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28 de Abril de 2008

'Esse negócio de você longe de mim'

O Estado de S. Paulo - 26/04/2008 - por Dib Carneiro Neto
O Caderno 2 convida seus leitores a participarem do cinqüentenário da Bossa Nova, lançando seu terceiro concurso de contos (Concurso Cultural Caderno 2 nos 50 anos da Bossa Nova), que terá como tema o verso final da canção Chega de Saudade, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes: 'Não quero mais esse negócio de você longe de mim.' O objetivo é estimular a criação literária entre os leitores do jornal, num ano em que as atenções estarão voltadas para esse gênero que renovou a música mundial. Os contos enviados (serão escolhidos dez textos obrigatoriamente inéditos) devem se inspirar nesse verso. A única forma de participar é pelo e-mail contos.bossa@grupoestado.com.br. O prazo de inscrição vai até 31 de maio. Podem participar só autores inéditos ou que tenham, no máximo, dois livros publicados individualmente. A forma de premiação é a publicação dos dez melhores contos no Estado.  >> Leia mais

[ATENÇÃO] A única forma de participar é pelo e-mail contos.bossa@grupoestado.com.br.

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15 de Abril de 2008

Lançamento 'A Boa, a Má e a Vilã' - novo livro da portuguesa Adelina Velho da Palma, em LISBOA

O lançamento do novo livro de Adelina Velho da Palma, A BOA, A MÁ E A VILÃ, terá lugar no dia 19 de Abril às 18 horas na First Gallery, na Rua Conceição da Glória, nº 8 em Lisboa (Metro Avenida ou Restauradores).

No mesmo dia/local é inaugurada a exposição de pintura de Filipe Amaral, SINFONIA DE EXPRESSÕES, pelo que este convite se destina não só aos amantes da literatura mas também das artes plásticas.

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14 de Abril de 2008

Contardo redescobre Itália em ficção

No romance "O Conto do Amor", psicanalista e colunista da Folha apresenta histórias misteriosas na região da Toscana

Livro foi inspirado nos diários deixados por seu pai, escritos entre 1933 e 1994, e que hoje estão na biblioteca do seu consultório em SP

Uma queixa sempre acompanhou as despedidas do psicanalista Contardo Calligaris, 59, colunista da Folha, de seu pai, Giuseppe, morto em 1995: "Pena, não tivemos tempo para falar", repetia o pai. Em sua primeira investida na ficção em livro, o romance "O Conto do Amor", o escritor reencontra seu pai e dedica todo o primeiro capítulo a uma passagem de suas biografias, um raro encontro em que Giuseppe, avesso a falar de si, falou. Um enigma.
Perto de morrer, Giuseppe -ou Pino Antonini, seu "duplo" no romance- faz ao filho Carlo -alter ego do autor- uma revelação com tintas místicas, que não encontravam paralelo no histórico agnóstico daquele homem, um médico. Numa visita a um convento no Monte Oliveto Maggiore, na Toscana, na sua juventude, o pai teria intuído que fora, numa outra vida, ajudante dos pintores Luca Signorelli e Giovanni Antonio Bazzi, o Sodoma, autores dos afrescos que narram a vida de são Bento nas paredes do claustro. =>> LEIA MAIS

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Romance de estréia segue tradição de 'O Nome da Rosa' e 'O Código Da Vinci"

ADRIANO SCHWARTZ - ESPECIAL PARA A FOLHA
O título, "O Conto do Amor", sugere à primeira vista que se trata da história de uma paixão. Essa é, de fato, uma das formas de amor abordadas no livro de Contardo Calligaris, mas há outras, que, misturadas, criam a teia de afetos presentes no enredo: há o amor entre pai e filho, há o amor interrompido no passado que deixa marcas na história dos envolvidos, há o amor aparentemente simples que, para ser levado adiante, irá requerer desprendimento e coragem.
Carlo Antonini, o protagonista da obra, é um italiano que mora em Nova York, onde ensina psicopatologia, e volta para seu país em busca do sentido de uma conversa que tivera com o pai pouco antes de ele morrer, 12 anos antes. Nela, o homem que passara a vida toda imerso em seus estudos sobre a Renascença conta para o filho uma experiência estranha que vivenciara na juventude no convento do Monte Oliveto Maggiore, próximo a Siena: "Ao entrar no claustro, tive a sensação imediata, distinta, nítida de que conhecia os afrescos perfeitamente, cada cena, cada figura, cada pincelada".
O ponto de partida é interessante, e a complexidade das relações amorosas é abordada com delicadeza. O problema de "O Conto do Amor" é que ele se filia a uma tradição narrativa já bastante desgastada e diluída, que tem seu marco de origem genial, nessa formulação, em "O Nome da Rosa", de Umberto Eco, e seu maior best-seller em "O Código Da Vinci", de Dan Brown.
Entre seus mais comuns ingredientes, estão o uso de questões da história da igreja e da arte didaticamente expostas, as constantes referências eruditas ou supostamente eruditas, os toques autobiográficos, a assimilação no texto de roteiros turísticos e a investigação detetivesca que se vale de coincidências e das intuições brilhantes (e às vezes altamente improváveis) do herói. No Brasil, o esquema já fora adaptado, por exemplo, por Isaías Pessotti, em romances como "O Manuscrito de Mediavilla" e "Aqueles Cães Malditos de Arquelau".
Infelizmente, em sua estréia na ficção, Contardo Calligaris não consegue escapar do peso dessa linhagem.


ADRIANO SCHWARTZ é professor de literatura da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.
O CONTO DO AMOR
Autor:
Contardo Calligaris
Editora: Companhia das Letras
Quanto: R$ 34 (128 págs.)
Avaliação: regular
Lançamento: sábado (26/4), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073), às 11h

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9 de Abril de 2008

A BOA A MÁ E A VILÃ: novo livro de Adelina Velho da Palma.

Especialista em pequenas narrativas de que saltam mundos, Adelina Velho da Palma é uma autora que escreve sobre o tempo presente, aquele que é de todos nós.

Depois de “Areias movediças e outras histórias de inquietação” e   “O gato das oito vidas”, a escritora brinda-nos com mais um punhado de histórias inéditas — sete relatos de leitura quase compulsiva, onde a natureza humana é dissecada em toda a sua profundidade psicológica, trazendo à luz as mais incontornáveis paixões, sem escamotear quer o seu lado trágico, quer o cómico.

Com um título claramente inspirado num clássico do cinema dos anos sessenta, esta obra é, também ela, forte e arrojada. De uma maneira ou de outra, todo o ser humano busca o seu pote de oiro. Todavia, por mais forte que seja a sua determinação, é a própria vida, sempre inconstante e impermanente que através dos seus múltiplos mecanismos se encarrega de lhe ensinar que o maior desafio é simplesmente permanecer vivo, isto é, acima da linha de água, seja por razões endógenas, inerentes à própria natureza, seja por força de uma sociedade cada vez mais implacável e descaracterizada.

Obra notável, assente numa inevitável verosimilhança, “A boa, a má e a vilã” não deixa de se atrever a umas pitadas de fantástico e de absurdo.

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12 de Março de 2008

LITERATURA: NOEMI JAFFE MINISTRA OFICINA DE CONTOS EM SP

A doutora em literatura pela USP e colaboradora da Folha Noemi Jaffe dá início amanhã a uma oficina de contos na Escola São Paulo (r. Augusta, 2.239, tel. 0/ xx/11/3081-0364). O curso se estende até 26/6, sempre às quintas, das 19h às 22h. A bibliografia inclui textos de Gogol e Dostoiévski. Inscrições pelo site www.escolasaopaulo.org ou na própria escola. O custo é de R$ 480.

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28 de Fevereiro de 2008

ENTRELINHAS, uma nova antologia da Editora Andross

EDITORA ANDROSS está recebendo contos e microcontos  para uma antologia a ser lançada em 31 de maio de 2008. Seu título: ENTRELINHAS. A pretensão é que esse livro seja um dos destaques no estande da Andross na 20º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 14 a 24 de agosto de 2008.

Para participar da comunidade do livro no orkut, clique em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46985046
Para submeter um conto ou um microconto para avaliação (até 15/03/2008), clique em www.andross.com.br

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10 de Fevereiro de 2008

Modelos e outros contos, ebook de Leandro Andrade

Modelos e outros contos , como o próprio tíulo anuncia, é o fruto literário do fetiche (por que no dizer tara?) do autor, o cineasta (ele detesta essa palavra, mas...) Leandro Andrade, que espera ficar rico com literatura (diz ele, que dessa vez vai), pelos habitantes do universo fashion (a ala feminina, bem entendido).
O gaúcho, radicado em Santa Catarina, escreve há muito tempo, mas coragem mesmo para mostrar seu talento para o mundo só juntou em 2007, quando, incentivado por caras tão ou mais irresponsáveis que ele, se convenceu de que sabia escrever.
Os 12 contos que integram o livro eletrônico (ebook, em bom português) foram escritos entre 2003 e 2007 e são pequenos pedaços da realidade vistos pela ótica (ligeiramente astigmática) bastante peculiar desse escritor (palavra que ele também evita, porque ofender não vale!).
Alguns dos contos foram publicados anteriormente no site OVERMUNDO e no seu blog literário Contos do Leandróide (leandroide.blogspot.com). O livro tem 30 páginas, design e ilustrações de Tiago Spina, prefácio de Rei I. Mundo e vem no formato paisagem 17x23.

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7 de Fevereiro de 2008

Leonardo Brasiliense com 'OLHOS DE MORCEGO'

"As situações narradas vão do ordinário ao estranho, e nem sempre são percebidas plenamente por seus personagens. O leitor, por outro lado, se inquieta e deixa seduzir pela escrita do autor que, com uma aparente simplicidade, surpreende ao revelar dimensões essenciais da vida".

"Assim como os olhos dos morcegos reagem diante da luz do dia, assim também a inteligência que está em nossa alma se comporta diante das coisas que, por sua natureza, são as mais evidentes."

"O livro de contos, de Leonardo Brasiliense, Olhos de Morcego, que faz parte da Coleção Rocinante, editada pela 7 Letras, é correto. Dividido entre histórias que se passam na cidade e no campo, traz como núcleo narrativo o desacerto. Brasiliense foi ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Livro Juvenil, em 2007, com o título Adeus Contos de Fadas, publicado também pela 7 Letras, em 2006". (Oswaldo Martins)

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Ítalo Ogliari com 'UM SETE UM'

"Dá pra acreditar? -- o narrador passa pelas mais incríveis peripécias enquanto vai enredando o leitor numa teia de verdades e mentiras. Assassino, traficante, pirata, nosso anti-herói derruba as fronteiras do fato e da ficção na busca de uma identidade. O escritor gaúcho Ítalo Ogliari é uma das maiores revelações da ficção brasileira atual, que a 7Letras tem orgulho de apresentar em sua Coleção Rocinante."


"Leitores, Ítalo é o cara. Li "Um Sete Um" e fiquei maravilhado. É muito bom. Não tem nada fora do lugar. Enxuto. Frases rápidas, secas. Novela cinematográfica na melhor tradição de "Querô, uma reportagem maldita", de Plínio Marcos; "Tremor De Terra", contos de Luiz Vilela, e "Os Meninos", contos de Domingos Pellegrine, parabéns."
Tem que virar filme! (José Couto - professor - RS)

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Uma estranheza plácida


O Globo - 03/02/2008 - por Marcelo Moutinho
A correlação entre Modesto Carone e Franz Kafka é tentadora - e quase inevitável. Primeiro, porque se trata do principal tradutor brasileiro do autor de clássicos como O processo e A metamorfose. Se não bastasse, os 49 contos reunidos em Por trás dos vidros (Companhia das Letras, 208 pp., R$ 38), seu novo livro, caracterizamse pelo registro realista e pelo matiz insólito que sempre foram caros ao escritor tcheco. Engana-se, no entanto, quem pensa em pastiche. Além de apresentar um estilo próprio - e mesmo singular dentro de nosso atual panorama literário -, Carone abdica de perscrutar sentidos no absurdo. A angústia da pergunta nunca respondida, que atormenta os personagens kafkianos, dá lugar a uma melancólica e passiva adaptação ao estado das coisas. >> Leia mais

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1 de Fevereiro de 2008

Andross seleciona contos para antologia de temática medieval

Anno Domini - Manuscritos Medievais é mais nova antologia da Andross Editora, organizada pelos escritores Claudio Brites (O Livro Negro dos Vampiros, da Andross) e Helena Gomes (Lobo Alpha, da Rocco, O Arqueiro e a Feiticeira, da Devir, e Aliança dos Povos, da Idea). A obra vai reunir tanto contos ambientados em realidades histórica quanto aqueles passados em universos mágicos inventados pelos próprios autores.

Raphael Draccon, autor de Dragões de Éter, da editora Planeta, participará especialmente desta antologia com um conto de sua autoria. A capa será ilustrada por Octavio Cariello (The Queen of the Damned, de Anne Rice), conceituado desenhista de inúmeras HQs de editoras americanas, como a DC Comics e Marvel.

Autores interessados em participar da obra podem enviar seus textos para seleção até o dia 31 de março. O lançamento de Anno Domini - Manuscritos Medievais acontecerá dia 19 de julho, na Casa das Rosas, em São Paulo. O regulamento está disponível no site www.andross.com.br . Mais informações na comunidade Anno Domini no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=46251734

Mais informações
Andross Editora
Contato pelo telefone: (11) 6943-7687
edson@andross.com.br

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21 de Dezembro de 2007

O jogral de Nossa Senhora, por Paulo Coelho

Conta uma lenda medieval que no país que hoje conhecemos como Áustria, a família Burkhard - composta de um homem, uma mulher, e um menino - costumavam animar as feiras de natal recitando poesias, cantando baladas de antigos trovadores, e fazendo malabarismos para divertir as pessoas. Evidente que nunca sobrava dinheiro para comprar presentes, mas o homem sempre dizia a seu filho:
- Você sabe por que a sacola de Papai Noel não se esvazia nunca, embora haja tantas crianças neste mundo? Porque embora ela esteja cheia de brinquedos, às vezes existem coisas mais importantes para serem entregues, os chamados "presentes invisíveis". Em um lar dividido, ele procura trazer harmonia e paz na noite mais santa da cristandade. Onde falta amor, ele deposita uma semente de fé no coração das crianças. Onde o futuro parece negro e incerto, ele traz esperança. No nosso caso, quando Papai Noel vem nos visitar, no dia seguinte estamos todos contentes de continuarmos vivos e fazendo nosso trabalho, que é de alegrar as pessoas. Jamais esqueça isso.  =>>> LEIA MAIS

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2 de Dezembro de 2007

PARA ALIVIO DOS IMPULSOS INSUPORTAVEIS

Dov Binyamin não sabia mais o que fazer. Apesar de todos os apelos, sua mulher recusava-se terminantemente a dividir a cama com ele. O problema já se arrastava por semanas. Quanto mais Chava Bayla o rejeitava, mais Dov desejava estar ao seu lado. Disposto a salvar seu casamento a qualquer custo, Dov Binyamin decide, então, ouvir os conselhos do sábio rabino de sua comunidade, que lhe recomenda mais e mais paciência. Mas como resistir às tentações carnais comuns a todo ser humano? Para alívio dos impulsos insuportáveis, o rabino tem uma sugestão nada convencional - Dov Binyamin deve procurar imediatamente uma prostituta. Esta é a história que empresta seu nome ao livro de estréia do jovem escritor judeu-americano Nathan Englander, que chega agora às livrarias do país pela editora Rocco. Aclamado pelo público e pela crítica especializada dos Estados Unidos, Para alívio dos impulsos insuportáveis reúne nove contos sobre o fascinante universo da religião judaica, em uma linguagem apropriada tanto para especialistas quanto para os não-iniciados.

Escrito quando Englander tinha apenas 29 anos, o livro reúne histórias universais e irreverentes sobre o sisudo universo judeu ortodoxo. A coletânea de contos ganhou o PEN/Faulkner Malamud Award e fez de seu autor um dos selecionados pela revista The New Yorker como um dos 20 escritores mais promissores do século que se inicia. Englander viaja no tempo para construir histórias de amor, desilusão e heroísmo, desfazendo estereótipos e trazendo à tona conflitos internos nunca antes revelados ao grande público. No conto que abre o livro, O vigésimo sétimo homem, ele conduz os seus leitores até a antiga União Soviética, lembrando a perseguição de Stalin aos escritores judeus. Sem perder o bom humor, característico de sua obra, o autor recria um universo mágico em que a esperança nunca é derrotada pelo horror da guerra. A prova está no conto seguinte, Os acrobatas, que narra a trajetória de prisioneiros judeus que fogem da morte disfarçados de artistas de circo. O improviso e a imaginação, ele parece recordar, já salvaram a vida de muitos judeus ao longo dos anos. Mas Englander não escreve somente sobre o passado. Em A reunião e A peruca, o jovem escritor judeu mergulha fundo no cotidiano das comunidades ortodoxas de seu tempo, revelando os conflitos entre a tradição e a modernidade, com personagens que imediatamente despertam a simpatia e a curiosidade dos leitores. Como Charles Morton Luger, protagonista de O gilgul da avenida Park, que descobre de um dia para o outro ser portador de uma legítima alma judia. Ou mesmo Rabi Yitzhak, em O Rabi Noel, um senhor judeu de barba branca que faz as vezes de Papai Noel durante o Natal. As mulheres também ocupam papel de destaque na literatura de Nathan Englander. Em O último descartável, uma jovem senhora chamada Gitta, integrante de uma comunidade ortodoxa, luta para conseguir o divórcio depois de 18 dolorosos anos de espera. O livro se encerra com um conto dramático sobre a atual sensação de insegurança em Jerusalém. Em essa é a nossa sabedoria, Englander reproduz a tensão dos judeus israelenses em meio às bombas que explodem por toda a parte. Mais uma vez o autor convida seus leitores a uma viagem para além do senso comum.

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3 de Novembro de 2007

Secretos de un inédito: 'Las caras de la medalla', de Julio Cortázar

cortazar Ciao, Verona, el relato oculto durante 30 años, desvela las sombras de Las caras de la medalla

En la primavera de 1977, Alfaguara publicó en la elegante colección de cubiertas de color violeta diseñada por Enric Satué el libro de relatos Alguien que anda por ahí, de Julio Cortázar, cuya edición íntegra había sido prohibida en Argentina. Por primera vez se publicaba en España un libro inédito de narrativa del autor, y si bien éste era ya conocido en el país y en dicha ocasión se resignó al circo de las presentaciones y de las conferencias -algo a lo que años atrás se negaba en redondo-, el volumen fue recibido con tibieza o desdén por aquellos que no le perdonaban repeticiones formales ("Cortázar, pero menos") o aquellos otros que no consentían que la política se entremezclara en sus textos ("¡qué lástima, un escritor que había empezado con tan buena letra...!").

Con la lectura del por treinta años inédito Ciao, Verona, el lector sabrá a qué correspondía la sombra de Las caras de la medalla y, al mismo tiempo, podrá imaginar otras atmósferas, otras sombras no menos inesperadas. -

Matéria completa no EL PAIS (03/11/2007). Dica de Alfredo Aquino

 

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25 de Outubro de 2007

Cassandra Corbu, por Ademir Pascale Cardoso.

Sul da França. Aldeia de Rennes-le-Château, em algum dia de outono do ano de 1877.

Desde criança, eu enxergava coisas que os outros não enxergavam... O que eu via? Pessoas... mas não pessoas normais de carne e osso; enxergava espectros.

Tudo começou quando eu tinha apenas 14 anos de idade, quando arrumei meu primeiro namorado; David Uriel - este era o seu nome. Nas tardes de Outono, costumávamos passear de nossas casas até a igreja de Santa Maria Madalena. O caminho era curto, mas a prosa era longa. Não saberia dizer de onde desencadeávamos tantos assuntos. Sentia-me bem ao seu lado... sua expressão era sempre sorridente; seu espírito tinha uma força benevolente e sua fala era talhada de sabedoria e cordialidade. As minhas perguntas eram sempre supridas com elucidativas respostas, porém, em uma tarde como todas as outras, não o encontrei no lugar e horário onde sempre costumávamos nos encontrar; no final do grande jardim de peônias de sua casa às 17h em ponto. Esperei por trinta minutos; minutos que duraram uma eternidade... +++++++

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'Orelha de Van Gogh' em Quadrinhos

O conto A Orelha de Van Gogh, de Moacyr Scliar, foi adaptado para os quadrinhos pelo cartunista Leandro Dóro. A história, com sete páginas, integra a coletânea de quadrinhos Tempero Verde (44 pág, p&b, 15cm x20,5cm, papel reciclado, R$5). A revista apresenta mais sete histórias em quadrinhos roteirizadas e desenhadas pelo artista gráfico. O lançamento foi durante a 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo.

A Orelha de Van Gogh é um conto que me fascina desde a adolescência. O pai sonhador e o filho com consciência das loucuras do progenitor sempre me tocaram — diz o Dóro, que é autor da ficção Revolta dos Motoqueiros (2006). Mais Leandro Dóro Aqui aqui e aqui

Fonte: Jornal Vaia

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23 de Outubro de 2007

'Meu nome agora é Jaque' é o primeiro livro da mineira Eltânia André

jaque Eltânia André, autora da obra MEU NOME AGORA É JAQUE, abandonou estabilidade profissional para conquistar seus dois sonhos: psicologia e literatura. Está no sétimo período do curso de psicologia e a obra "Meu Nome Agora é Jaque" é a primeira conquista literária.

A obra é do gênero de contos, sendo todos eles narrados pelo mesmo personagem, Tizé, de um modo peculiar que conduz o leitor, inevitavelmente, a reflexão sob forma de humor e ironia.

O Tizé (ou seria melhor dizer Jaque?) vive um momento conflitante de sua vida, suas lembranças estão voltadas para casos familiares e vivências diversas das quais se tira alguma lição, embora nem sempre elas pareçam claras. O personagem é saudosista, engraçado, ora turrão, ora alegre, ora tímido, ora expansivo... Há uma mescla de características, que, mesmo antagônicas, ficam ligadas ao conteúdo dos contos.  Ele se revela a partir de cada história, e isso é um recurso interessante, porque motiva o leitor a descobrir o que é ser jaque, em meio a seus conflitos pessoais e existenciais.

Onde encontrar?  principais pontos de venda:

Belo Horizonte:
Manuscritos- 31-3226-7473 - Rua Padre Rolim, 616 - Sta Efigênia
Manuscritos - 31-3222-6020 - Rua Gonçalves Dias, 1581 Bairro de Lourdes - Belas Artes.
Usina de Letras - Av. Afonso Pena, 1537 - Palácio das Artes
Usina de Letras - Rua Aimóres, 2424 - Sto Agostinho - Usina Unibanco
Leitura Shopping Cidade Mega - Rua Rio de Janeiro, 910

Cataguases, Conselheiro Lafaiete e Barbacena
Principais Livrarias e Bancas ou no telefone
31-8879-4377

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Literatura de Chico Lopes é destaque em Brasília

Desde sábado, 13 último, o Correio Braziliense, diário de Brasília e um dos mais importantes jornais do país, vem dando destaque, em seu caderno “Pensar”, na área de Literatura, ao escritor Chico Lopes, de Poços de Caldas. O espaço é ocupado regularmente, todo mês, pelos maiores nomes da literatura do país.

Chico Lopes foi convidado pelo editor do caderno para ser o contista em destaque por quatro edições do “Pensar” com quatro contos inéditos, de tema livre. O primeiro conto publicado, no sábado passado, foi “Perdendo Heitor”. A narrativa mostra o envolvimento de uma mulher casada com um sedutor de pequena cidade do interior e o que ela decide fazer quando ele a abandona. No sábado, 20, o segundo conto de Chico foi publicado. Trata-se de “O quarto da atriz”, em que ele defende, por oposição à vulgaridade do mundo atual (onde o voyeurismo impenitente se difunde) um ética da não-violação da intimidade alheia pelo olhar.

O nome de Chico Lopes como contista vem crescendo nacionalmente desde a publicação de seus dois livros pelo IMS/SP, “Nó de sombras” em 2000 e “Dobras da noite” em 2004. O contista de Poços teve contos inéditos publicados na revista “Cult” de São Paulo, no suplemento literário “Minas Gerais” de Belo Horizonte, no jornal literário “Rascunho”, de Curitiba e na revista literária “Jandira” de Juiz de Fora. Seus livros foram objetos de crítica elogiosa em jornais como “Opção” de Goiânia, o “Estado de S.Paulo”, “Estado de Minas”, “Jornal do Brasil” (Rio), “O Comércio” de Franca, SP, e seu nome comparece regularmente em sites literários como “Cronópios”, “Verdes Trigos” e “Germina”. No site “Germina”, publicou recentemente o conto “O nome no ar”. Contos seus foram inseridos em duas antologias, na do “Conto brasiliense”, organizada por Ronaldo Cagiano, e na “Cenas da favela”, organizada por Nelson de Oliveira. Ele também recebeu Menção Honrosa por três novos contos no concurso Josué Guimarães, de Passo Fundo, realizado dentro da Jornada Literária de Passo Fundo, RS, a mais importante do país. O concurso, neste ano, bateu recordes de inscrições.

Ele já tem pronto o seu terceiro livro de contos, mas ainda não lhe deu título. “É coisa com que só vou mexer de fato em 2008”, afirma ele, sempre ocupado com novas idéias.

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23 de Setembro de 2007

Décima terceira antologia da Andross Editora, a terceira só este ano, chega às livrarias no final do mês.


Muitos autores de renome já se debruçaram sobre esta questão: o que é o conto? Edgar Allan Poe, Anton Tchecov, H.G. Wells, Rudyard Kippling - e Machado de Assis e Arthur Azevedo, para citar dois brasileiros - teorizaram sobre o assunto no passado.
A questão parece carecer de consenso mesmo nos dias de hoje, mas é possível extrair-se alguns pontos comuns. O que define um conto é seu tamanho compacto, a narrativa breve e direta, o número reduzido de personagens e o efeito único, sem divisões. Exceções a estas regras há aos montes e sempre haverá, mas a maioria das obras já publicadas parece obedecê-las.
Por sua brevidade, o conto é tanto mais apreciado quanto mais se faz acompanhar de seus pares. Daí a importância das antologias, especialmente as que permitem ao leitor absorver diferentes estilos.
Retalhos - Contos e Microcontos (Andross Editora, 160 páginas, R$ 19,00) reúne 40 obras (16 delas microcontos, com até 600 caracteres) escritas por 35 autores em início de carreira e organizadas por Edson Rossatto, editor da Andross.
As histórias se misturam como retalhos de uma colcha, formando uma peça única. Há o taxista num dia ruim, o marido que lamenta a morte da mulher, a velha senhora perseguida pelas crianças do bairro.
Retalhos é mais uma antologia da Andross Editora com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. Foram analisados cerca de 150 contos em seis meses até se chegar aos 40 selecionados. Há autores de vários estados brasileiros e também do Japão.


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6 de Setembro de 2007

Chico Lopes termina terceiro livro de contos e fala de desertos e esperanças


O contista Chico Lopes, 55 anos, nascido em Novo Horizonte, SP, e residente em Poços de Calas, MG, colaborador de Verdes Trigos com artigos sobre cinema e literatura e também crônicas, terminou recentemente seu terceiro livro de contos, vindo depois dos bem-sucedidos "Nó de sombras" e "Dobras da noite" (IMS/SP-2000 e IMS/SP 2004). Com onze narrativas, o novo trabalho não tem ainda um título definido, mas três dos contos inéditos que traz foram premiados com menção honrosa no recente Concurso Literário Nacional Josué Guimarães de Passo Fundo, enfrentando uma concorrência enorme, de escritores de todo o país, devido ao grande número de inscrições recebidas. Chico Lopes fala desse terceiro livro, dos percalços de todo escritorà procura de editor neste país em entrevista exclusiva ao Verdes Trigos.


ENTREVISTA => Chico Lopes +++++


LIVROS do Chico Lopes:
DOBRAS DA NOITE (em Portugues) (2004) =>
NO DE SOMBRAS (em Portugues) (2000) =>




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19 de Agosto de 2007

Noctâmbulos é o mais recente lançamento da Andross Editora


Em Hitchcock por Hitchcock - Coletânea de Textos e Entrevistas, o diretor de cinema estabeleceu assim a diferença entre terror e suspense: o primeiro se obtém com a surpresa; o outro, pelo aviso antecipado. "Suspense é uma experiência contínua e vai crescendo até atingir um clímax; já o terror, para ser realmente efetivo, tem que vir todo de uma vez, como um relâmpago".
É por este terreno nebuloso que passeiam os 29 contos de Noctâmbulos (Andross Editora, 136 páginas, R$ 19), com lançamento previsto para início de setembro. Ao suspense e terror, soma-se o sobrenatural. Medos infantis, jogos de tabuleiro que invocam os espíritos, presentes macabros do Papai Noel e outros fantasmas que povoam o inconsciente coletivo estão presentes na obra, ora para surpreender o leitor ora para o fazer prender a respiração até o desfecho - para ficar na definição de Hitchcock. De um modo ou de outro, o que fica no final de cada conto é aquela sensação conhecida de pêlos eriçados na nuca ou de que há alguém observando por trás do armário.
Noctâmbulos é mais uma antologia com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. A organização é de César Mancini, heterônimo do editor Edson Rossatto, que analisou cerca de 130 contos em três meses até chegar aos 29 selecionados. Há autores de vários estados brasileiros e também de Portugal e do Japão.

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7 de Agosto de 2007

Loyola conta origem de ''Não verás país nenhum''


O Estado de S. Paulo - 7/8/2007 - por Ubiratan Brasil
Foi com o conto O Homem do Furo na Mão, escrito em 1972, que Ignácio de Loyola Brandão começou a rascunhar o texto que se transformaria no já clássico Não verás país nenhum (Global, 414 pp., R$ 65). Como um se transformou no outro é o tema da conversa que Loyola tem hoje (07/08) com o público, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073, Conjunto Nacional - SP), a partir das 19h30. Ele vai autografar também a edição comemorativa de 25 anos preparada pela editora Global (414 pp., R$ 65). Um livro realmente especial - além do texto original, vem acompanhado de um prefácio escrito por Washington Novaes e termina com um apêndice de 32 páginas coloridas, nas quais Loyola apresenta o que chamou Diário de trabalho.


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1 de Agosto de 2007

Abertas as inscrições para coletânea de contos


Projeto é oportunidade para novos autores


[São Paulo - 31/07/2007] All Print lança coletânea de contos de crônicas para novos autores. Em homenagem ao Dia do Escritor, comemorado no último dia 25/7, a Editora All Print lançou, em parceria com a Popmídia Talentos, a "I Coletânea de Contos e Crônicas All Print" um projeto em sistema de cooperativa que visa criar oportunidades para os novos autores brasileiros.
Para participar, os interessados só precisam inscrever seus contos ou crônicas, sob qualquer tema no site do projeto. Uma equipe especial irá avaliar os trabalhos e selecionará os melhores para publicação.
Acesse o site do projeto agora mesmo, leia o regulamento e faça a sua inscrição online: www.allprinteditora.com.br/comunidade/projeto


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28 de Julho de 2007

Contos moldam livro certeiro e desconcertante de Palahniuk


É chegada a hora de você encarar Chucky 7 -ou melhor, "Assombro", o sétimo e mais desconcertante livro de Chuck Palahniuk-, e, como de hábito na ficção desse seguidor macabro de Edgar Allan Poe, as surpresas não param na segunda página e seguem apavorando o leitor até o fim.
Quanto sofrimento, porém, será necessário para se atingir a revelação final? Bem, essa pergunta só poderá ser respondida pelo seu estômago.
Adianto que não se trata de figura de linguagem. "Assombro", um romance de configuração pouco usual e certeira que intercala poemas e contos "escritos" pelos personagens, é um livro difícil de roer e, principalmente, de digerir.
A história do grupo de pessoas que atende a um anúncio de jornal dizendo "Retiro de escritores. Abandone sua vida por três meses" começa pelo já célebre conto "Tripas". Palahniuk promoveu leituras do texto na turnê promocional do livro "Diário", em 2004, e pessoas desmaiavam à sua audição. >>>>


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2807200715.htm (só para assinantes)
JOCA REINERS TERRON é escritor, autor de "Sonho Interrompido por Guilhotina" (Casa da Palavra)


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21 de Julho de 2007

LANÇAMENTO: A FENDA, de Alfredo Aquino, na Livraria da Vila, dia 28/07.


A ILUMINURAS convida para o lançamento do livro


A FENDA, de Alfredo Aquino


28 de julho de 2007, sábado, 11h30
Na LIVRARIA DA VILA - Rua Fradique Coutinho, 915


Alfredo Aquino é um artista plástico. Neste seu primeiro livro de ficção, procura o que chama de "texto pictural". Usa o texto como tela para retratar personagens que vivem situações entre o imaginado e o real. Personagens solitários, em histórias sem um aparente fio condutor, mas de grande poder narrativo - e expressividade visual. Um pesquisador que julga encontrar nas margens do velho mapa de um almirante francês em viagem pelo Brasil do século XVIII as origens da sua cidade natal. Uma mulher que não consegue controlar a própria intolerância e desenvolve uma língua de serpente. Um homem que recebe a visita noturna de uma vizinha misteriosa, que se torna sua amante sem nunca revelar seu nome. Um bancário obcecado pelo comportamento das baratas, que não recebe a atenção que pensa merecer das autoridades e da ciência para suas observações. A narrativa, concisa e direta, serve de moldura e contraste para as descobertas e fantasias de cada um, num clima insólito e fascinante. Não há dúvida, Alfredo Aquino também é um artista da palavra. (Luis Fernando Veríssimo, na apresentação)
Não bastasse a apresentação, ainda tem o Prefácio de Ignácio de Loyola Brandão, desenhos de Alfredo Aquino e capa de Pierre Yves Refalo


LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena - São Paulo
Telefone (11) 38 14 58 11


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11 de Julho de 2007

LANÇAMENTO: Antologia Fição de Polpa - Volume 1, em Porto Alegre


Monstros, psicopatas, alienígenas e zumbis! Prepare-se pois a invasão de Porto Alegre acontece no mês de julho em sessão de autógrafos no bairro Cidade Baixa. O escritor Samir Machado de Machado fez um convite a outros 15 autores: cada um deveria escrever um conto de ficção científica, fantástico ou de horror, com temática livre. O resultado é Ficção de Polpa - Volume 1, que será lançado pela Editora Fósforo, no dia 12 de julho, a partir das 19h30min , no Insano Bar (Rua Lima e Silva, 601 - Porto Alegre). No evento, também será feito o lançamento oficial da Editora Fósforo.
O livro apresenta assuntos tão variados quanto populares: serial killers, crimes hediondos, delírios domésticos, demônios, monstros, mortos-vivos, ETs e outras insanidades. Participam da antologia os escritores Alessandro Garcia, Annie Piagetti Müller, Antônio Xerxenesky, Fernando Mantelli, Guilherme Smee, Gustavo Faraon, Luciana Thomé, Marcelo Juchem Rafael Bán Jacobsen, Rafael Kasper, Rafael Spinelli, Roberta Larini, Rodrigo Rosp, Samir Machado de Machado, Sergio Napp e Silvio Pilau.
O projeto foi inspirado nas revistas Pulp, ou Pulp Fictions, que foram publicadas entre as décadas de 1920 e 1950 e recebiam esse nome por serem impressas no papel mais barato possível, feito da polpa da madeira. Esses pequenos livros traziam histórias de fantasia e ficção científica e apresentavam quase sempre em suas capas sempre uma bela mulher em perigo à espera do herói que a resgatasse.
A antologia ainda traz dois destaques. O primeiro é uma faixa-bônus, com a publicação de O Cão de Caça , de H. P. Lovecraft, em tradução especialmente feita para o livro. O conto foi originalmente publicado em Weird Tales em fevereiro de 1924. Além disso, o livro contém o making of da capa, com ilustração de Gisele Oliveira.
O livro estará disponível nas livrarias na data mais adequada possível para a proposta: dia 13 de julho - Sexta-feira . Consulte a relação dos locais de venda no site www.editorafosforo.com.


LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA FICÇÃO DE POLPA - VOL. 1 E DA EDITORA FÓSFORO
com sessão de autógrafos dos autores
Data e horário: 12 de julho, a partir das 19h30min
Local: Insano Bar (Rua Lima e Silva, 601 - Porto Alegre - RS)
Preço: R$ 15,00 o exemplar


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9 de Julho de 2007

Nuevo premio en España para Guillermo Pilía


El escritor platense Guillermo Pilía acaba de recibir un nuevo reconocimiento en España. Se trata del segundo premio del Certamen Internacional de Cuento Taurino "Félix Rodríguez" de Santander. El jurado estuvo integrado por escritores e intelectuales españoles y el resto de los premios y menciones recayeron sobre narradores peninsulares. El cuento lleva por título "Como todos los muertos de la tierra" y se trata del monólogo interior de Ignacio Sánchez Mejía, torero y escritor amigo de García Lorca, en las horas previas a su muerte.


Guillermo Pilía, profesor en Letras y director de la Cátedra Libre de Literatura Platense de la Universidad de La Plata, ya había obtenido en 2002 el primer premio del Concurso Internacional de Cuento Taurino "El Albero" en Quito, Ecuador. En lo que va del año 2007 es el segundo reconocimiento que recibe en España por sus trabajos narrativos. El anterior fue en segundo premio del concurso "La Revelación" en Madrid. Asimismo, ha alcanzado en otras oportunidades importantes premios en la Argentina, otras ciudades de España, EE.UU y Francia, entre otros países.


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22 de Junho de 2007

Oficina de Contos


Oferecida durante a FLIP 2007, a Oficina de Contos trabalhará um tema capital na vida e na obra de Nelson Rodrigues: a tragédia. Só o conjunto de oito peças chamadas de "Tragédias Cariocas", que inclui obras como "O beijo no asfalto", "Toda nudez será castigada" e "Perdoa-me por me traíres", já inscreveria o dramaturgo na história como o grande autor do teatro moderno brasileiro. Foi esse universo que a responsável pela oficina, Sonia Rodrigues, resolveu transplantar para o Rio de Janeiro de hoje, e para o formato "contos".
A Oficina acontecerá durante a Festa Literária Internacional de Parati e está com as inscrições abertas até 26 de junho. Serão selecionados 20 inscritos e somente estes deverão pagar a taxa de R$ 50. Para conhecer o regulamento e inscrever-se clique aqui.

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16 de Junho de 2007

Sérgio Sesili lançou seus ''OLHARES DESATENTOS''


O cotidiano é a matéria-prima de Sérgio Sesiki em seu primeiro livro de contos, crônicas e poesias. Nos diversos gêneros literários que escolhe como suporte de sua escrita, opta pelo registro das impressões. Ironia e sensibilidade iluminam fatos aparentemente prosaicos e delineiam o foco do autor para os objetos do mundo e o universo afetivo, como atestam sobretudo seus poemas.
As fobias e obsessões, a solidão e depressão que assolam o homem contemporâneo invadem a cena sob a forma de jargões neurocientíficos e psicológicos, um quê de sarcasmo que Sesiki recorrentemente lança mão em sua escrita leve e informal, especialmente nos contos.


Nas crônicas, as impressões se voltam para a humanidade, suas paixões e mazelas, bem como para o eu interior, sob a forma de insights. Citações bíblicas, mitologia e artes plásticas constituem os principais instrumentos de reflexão, a partir dos quais Sesiki traça considerações sobre sexualidade, religião, política, noções de moral e ética, entre outros temas. Mas sem perder o ritmo ágil e bem-humorado, característico de sua poesia e prosa breves, inicialmente posts de seu blog, do qual o livro leva o nome.


Dentro da estética blogueira, os textos são acompanhados de reproduções coloridas de obras de arte (como de Klee, Caravaggio, Salvador Dalí, entre outros), fotografias e ilustrações (estas de autoria de Stefan Umhauser).
Sérgio Sesiki é administrador formado pela Faculdade de Economia e Administração da USP, diretor do Grupo Melhoramentos e blogueiro de crônicas e poesias do cotidiano. (Livro recebido da Ateliê Editorial)


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