretendido neste curso é a ampliação da capacidade de leitura, de compreensão e de interpretação de textos pelos participantes. O termo “malditos” designa autores cujas obras, por incompreensão de contemporâneos ou pela ação da censura, demoraram para ser lidas e aceitas, sendo mais tarde influentes ou vistas como inovadoras.

Já a Oficina literária trabalhará conceitos e exercícios para estimular a criação literária e a capacidade de leitura a partir dos seguintes temas: 1. Valores poéticos: o que permite que um texto literário seja considerado “bom”?; 2. A imagem poética; 3. Poesia e prosa; a poesia na prosa; 4. Leitura, entendida como expressão oral e como interpretação, percepção de sentidos em um texto; 5. Identidades literárias, afinidades dos participantes com diferentes vertentes, dicções, estilos e modos de escrever. Textos de autoria dos participantes serão apresentados durante as aulas (em voz alta ou em cópias), examinados e avaliados. Serão recomendadas leituras literárias, de obras poéticas, em prosa e ensaios. A oficina também incluirá o exame de textos considerados difíceis ou herméticos, mostrando ao aluno as várias possibilidades de interpretá-los.

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2 de Abril de 2008

Sarau Chama Poética Especial - Homenagem ao centenário de Guimarães Rosa

Prosa poética e música com o grupo:
No mesmo Barco

Grupo formado pelos músicos e atores:
Douglas Froemming: violão, guitarra
Juliana Caldas: voz
Luiz Grasseschi: voz, violão
Rafael Losso: voz, violão
Marcio Guimarães: baixo

Os músicos:
Carmen Queiróz
Cecília Furquim
Everson Pessoa
Marines Mendes
Radamés

Os poetas convidados:
Antônio Lázaro de Almeida Prado
Cássio Junqueira
Gildes Bezerra

Organização e direção – Fernanda Almeida Prado
Concepção e design – Débora Bertoncelo

Dia 5 de abril de 2008
às 18 horas
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - entrada gratuita

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29 de Março de 2008

Travelling wit Shadows, novo livro de Eduardo Bettencourt Pinto

Eduardo Bettencourt Pinto has one of the most passionate voices that I have heard in a long time. His poems are written with inexplicable warmth that dives deep and soothes the soul of the reader just as beautiful musical compositions soothe the soul of the listener. The stanzas in Travelling with Shadows will remind you of the well-known masters Elytis, Seferis, and Kavafy.

Travelling wit Shadows, uma edição bilingue em Português e Inglês, o livro mais recente do autor, já se encontra disponível através da página do editor, Libros Libertad, Canadá.

http://www.libroslibertad.ca/book.php?id=12

Eduardo Bettencourt Pinto was born in 1954 in Gabela, Angola. He left the country in 1975 during the civil war, residing for some time in Zimbabwe and the Azores Islands before moving to Canada in 1983. He is the author of several fiction and poetry books in Portuguese and his poetry has been included in various anthologies in Portugal, England, United States and Brazil. Eduardo is the editor of the Seixo Review, an Arts and Literary magazine published online, and he is also working on a new novel. Casa das rugas (House of Wrinkles) – his latest work – is a novel about the last days of colonialism in Angola.

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26 de Março de 2008

ATELIÊ EDITORIAL LANÇA TRÊS VOLUMES DE POESIA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Nesta próxima sexta-feira, dia 28 de março, serão lançados três livros de poesia pela Ateliê Editorial: Meio Mundo, de Álvaro Faleiros, Outra Língua, de Henryk Siewierski, e País em Branco, de Ricardo Rizzo. O evento acontece em São Paulo, no Bar Canto Madalena (rua Medeiros de Albuquerque, 471), a partir das 18h30. O convite segue em anexo. Será um prazer contar com a presença de vocês.

Esses três lançamentos simultâneos da Ateliê põem em evidência a maturidade poética de escritores com dicções diferentes e que consolidam vertentes delineadas em títulos anteriores.

Meio Mundo (64 págs., R$25,00) é o sexto livro de Álvaro Faleiros, poeta que associa a experimentação formal e a pesquisa das formas populares, especialmente o cordel. O Meio Mundo de Faleiros – que é também tradutor e compositor, além de professor da UnB – corresponde na verdade a dois mundos que, aparentemente cindidos, são complementares: de um lado, poemas brevíssimos, epigramáticos; de outro, poemas mais longos, que exploram a oralidade e a toada dos repentes nordestinos – referência amplificada pelas xilogravuras do consagrado artista plástico Fernando Vilela, que percorrem as páginas do livro.

Outra Língua (96 págs., R$30,00), de Henryk Siewierski, apresenta a depuração de uma obra que, mantendo o diálogo com a literatura leste-européia nos primeiros livros do autor, encontra na paisagem brasileira uma morada, uma imagem invertida do exílio. Nascido na Polônia e radicado em Brasília, Siewierski traduziu autores como Bruno Schulz e Andrzej Szczypiorski e deles herdou uma percepção do desterro que não se restringe aos traumas da história polonesa, mas corresponde a uma forma mais ampla de contemplar seres e coisas. E esse olhar, por sua vez, encontra na variedade na cena brasileira uma tradução concreta – com lugares, pessoas e o estranhamento lingüístico fundindo-se a sua memória familiar e a uma descoberta do país que foge a qualquer exotismo.

País em Branco (100 págs., R$30,00), de Ricardo Rizzo, aprofunda uma tendência crítica já presente no livro de estréia do autor (Cavalo Marinho e Outros Poemas, de 2002) – caso raro de uma poesia que faz uma reflexão sobre as contradições e os absurdos da realidade social sem cair no engajamento vulgar ou na militância. Rizzo combina aqui alguns traços experimentais (versos blocados, elipses, quebras de palavras) com uma poesia imagética, em que a crueza das tensões urbanas vem acompanhada da percepção do papel da tevê e do cinema num imaginário no qual sociedade do espetáculo e mundo administrado se irmanam, compondo uma geopolítica que sua poesia desconstrói.

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4 de Março de 2008

Vila para mulheres

A Livraria da Vila de São Paulo comemora o Dia Internacional da Mulher com uma série de encontros com a participação de escritoras e artistas abordando o universo feminino. A primeira palestra com Joyce Cavalcante, presidente da Rebra (Rede de Escritoras Brasileiras), na unidade da Rua Fradique Coutinho, 915 (Tel. 11-3814 5811), em São Paulo. Terá como tema a "História da literatura feminina no Brasil" e começa às 17h30 do dia 05/03. Já na quinta-feira (06/03), será a vez do tema "Borboletas da alma: uma leitura de Lya Luft", às 19h30, no mesmo local. No sábado acontecerão dois encontros. O primeiro às 12h e terá como tema "Café com leitura: Mulher oriental, sincretismo e espiritualidade" na Livraria da Vila da Casa do Saber (Rua Dr. Mario Ferraz 414 - Tel. 11-3073-0513). Mais tarde, às 19h30, sobre o "Performance: No olhar de Clarice" na Livraria da Vila da Lorena (Alameda Lorena 1731 -Tel. 11-3062-1063).

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3 de Março de 2008

Rodrigo Capella faz dois lançamentos

No mês de abril, o escritor e poeta Rodrigo Capella vai fazer dois lançamentos do livro “Poesia não vende” (R$ 15,00, 88 páginas, Navegar Editora): um na Feira do Livro de Poços de Caldas, dia 05/04, e outro na Feira do Livro de Joinville, dia 12/04. Além das poesias de Capella, o livro "Poesia não vende" traz depoimentos de Ivan Lins, Bárbara Paz, Moacyr Scliar e do pintor catarinense Sérgio Ferro para mostrar o descaso público com a poesia e apontar que atualmente esse gênero tem sido consumido apenas em associação com as outras artes, tais como cinema, teatro, pintura e música.

Capella sugere a utilização do conceito do “letramento poético”como uma das soluções para que a poesia cumpra o seu papel social e ajude a gerar um Brasil mais poético e, consequentemente, mais culto. "Através da aplicação do conceito do letramento poético nas escolas brasileiras, o jovem e a criança estarão em contato direto com a poesia, organziando, por exemplo, uma encenação a partir de um trecho de poema lido. Assim vão compreender melhor a essência da poesia", defende Capella. Contato com Rodrigo Capella: contato@rodrigocapella.com.br / www.rodrigocapella.com.br

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I Semana da Poesia

De 14 a 21 de março de 2008

O Rio de Janeiro respira poesia. São mais de 40 eventos/saraus, por semana, acontecendo em todo o Estado. Várias são as iniciativas para promover e incentivar a leitura, democratizar a arte, divulgar nossos escritores contemporâneos e manter vivos na memória os grandes nomes da literatura brasileira.

Neste mês, três datas comemorativas enriquecem nosso Calendário Cultural:

  • 14 de março (sexta) – Dia Nacional da Poesia (aniversário Castro Alves)
  • 19 de março (quarta) – Dia do Livro
  • 21 de março (sexta) – Dia Mundial da Poesia (proclamado pela UNESCO)

Diante deste cenário, surgiu o projeto da I SEMANA DA POESIA (de 14 a 21 de março), com a proposta de integrar, num mesmo calendário, as manifestações que já ocorrem pela Cidade – e até mesmo pelo Estado – durante o ano, com aquelas que acontecem em função das datas comemorativas acima mencionadas. Um cronograma unificado de atrações com os principais agitadores de poesia e literatura no Rio de Janeiro. A idéia é rechear a semana com atividades culturais, saraus literários, palestras e debates, lançamentos de livros, campanhas de doação de livros e, também, ações que agreguem à poesia outras expressões da arte (música, pintura, dança, artes plásticas, cinema...)

Além disso, queremos focar o lado social com campanhas de estímulo à doação de livros e divulgação de Pontos de Poesia (bares, espaços culturais, lojas e empresas parceiras que adiram a campanha). Uma das metas da SEMANA DA POESIA é fazer parte do Calendário Oficial da Cidade do Rio de Janeiro.

http://arteemtodaparte.blogspot.com
http://movimentoinverso.blogspot.com

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20 de Fevereiro de 2008

Novos vagões no comboio da SM

PublishNews - 20/02/2008
No próximo sábado (23/02), a partir das 15h, a Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37 - SP) será palco para o lançamento de quatro antologias poéticas de Edições SM: Coisas daqui (48 pp., R$ 25), de Ruy Proença; Pão com bife (48 pp., R$ 25), de Fabiano Calixto, O almirante louco (64 pp., R$ 25), de Fernando Pessoa; e Meu coração é tua casa (64 pp., R$ 25), de Federico García Lorca. Tais livros compõem a vertente lírica do novo selo Comboio de Corda, que também contempla gêneros como teatro, conto e textos de tradição popular. Lançado por Edições SM em 2007, os vagões desse comboio agrupam então diferentes gêneros textuais de modo a propiciar o contato de crianças e jovens com grandes nomes da literatura nacional e estrangeira, clássica e contemporânea.

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9 de Fevereiro de 2008

Rodrigo Capella apresenta evento em São Paulo

Com apresentação de Rodrigo Capella e Vanessa Morelli, ocorre dia 22 de fevereiro, das 18h ás 22 horas, na Casa das Rosas (Av. Paulista N. 37), em São Paulo, o Art Night São Paulo, evento que reúne apresentações de poesia, pintura, cinema, teatro, dança e música. Quem for ao evento, vai ver também uma exposição do artista plástico Paulo Marcondes Netto e vai participar entrevistas ao vivo com os cineastas Guilherme de Almeida Prado e Carlos Reichenbach e com o cantor Homero Baroni, que participou do programa Fama, da TV Globo. O Art Night São Paulo conta com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

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24 de Janeiro de 2008

Miriam Samorano canta na Casa das Rosas em São Paulo


A cantora Miriam Samorano, no sábado, dia 26 às 18h, volta a se apresentar em São Paulo. Desta vez na Casa das Rosas,  em mais um Sarau Lítero-Musical "Chama Poética". O Sarau, que acontece também no Sesc Ipiranga, busca promover o encontro entre pessoas interessadas em poesia, música e literatura em geral e conta com a participação de convidados que declamam poemas e interpretam canções de sua autoria ou aquelas que trazem referências literárias.
Este de Janeiro tem como tema a cidade de São Paulo e será uma homenagem aos compositores paulistas, Interpreta quatro canções: O samba "Feitiço da Vila" de Vadico e Noel Rosa, a moda de viola "Tristezas do Jeca" de Angelino de Oliveira, "Lamento Sertanejo" de Dominguinhos e "Boca da Noite" de Ceumar, Tata Fernandes e Chico César.  Aos amigos de São Paulo, sintam-se intimados, rsrs

Serviço:
Sarau Lítero-Musical "Chama Poética"
Data: 26/01/08 às 18h
Local: Casa das Rosas - Avenida Paulista, 37 - Paraíso - São Paulo -SP
Tel: 11 3285-6986/ 3288-9447
Entrada Franca.

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13 de Janeiro de 2008

Bilac, um jornalista bom de briga, por Adelto Gonçalves.

O poeta Olavo Bilac (1865-1918), a exemplo de outros parnasianos, foi condenado ao ostracismo depois que as idéias que redundaram na Semana de Arte Moderna de 1922, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, insufladas pelos ventos que vinham da Europa, afirmaram-se na sociedade brasileira. Seu nome passou mesmo por sinônimo de passadismo, formalismo, oficialismo e alienação. E seus versos tornaram-se alvo de chacotas, tal como a produção de outros poetas que, ao seu tempo, o tiveram como paradigma. De fato, os versos bilaqueanos, hoje, são velharias que só atraem estudiosos e um ou outro leitor interessado em conhecer a história da Literatura Brasileira.
Mas o que, geralmente, não se sabe é que, além de autor de versos grandiloqüentes e enxundiosos, o "príncipe dos poetas brasileiros" foi cronista de excepcionais qualidades. Basta ver que, a partir de março de 1897, foi quem teve a responsabilidade de substituir o genial Machado de Assis (1839-1908) nas páginas da Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro. E o fez com igual brilho, a tal ponto que muitas de suas crônicas parecem mesmo saídas da pena do bruxo do Cosme Velho.
Quem tiver dúvidas já pode compará-las sem ter de remexer papéis velhos nos arquivos, pois o professor Antonio Dimas, da Universidade de São Paulo, acaba de lançar Bilac, o jornalista em que reuniu em dois extensos volumes a maior parte das crônicas bilaqueanas saídas em jornais e revistas do final do século 19 e início do 20. Num terceiro volume, o de menor extensão, com prefácio do professor Alfredo Bosi, o organizador reuniu dez excepcionais ensaios em que mostra que o Bilac cronista pouco tinha do poeta indiferente às necessidades cotidianas, imagem que ficou por conta da revisão histórica comandada pelos modernistas. ==>> LEIA MAIS

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13 de Dezembro de 2007

Debate discute poesia e Internet

Os poetas Rodrigo Capella, Marco Vasques, Maura Soares e Ricardo Rayol participam, no dia 15 de dezembro, ás 15 horas, do debate "Internet e Poesia: isso combina?", na Feira do Livro de Florianópolis, no Largo da Alfândega.

O evento vai discutir sobre a qualidade das poesias publicadas em blogs, os critérios que o segmento editorial utiliza para publicar livros de poesias, a relação entre poesia e Internet e também  quais os métodos que podem ser utilizados para se escrever uma boa poesia. Mais informações no blog oficial do debate: http://internetepoesia.blogspot.com

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17 de Novembro de 2007

Eladia Blázquez, pasión porteña; por Zaide Moz *

Eladia Blazquez (1931-2005) Argentina. Pianista, guitarrista, compositora, autora, cantante. Apodada “la Discépolo con faldas”. Un ser humano con sensibilidad exquisita, comprometida con la vida y la gente. Una grande de verdad que supo honrar la vida.
Nació un 24 de febrero de 1931 en Avellaneda - zona sur de la provincia de Buenos Aires. Hija de inmigrantes españoles, creciò en una casa modesta de un barrio humilde. Debutò profesionalmente en radio Argentina, a los ocho años, con un repertorio popular español. A los 11 escribió su primera composición, el bolero "Amor Imposible". En 1957, publico la canciòn melòdica "Humo y Alcohol.". A los 20 realizò la obra "Mi vinito de jerez" en homenaje a Federico García Lorca.
Compuso canciones en variados estilos y sus intèrpretes tambièn lo fueron…pero en un momento…"sin darse cuenta, empezó a hablar de Buenos Aires"… En 1968, la balada "No es un juego el amor" ganó el Festival Buenos Aires de la Canción. En 1970 presenta su primer disco de tango donde interpreta algunos de sus mejores temas: "Contame una Historia", "Sin Piel"; ""Mi ciudad y mi gente" con el que vuelve a ser premiada en el Festival de la Canción, "Sueño de Barrilete"…. =>>> + + + +

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15 de Novembro de 2007

ME GUSTAS CUANDO CALLAS, Pablo Neruda

Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que um beso te cerrara la boca.

Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.

Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa em arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
déjame que me calle  com el silencio tuyo.

Déjame que te hable también com tu silencio
claro como uma lámpara, simple como um anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.

Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, uma sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto. (Pablo Neruda)

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11 de Novembro de 2007

Lançamento: 'Sentimento de Luz', de Engjëll Koliqi, o poeta kosovar

Verushka Jurgielewicz e o poeta dos Bálcãs são amigos de longa data o que torna a correlação  tradução baseada não só numa simples paridade de palavras, mas na descoberta da essência de sua poesia.
Nascida em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, descendente de poloneses, estudou também Literatura e Gramática tendo concluído seu curso de Letras e imediatamente começado a trabalhar com Gramática, Revisão de Textos e Traduções. Assim, lecionou por muito tempo  depois passando a dedicar-se a Projetos de Arte. Estudou violoncelo e ópera tendo sido musicista por vários anos.
Seu espírito artístico é que a faz captar o sentido poético de suas traduções.
É também escritora premiada , tendo recebido o Prêmio de Mulher Literata em 2002. Sua caixa de cartas  32 Cartas envelopadas e guardadas em uma caixa como faziam nossas avós deverá vir a público ainda este ano. Para guardar e sonhar...
Apaixonada pela Kosova e por sua luta pelo reconhecimento de independência tem participado junto a Engjëll Koliqi de várias Conferências e Palestras ajudando a mostrar ao mundo esse povo forte e corajoso, que não se deixa abater e que confia no sol da liberdade.
Esse profundo desejo de efetivamente fazer alguma coisa por esse país é que a faz elevar a voz no seu discurso de resgate da identidade do povo kosovar.

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Terças Poéticas em Belo Horizonte/MG

O projeto de leitura, vivência e memória coletiva de poesia Terças Poéticas - realização pública da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, parceria entre o Suplemento Literário de Minas Gerais, Fundação Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência, Rede Minas de Televisão, poetas, artistas e escritores de Minas Gerais e do Brasil -, apresenta na próxima terça-feira, 13 de novembro de 2007, às 18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, entrada franca, a poeta Guiomar de Grammont, e homenagem a Carlos Drummond de Andrade, na voz de Rosa Helena e violão de Philippe Lobo.

O projeto Terças Poéticas receberá em novembro de 2007, dia 20: poetas Anelito de Oliveira e Aníbal Freire, e homenagem a Amílcar de Castro; e dia 27: poeta Nicolas Behr, e homenagem Mário Quintana.

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31 de Outubro de 2007

Colóquio flácido para acalentar bovinos

Cláudio Portela tem poesia publicada na coluna mais lida do país:

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_Post=76762&a=111

Cláudio Portella é escritor. Nasceu em Fortaleza em 1972. Autor de Bingo!(Porto – Portugal: Editora Palavra em Mutação, 2003) e de Os Melhores Poemas de Patativa do Assaré (São Paulo – SP: Global Editora, 2006). Seus trabalhos estão traduzidos em vários idiomas. Figura em mais de 30 antologias literárias, entre nacionais e estrangeiras. O escritor é publicado em inúmeras revistas, jornais, suplementos, revistas eletrônicas, sites, blogs e flogs.

Technorati Marcas: Cláudio Portela , Noblat , O Globo , poesia

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30 de Outubro de 2007

Visões do medo, de Beth Brait Alvim, na Revista Rascunho

Visões do medo, de Beth Brait Alvim, é outro livro que deve merecer atenção dos que se interessam por poesia nestes tempos nada poéticos. Poemas de poucas palavras, mas as palavras necessárias para o poema. Beth sabe com o que está lidando, ao contrário do que ocorre na área da poesia, habitada hoje por bandoleiros da palavra fácil. Não. Beth Brait Alvim tem com ela o compromisso de conhecer seu ofício de escrever poemas, de respeitar o poema e a poesia: "uns anjos démodés/ escamoteiam o pó de suas asas/ e as exibem para as pequenas prostitutas/ de lãs calles/ elas/ lacram seus lábios/ calejados de leite/ e escarnecem do desconcerto deles/ comendo as feridas/ do último século/.../". Beth Brait afirma que a poesia é o embate com sua sombra: "É o deboche já que não vale a pena. Poesia são meus urros amordaçados em estilo, meus desejos associais à mesa dos almoços de domingo". Ela deixa que as imagens cresçam dentro da palavra e tece o poema com a convicção de um monge. Resumindo: é uma poeta séria. As mulheres ainda salvarão o mundo, quem sabe possam também salvar a poesia brasileira do quadro melancólico atual: "o poste ainda espera um bêbado/ que tropece um tango/ vocifere Rimbaud/ ou exorcize Anais/ não é fácil em nossos dias sorver/ em taças de cristal luas de/ celofane como se fossem hóstias". Como diz num poema, "o real é mera poesia". Talvez seja isso mesmo. O real áspero. O real mais ferimento que a própria realidade. Ou como explica: "Poesia é ficar bêbada e perder o último metrô na Republique. Cochilar na Saint Sulpice. Não morrer. Morrer". (RASCUNHO)

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29 de Outubro de 2007

Relançamento do livro TEAR DA PALAVRA, poemas de Graça Graúna.

Sarau organizado por Graça Graúna e Manumayah ( 8º período de Letras/UPE).

Dia do sarau: 07/11/07, às 19:00h, no salão de recepções do Mosteiro de São Bento, em Garanhuns; próximo a Praça Guadalajara.

Contato: Ir. Basílio, Ir. Marcos e Ir. Tomás Fone: (87) 3761-1592.

Um dos poemas de Graça Graúna é dedicado à Florbela Espanca:

Escritura ferida
Atiram mil pedras
na charneca em flor.
Ossos do ofício:
no mais fundo do poço
retirar o poema
encharcado de mágoas

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22 de Outubro de 2007

LANÇAMENTO: 'Ave, Pássaro', de Cleonice Bourscheid e Isolde Bosak

AVE, PÁSSARO
Livro de poemas de Cleonice Bourscheid e e imagens de Isolde Bosak

Ave, Pássaro é o dueto das autoras, Cleonice Bourscheid, poeta, e Isolde Bosak, artista plástica, na forma de um livro de poemas sobre os pássaros do sul meridional, estruturado com a ousadia da expressão plástica contemporânea dos mesmos. Constituiu-se, esta obra, num desafio do professor Charles Kiefer com Cleonice e Isolde, nas suas específicas atribuições, palavras e imagens. Charles Kiefer faz a apresentação do livro. O resultado é uma cuidada edição de arte, com capa dura, em quatro cores sobre papel couchê fosco 170g.
No lançamento da Editora Nova Prova, estão 88 páginas com a delicadeza de uma pequena sinfonia das dezenas de aves que emprestam o seu canto na poesia de Cleonice Bourscheid e suas cores e movimentos nas imagens (aquarelas, desenhos, monotipias e xilogravuras) de Isolde Bosak. No dia 27 de outubro, as autoras participarão de noite de autógrafos na FEIRA DO LIVRO de Porto Alegre RS.

AVE, PASSARO
APRESENTAÇÃO - Charles Kiefer
Orgulha-me ter sido o geratrix deste livro, que nasceu de um desafio que fiz, em aula, à Cleonice e à Isolde, minhas alunas de oficina literária por vários anos. O diálogo das ilustrações de Isolde com os poemas de Cleonice é de rara eficiência. Posso dizer que imaginei este livro antes que ele existisse, mas não que fosse resultar num objeto artístico tão belo.

[Livro enviado por Isolde Bosak]

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O Tempo e a Alma


"Não quero ser o último a comer-te.
Se em tempo não ousei, agora é tarde.
Nem sopra a flama antiga nem beber-te
aplacaria sede que não arde
em minha boca seca de querer-te,
de desejar-te tanto e sem alarde,
fome que não sofria padecer-te
assim pasto de tantos, e eu covarde
a esperar que limpasses toda a gala
que por teu corpo e alma ainda resvala,
e chegasses, intata, renascida,
para travar comigo a luta extrema
que fizesse de toda a nossa vida
um chamejante, universal poema".
Carlos Drummond de Andrade

"Agora vou perder-me no serpenteado do Douro e entre as fragas espalhar umas cinzas.
De seguida, convidarei os deuses para um repasto com fruta da época.
Só então estará completa a catarse."

Do blog Luminescências. Magnifico.

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18 de Outubro de 2007

Bienal Internacional de Poesia de Brasília


"O texto abaixo pretende colocar em discussão, à revelia dos organizadores, a intenção de realizar a "I Bienal Internacional de Poesia de Brasília". Está sendo enviado para escritores e jornalistas de outras cidades porque, para quem trabalha com literatura e especialmente poesia, trata-se de fato importante. Eu gostaria muito que essa idéia, que já é pública antes mesmo de circular aqui, fosse discutida à exaustão. Abro o espaço do Blog para essa discussão". Alexandre Marino


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1 de Outubro de 2007

Projeto Terças Poéticas apresenta Fernando Fábio Fiorese Furtado e homenagem a José Henrique da Cruz


O projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas - realização pública da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, poetas, escritores e leitores de Minas Gerais e do Brasil, parceria entre o Suplemento Literário de Minas Gerais e a Fundação Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão -, apresenta na próxima terça-feira, nove de outubro de 2007, às 18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte, MG, entrada franca, o poeta Fernando Fábio Fiorese Furtado, e homenagem a José Henrique da Cruz com Mônica Montone.


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29 de Setembro de 2007

Rodrigo Capella fará duas apresentações na Feira do Livro de São José


"Brincando com desenho e poesia: para adultos e crianças". Esse é o nome da apresentação que o escritor e poeta Rodrigo Capella fará, dias 06 e 13 de outubro, das 14 ás 16 horas, na Feira do Livro de São José.
A apresentação terá distribuição de balas, chicletes e pirulitos e será dividida em duas partes. Na primeira, Capella, que é autor do livro "Poesia não vende", fará um alongamento poético com todos os participantes, vai contar em tom bem humorado algumas curiosidades sobre a poesia brasileira e também recitará alguns de seus poemas mais conhecidos.
Na segunda parte, as crianças e adultos farão desenhos poéticos, que serão decifrados por Capella. "A idéia é valorizar a poesia através de brincadeiras, atividades e desenhos. Atualmente, a poesia é ensinada nas escolas de modo errado. Poesia deve ser associada a algo agradável e não a uma coisa chata, como infelizmente ocorre", defende o autor.

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25 de Setembro de 2007

LANÇAMENTO: Pai Poeta: um olhar de amor e de paz na toada dos fatos da vida


Pai Poeta é um livro diferente pois nele os médicos Rean Lins e Marisa Carla Queriroz misturam diversos estilos literários para expressar sentimentos e idéias que surgem constantemente no exercício da medicina. Os contos do livro falam da necessidade de superação dos obstáculos do perigo nuclear para o Globo Terrestre e, primordialmente, da poesia como ferrmenta para sublimação do ser humano.
A parte estinada à filosofia contempla temas importantes como ética, o valor do tempo e a alteridade, como necessidades básicas do homem. As poesias abordam temas variados como amor o destino a natureza. Na parte final do livro existem poesias interativas onde o leitor, se assim o desejar, poderá participar tentando escrever as estrofes finais. Neste livro, a medicina e a literatura estão dadas com a filosofia e a ética, sempre no intuito de despertar a consciêcia do homem para a sua função no mundo.


PAI POETA é um livro diferente, pois...
Ser um pai: criar, cuidar, amar e olhar candidamente para o filho pela eternidade. Um tempo sem fim... Um olhar de amor e de paz na toada dos fatos da vida, nas ondas do bem que te quer num périplo de coisas boas e amistosas que vêm para colorir uma vida destinada ao bem do próximo e seu também. Um jogo amistoso com regras do ganha-ganha, da entropia positiva, do abraço fraterno, e do peito que pulsa numa vaga de crescente esperança, para um futuro de glória e bem-aventurança. Leia mais... no site do livro PAI POETA


Livro disponível para venda nas livrarias de Brasília/DF e pela internet na Livraria Cultura.


[Livro encaminhado pelos autores]


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26 de Agosto de 2007

POESIA de Calloni na Bienal do Rio 2007


Antônio Calloni, que também é escritor e poeta (já escreveu quatro livros), será atração da próxima Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em setembro. Vai ler poesias inéditas de seu acervo. Em novembro, começa a gravar a próxima novela das sete.


http://www.bienaldolivro.com.br/home/index.php


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Lírica forjada em discreta beleza, por Fabrício Carpinejar.


Almadéna, de Mariana Ianelli, imita um transe religioso com o objetivo de fazer uma síntese do espírito
Almadéna, o quinto livro da paulista Mariana Ianelli, já carrega no título uma promessa de reza. Significa pequena torre de mesquita de três ou quatro andares, de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das orações. É um posto privilegiado, no qual o passado, o presente e o futuro estão suspensos pela profecia e pela convocação de seus fiéis. Não há tempo, apenas desígnios e destinos sendo cumpridos.
Desde o início, a autora firma um pacto, não é uma poesia que se lê, é uma poesia que exige uma adesão melódica como um hino. Entende-se "seguir" como aceitar a penumbra, a cláusula da devoção e da hipnose. Não estamos diante de uma poética de acontecimentos físicos, mas de "desacontecimentos". Envolta em círios, Mariana Ianelli canta a capela. Sem instrumento. Com uma passada longa e repetitiva (tomada de advérbios), que tenta trazer à tona a espera de uma mulher por seu amor, desde sua gestação, passando pela infância marcada de presságios, os dias juntos até a despedida para o alto-mar, gerando a perda. ++++++


[Livro encaminhado por Alfredo Aquino, de Porto Alegre]


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19 de Agosto de 2007

O Olho Imóvel pela Força da Harmonia, de William Wordsworth



>Wordsworth (1770-1850) é um dos maiores poetas ingleses de todos os tempos. Esta edição bilíngüe traz para o leitor alguns de seus melhores e mais inspirados poemas e escritos. Tradução de Alberto Marsicano e John Milton.

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12 de Agosto de 2007

Aplauso para ''A FENDA''


À procura do texto pictural


Trata-se apenas do primeiro livro de contos do artista plástico Alfredo Aquino, mas A Fenda já vem muito bem recomendado. Com apresentação de Luis Fernando Verissimo e prefácio de Ignácio de Loyola Brandão, o volume ainda conta com desenhos do próprio autor - concebidos especialmente para cada um dos 12 contos - e capa de Pierre Yves Refalo.


Leia na REVISTA APLAUSO


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5 de Agosto de 2007

Projeto Terças Poéticas entra no 3º. ano com o premiado poeta Iacyr Anderson Freitas


O projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas - realização da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, parceria entre Suplemento Literário e Fundação Clóvis Salgado, apoios culturais Rádio Inconfidência e Rede Minas de Televisão -, entra no 3º. ano na próxima terça poética, 07 de agosto de 2007, às 18h30, nos jardins internos do Palácio das Artes, Belo Horizonte, entrada franca, recebendo o poeta Iacyr Anderson Freitas e homenagem ao esquecido Nilo Aparecida Pinto, depois de 65 (sessenta e cinco) edições do projeto desde o seu nascimento em 05 de julho de 2005 à celebração do 2º. aniversário de inverno em 03 de julho de 2007, onde participaram 95 (noventa e cinco) poetas vivos e 75 (setenta e cinco) homenagens a poetas mortos.

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