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28 de Abril de 2008

'Hoje não há geração, há tribo'


Jornal do Brasil - 26/04/2008 - por Rodrigo de Almeida
É do jornalista Zuenir Ventura uma das mais fascinantes reconstituições do que ocorreu no Brasil em 1968. Do desbunde às lutas políticas, das paixões libertárias aos dramas soturnos, dos relatos sublinhados pela história oficial aos detalhes daqueles personagens, nada escapou ao olhar arguto de Zuenir em 1968: o ano que não terminou, publicado em 1988. Vinte anos depois daquele livro, 40 anos depois do interminável 1968 e um tanto de experiência a mais, sem abdicar da inquietação jornalística juvenil, Zuenir retoma o tema e publica, pela editora Planeta, 1968: o que fizemos de nós (224 pp., R$ 75). O título é preciso: mais do que uma reportagem sobre aquele ano revisto hoje, trata-se de um diálogo entre duas gerações. Passado e presente se unem e se confrontam nas diferenças não só dos jovens de ontem e de hoje, como também de jovens que se transformaram em senhores e senhoras. Confira entrevista com o escritor. >> Leia mais

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25 de Abril de 2008

Entrevista: LAURE LIMONGI

A escritora francesa Laure Limongi está no Brasil e fala a ARdoTEmpo sobre o  cenário atual da literatura francesa, enfocando as relações da arte literária com as novas mídias. Poeta, crítica literária, editora, música e cantora, Laure Limongi participa ativamente da atual cena cultural francesa.
Ela tem vários livros publicados e atua como editora de uma das coleções de literatura contemporânea da Éditions Léo Scheer, Paris.

AT : No cenário histórico e cultural de seu país, que sempre influenciou com intensidade a cultura ocidental há mais de 250 anos, aparentemente pela primeira vez está ali colocado um presidente que não se importa tanto com isso, que faz questão de não falar de cultura e de passar ao largo dos assuntos culturais, muito mais voltado a um imediatismo mediático, a uma frivolidade de modelo mais "norte-americano"; como você analisa essa novidade junto ao cenário cultural no qual você está imersa, em suas múltiplas atividades?
LL : Analiso essa situação como uma catástrofe total para a cultura e is me deixa muito entristecida, até mesmo ferida. Com uma nuance de revolta, inclusive. Um sentimento de desconforto pelo fato das forças da esquerda francesa não terem demonstrado ânimo e unidade para defender os valores de nosso país.
A política atual articula uma simplificação demolidora da cultura com potentes discursos demagógicos. É necessário não deixar subsistir que ações impostas ao público venham a resultar no desaparecimento da diversidade da criação. Mas estou convencida que a França ainda possui um povo obstinado, exaltado, que terminará por confrontar e fazer cessar essa inclinação deletéria. Eu tenho confiança na esquerda, nos franceses, em respeitar a nossa herança cultural e reverter essa situação, por uma revalorização. Jamais deixaremos de resistir. ===>>> LEIA MAIS

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25 de Março de 2008

Entrevista: 'O gosto amargo dos sonhos', com Amós Oz

O escritor Amós Oz fala de Israel e Palestina, o sonho do sionismo e como os políticos ouvem os artistas e depois esquecem tudo o que eles ouviram.

Amós Oz é um escritor israelense de fama internacional cujos trabalhos têm sido traduzidos para mais de 45 línguas. Em maio, com o roteirista Tom Stoppard e com o Vice-Presidente Al Gore, ele receberá o prêmio Dan David, totalizando três milhões de dólares. Oz, 69, que ensina literatura na Universidade Bem Gurion, no sudeste de Israel, foi citado pelos juízes por "retratar os eventos históricos e ao mesmo tempo enfatizar o individuo e a exploração pessoal do trágico conflito entre duas nações". Membro fundador do Movimento Paz Agora, Oz tem sempre estado à frente da dificuldade israelense referente à identidade e defende com fervor uma solução para os dois Estados. Ele recentemente deu uma entrevista à Joana Chen, da NEWSWEEK, na sua casa em Tel Aviv, sobre literatura, política e sobre as vozes dos mortos que não se vão.

NEWSWEEK: O que você acha que faz a sua escrita tão acessível para as pessoas do mundo inteiro?
Amós Oz: Eu acho que há algo universal no provincial. Meus livros são muito locais, mas de um modo estranho, eu acho que o quanto mais local, paroquial e provincial, mais universal a literatura pode ser.

Por que tão poucos livros seus tem sido traduzidos para o Árabe?
A tradução árabe é tão importante para mim quanta outra qualquer. É aquela que eu me envolvo mais. Infelizmente, há uma parede de resistência nos países árabes. Muitos editores árabes não tocam em nada vindo de Israel, não importa se vem dos falcões [radicais] ou das pombas [diplomáticos]

O que você fez para remediar isto?
"De amor e trevas" é agora traduzido para o Árabe pela família de George Khoury, um aluno israelense palestino que levou um tiro na cabeça por terroristas que o confundiram com um judeu enquanto ele estava praticando seu "jogging" em Jerusalém. Eu estou muito tocado por isto e pela nobre decisão da família de tratar esse livro como uma ponte entre as nações.

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA (tradução: Henrique Chagas VerdesTrigos / Eliane Nascimento)

Também publicado no Jornal Alef

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24 de Março de 2008

Rodrigo Capella em turnê

No Brasil, se lê menos de dois livros por ano. Poeta: desista enquanto é tempo. Pare de escrever, pare de ter trabalho, vá para a praia, pegue uma onda, vá transar!(...) Os poucos livros de poemas que chegam às livrarias ficam em estantes empoeiradas, lá no fundo — ou seja, o público não encontra e nunca compra. Então a editora, de saída, já não publica livro de poesia.(...) Às vezes, repenso tudo: será que a literatura vale a pena? Será que vale a pena continuar a publicar? Será???

Leia a entrevista no DIGESTIVO CULTURAL.

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21 de Março de 2008

Um pouco da memória do pai por Elisabeth Di Cavalcanti, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr..

Elisabeth di Cavalcanti, cujo sobrenome nos leva de imediato à lembrança de um dos maiores gênios artísticos de nosso país em todos os tempos, o pintor Emiliano di Cavalcanti, é hoje uma das maiores responsáveis pela preservação da memória do pai e não tem medido esforços para mantê-la viva, assim como levá-la para além de nossas fronteiras.
Em entrevista que me concedeu, discorreu sobre sua experiência como filha do grande pintor, sobre a obra do pai e sobre seus projetos futuros envolvendo o trabalho por ele deixado:
A.C.M.C.J: Em que momento da vida você percebeu a importância que era ser filha do Di Cavalcanti?
Elisabeth : Quando menina, adolescente, somente sentia Di Cavalcanti como meu pai. Sempre o vi cercado de pessoas comuns e intelectuais os quais, com a convivência, se tornaram meus tios tortos. A profissão de meu pai era pintor e eu sabia disto, mas como ele era diferente dos outros pais! Tive a conscientização que ele era uma pessoa especial, extraordinária, muito tarde; especificamente em 1971, na exposição retrospectiva de seus cinqüenta anos de pintura no MAM - SP. Após percorrer todas as salas com tantos trabalhos reunidos, fiquei tão impactada que, aos prantos, compreendi que meu pai era, ou melhor, é um gênio.
A.C.M.C.J : Quais as memórias mais remotas que carrega em relação a seu pai?
Elisabeth: É claro que existem as memórias pontuais, mas o que mais me comove é o seu ser vulcânico: temperamento forte e força de braços e cabeça, como eu lhe dizia: "- Papai, você tem cabeça de imperador romano!". E como eu ficava furiosa quando ele cortava seus brancos cachos no barbeiro, o Petrônio! E os petelecos com seus dedos curtos e possantes assim tornados pelo ofício de pintor.

Um pouco da memória do pai por Elisabeth Di Cavalcanti, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr..

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13 de Março de 2008

'O FILHO DA BRUXA': sequência de "MALIGNA" já está nas livrarias

CHICO LOPES, tradutor brasileiro de Gregory Maguire, fala do romance
Chico Lopes, escritor e tradutor, traduziu para os leitores brasileiros "Maligna" ("Wicked"), o maior sucesso editorial do escritor norte-americano Gregory Maguire, que foi lançado em 2007 no Brasil pela Ediouro. É dele também a tradução da seqüência de "Maligna", "O filho da bruxa" ("Son of a witch") que já está nas livrarias, também em lançamento da Ediouro. Chico Lopes, admirador do estilo ricamente imaginativo e ambíguo dos livros de Maguire, fala de seu trabalho nos dois livros e conta um pouco a respeito da história de "O filho da bruxa", em entrevista exclusiva a este site cultural:

VerdesTrigos: O grande sucesso de "Maligna", romance muito vendido nos EUA e transformado em musical da "Broadway", gerou essa seqüência em que ano?
Chico Lopes: "O filho da bruxa" ("Son of a witch") saiu em 2005. Era uma seqüência muito esperada, em virtude do sucesso de "Maligna". Maguire tem uma grande legião de fãs nos Estados Unidos. Ele fez, com histórias tradicionais de fadas, bruxas, heróis e mitos do mundo infanto-juvenil, uma operação corajosa, injetando neles uma veia política contestatória, ambigüidade existencial, moral e até sexual, tornando esses livros agradáveis e inteligentes até (e talvez principalmente) para adultos. "Maligna" é uma obra-prima, em seu gênero. "O filho da bruxa" segue o primeiro romance com fantasia desvairada, contando a história de Liir, suposto filho da bruxa Elphaba com o príncipe Fiyero dos Arjikis, na primeira parte. Sem ter certeza de quem são seus pais, ele vive aventuras fantásticas nesse segundo livro. Grandes surpresas esperam quem leu "Maligna" e deseja ler esta seqüência. O sucesso de "Maligna" ("Wicked") nos palcos da Broadway fez com que Gregory Maguire dedicasse este segundo livro ao elenco e à equipe do musical, que estreou na Broadway em outubro de 2003, na noite anterior ao "Halloween" (Dia das Bruxas). ===>>> LEIA A ENTREVISTA

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24 de Fevereiro de 2008

Uma entrevista exclusiva com o cubano Luis Alberto Rodriguez Moraga, por Zaide Moz

[Através da jornalista ZaiDe, VerdesTrigos entrevista o pedagogo Luis Alberto Rodriguez Moraga, de Santiago de Cuba, Cuba, que coordena em seu país um excelente projeto de produção cultural. O contato com a cultura cubana muito nos interessa, estive em Cuba e pude conversar com liberdade com os cubanos.Se diz que falta muita liberdade em Cuba, talvez tenha verdade nesta afirmação, mas no período que estive na ilha, pude conversar livremente com pessoas cultas, com formação invejável para qualquer país dito desenvolvido. Do motorista de taxi ao Pablo Milanez, do cantor de rua ao Oscar, barman da Bodeguita Del Medio, do recepcionista do Hotel à médica Dainelys, do Hospital Camillo Ceinfuegos, especialista em retinoide pigmentar: todos são articulados, simpáticos e alegres; o andar pelas ruas de Havana nos transmite uma alegria, um momento de felicidade que não se compara ao caminhar pela Quinta Avenida em New York, é muito diferente e inesquecível. Veja as fotos]

Luis Alberto Rodríguez Moraga es Asesor del Programa de Educación Artística e Instructores de Arte en Educación de la Dirección Municipal de Santiago de Cuba, Cuba. Nació el 13 de Mayo del año 1972 en el Municipio Segundo Frente en la Provincia Santiago de Cuba. Curso estudios hasta llegar alcanzar el Título Universitario de Licenciado en Educación Plástica (julio 1997). Una vez graduado se desempeñó como profesor de educación artística en diferentes centros e instituciones educacionales y posteriormente hasta la actualidad como Responsable del Programa de Educación Artística y de Instructores de Arte (Profesionales de las artes) a nivel municipal. Además de Profesor adjunto de la Universidad Pedagógica de Santiago de Cuba y la Universidad de Oriente.
Dentro de la investigación educativa, se destacan sus trabajos realizados en 1997 como Coordinador "Proyecto escultórico Vega Bellaca". Durante 1998 fue Coordinador "Proyecto sociocultural ESPIRAL". En 1999 Supervisó el "Proyecto de forestación de la cuenca arroyo Soledad". En 2003 desarrolló el "Proyecto de Educación Artística EDUCARTE EN UNA ESCUELA DIFERENTE". En el transcurso de ese mismo año se destacó como Coordinador "Proyecto de diapositivas digitales PINCEL DEL MUNDO una alternativa para las Artes Plástica en zona rurales". En 2004 llevó adelante el "Proyecto RIOS PARA TODOS. Una alternativa pedagógica para la conservación y protección de las aguas del río Mayarí". En 2006 desarrolló una "Aproximación a la cultura artística desde la perspectiva critica de José Martí". En 2007 Coordinador "Proyecto sociocultural Cristal". Entre las actividades más recientes realizadas, se destacan: a) Presentación de la ponencia acerca del " Evento Internacional Pedagogía" sobre el trabajo del Instructor de Arte en zonas rurales: b) Conferencia sobre Proyecto artístico a profesionales en formación; c) Publicación escrita Los instructores de arte en la Zona Rural. En la Revista electrónica de la Universidad de Pedagógica de Santiago de Cuba2007. En la actualidad es firme candidato a obtener su Doctorado en Ciencia Pedagógica por la Universidad Pedagógica de Santiago de Cuba. Email: luisal@2fte.scu.rimed.cu

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20 de Fevereiro de 2008

Livro " As comédias de Antônio José, o Judeu" - Entrevistas do autor

Veja as entrevistas de Paulo Roberto Pereira, autor do livro  "As comédias de Antônio José, o Judeu", concedidas ao Programa Debate Brasil/Estação das Letras, Canal 06 da NET, na próxima quinta - feira, às 21h e reprise domingo, 24/02, também às 21h, e dia 25 de fevereiro, segunda - feira, às 22h no Canal 14 da NET, Programa Menorah na TV, apresentado por Ronaldo Gomlevsky.

O escritor Paulo Roberto estará participando de uma mesa-redonda sobre o seu livro no Museu Judaico, no próximo dia 12 de março, às 18h. Aguarde maiores
informações.

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17 de Fevereiro de 2008

O sofrimento da culpa não dá trégua (Moacyr Scliar)

Entrevista

“O sofrimento da culpa não dá trégua”
Por Maíra Termero

Aos 70 anos, o gaúcho Moacyr Scliar tem mais de 70 livros publicados. Neste mês, ele lança "Enigmas da Culpa" (Objetiva), um ensaio bem pessoal sobre "um dedo que aponta", na definição do autor. Médico e escritor, Scliar cresceu no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, onde vivia com outras famílias de imigrantes judeus. "É um grupo no qual a culpa é endêmica", diz. "Sentíamo-nos culpados pela situação dos judeus, dos brasileiros pobres, da miséria do mundo." Por e-mail, ele falou à CRIATIVA (edição 221 – set/2007).

Via: Estudos Judaicos

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16 de Fevereiro de 2008

Amos Oz: The Bitter Taste of Dreams Come True

Author Amos Oz speaks on Israel and Palestine, the dream of Zionism and how politicians listen to artists and then forget everything they're told.

Amos Oz is an Israeli author of international acclaim whose works have been translated into more than 45 languages. In May, along with playwright Tom Stoppard and former U.S. vice president Al Gore, he will receive the Dan David Award, totaling $3 million. Oz, 69, who teaches literature at Ben Gurion University in southern Israel, was cited by the judges for "portraying historical events while emphasizing the individual and for personal exploration of the tragic conflict between two nations." A founding member of the Peace Now Movement, Oz has always been at the forefront of the Israeli struggle for identity and a staunch advocate of a two-state solution. He recently spoke to NEWSWEEK's Joanna Chen at his home in Tel Aviv about literature, politics and voices of the dead that won't go away.

* image: Israeli author Amos Oz in Arad in southern Israel last year

By Joanna Chen | Newsweek Web Exclusive
Feb 14, 2008 | Updated: 5:49 p.m. ET Feb 14, 2008

http://www.newsweek.com/id/111803/page/1

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Maria Adelaide Amaral fala na Jovem Pan

O jornalista José Armando Vannucci entrevista na Rádio Jovem Pan, segunda-feira, 18 de fevereiro, ao vivo, a escritora e autora Maria Adelaide Amaral, de "Queridos Amigos", minissérie que estréia no mesmo dia na TV Globo.

A minissérie é uma adaptação do romance “Aos Meus Amigos”, publicado em 1992 de sua própria autoria e dedicado ao jornalista Décio Bar. Maria Adelaide o escreveu a partir da enorme necessidade que sentiu de contar as vivências dos amigos e da própria geração.

A entrevista será às 10h10, no "Jornal de Serviço" da Rádio Jovem Pan.

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8 de Fevereiro de 2008

'Aumentou o número de leitores', diz Menalton Braff

Em entrevista ao jornal A Cidade, Menalton Braff, autor de “À sombra do Cipreste”, livro de contos premiado com o Jabuti, fala sobre livros em tempos de internet e vê com entusiasmo a questão da leitura no país. "Quando se fala que lia muito mais é porque a elite, a classe média e letrada é que lia. Mas pegue o universo da população, isso é nada, era uma parcela muito pequena que lia", analisa.

Ao contrário de muitos pessimistas de plantão, o gaúcho mais paulista do Brasil, aposta no sucesso da literatura ao mesmo tempo em que prepara um novo livro. O autor de “À sombra do Cipreste”, livro de contos premiado com o Jabuti e do romance “A Muralha de Adriano”, entre outros títulos, não é porém um artista que se contenta com o mais fácil. Menalton Braff, que adotou Serrana para construir sua casa e abrigar uma biblioteca riquíssima - diz que escrever - apesar da paixão - pode também ser um ato torturante.

Leia o texto completo. Leia Mais

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21 de Janeiro de 2008

DAVID LEVISKY: entrevista com o autor de 'O monge e o divã..', por Ângelo Caio Mendes Correa Jr.

David Levisky, médico psiquiatra, psicanalista e professor, com quase quatro décadas de trabalho voltado para a psicanálise da adolescência e doutor em História Social pela USP, acaba de publicar um livro de originalidade ímpar - "Um monge no divã: a trajetória de um adolescer na Idade Média Central", no qual, a partir da autobiografia do monge beneditino Guibert de Nogent,(1055-1125), faz com ele um trabalho psicanalítico, transcorridos oito séculos das anotações deixadas pelo religioso.
Nesta entrevista, o também ex-vice-presidente do Instituto São Paulo Contra a Violência, além de falar sobre o processo de elaboração de seu novo livro, faz uma retrospectiva de sua trajetória profissional e intelectual e da situação do jovem em nossa sociedade.

===>> LEIA A ENTREVISTA

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20 de Janeiro de 2008

EDITH MODESTO: uma voz contra o preconceito, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr.

Professora universitária, doutora em Semiótica pela Universidade de São Paulo, além de autora de vários livros que se tornaram campeões de vendas entre o público jovem, Edith Modesto nos mostra que sempre vale a pena a luta contra o preconceito.
Fundadora da ONG GPH - Grupo de Pais de Homossexuais lançou, recentemente Vidas em arco-íris, pela editora Record, uma coletânea organizada a partir de 89 depoimentos de homossexuais, trabalho pioneiro na área, um verdadeiro mapeamento da condição homossexual no Brasil.
Abaixo um pouco do pensamento e da trajetória dessa intelectual ,cuja fibra e seriedade parecem inesgotáveis, em entrevista a Angelo Mendes Corrêa.
ACMC: De onde a idéia de fundar o GPH - Grupo de Pais de Homossexuais?
Edith Modesto: Quando eu soube da homossexualidade do Marcello, meu filho caçula, eu me desesperei. Eu não tinha conhecimento dessa possibilidade natural e espontânea do ser humano. A idéia de conversar com outras mães me veio por acreditar que, assim, eu me sentiria melhor. Era a estratégia da identificação com os iguais. Funcionou e continuei com o grupo, agora uma ONG, para ajudar também outros pais. Apesar de os pais saírem do grupo quando já se sentem bem, temos atualmente em torno de 200 pais e mães associados ao grupo, do Brasil todo.

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29 de Dezembro de 2007

ROBERTO SION: paixão e profissionalismo na trajetória de um mestre, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr.

Roberto Sion é sem dúvida um dos nomes mais importantes da música instrumental brasileira contemporânea. Além de destacado saxofonista, flautista e clarinetista, é maestro, arranjador e professor da Universidade Livre de Música Antonio Carlos Jobim, em São Paulo.
Consagrado nacional e internacionalmente, com sete álbuns gravados, tem feito apresentações pela Europa, Estados Unidos, Israel e Japão, além de ser o maestro titular da Orquestra Tom Jobim.
Nesta entrevista que me concedeu, Sion fez uma lúcida retrospectiva de sua carreira, iniciada nos anos 60.

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15 de Dezembro de 2007

"Auto-ajuda é uma pizza", Nilton Bonder

Depois de confrontar tradição e traição no livro A alma imoral, lançado pela Rocco em 1998 e cujas vendas foram catapultadas pelo sucesso do monólogo homônimo adaptado para os palcos pela atriz Clarice Niskier, em 2006, o rabino Nilton Bonder, 49 anos, escolheu brincar com o título do maior sucesso editorial de auto-ajuda deste ano, O segredo, de Rhonda Byrne. Em O sagrado, seu 17º livro, que será lançado no dia 1º de dezembro, o rabino da Congregação Judaica do Brasil, graduado em engenharia mecânica pela Universidade de Columbia e doutor em literatura hebraica pelo Jewish Theological Seminary, coloca o sagrado como a terceira via milenar entre o racionalismo e o esoterismo, capaz de resgatar a auto-estima do ser humano numa era de competição e incertezas. Bonder critica a auto-ajuda - que, segundo ele, é como uma pizza, gostosa ao paladar, mas vazia de nutrientes - e admite enxergar poesia em horóscopos de jornal. "Leio e acho bonito. Não interpreto aquele parágrafo como oráculo, mas como poesia".

E por que escrever este livro?
- A vontade surgiu depois de perceber que as pessoas não vêem a verdadeira proposta espiritual, a terceira via, que chamo de sagrado. Não é a via do racionalismo nem a desse ocultismo mágico que promete que um dia você pode encontrar a pedra da felicidade, a maneira de transformar metais vis em ouro. O filme gerou para mim, naquela viagem - uma viagem nos dois sentidos da palavra - a sensação de que as pessoas estão num descaminho nesta busca por coisas bonitas. Meu livro não tem intenção de desqualificar esta procura por coisas mais sutis, numa tentativa de sair deste mundo que funciona 24 horas por dia. Mas, sim, mostrar que as pessoas são tentadas por produtos cada vez mais refinados, com linguagem interessante, que as conduzem a desvios e enganos.
Teme que seu livro pegue carona no sucesso de 'O segredo'?
- Fiquei muito em dúvida se o escreveria ou não. Demorei por falta de tempo, e, quando o fiz, O segredo tinha se tornado best-seller. Meu grande temor é que este livro seja um antiproduto de O segredo, também se tornando, portanto, um produto. Isso o esvaziaria em muito sentidos. Quis escrever O sagrado para que as pessoas que tiverem sido tocadas por O segredo façam uma distinção importante.


LEIA A ENTREVISTA COMPLETA: http://www.cjb.org.br/iessod/palavra/07_11_jb_domingo.htm

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Z Rodrix estará no Programa do Jô na proxima terça-feira.

No dia 18 de Dezembro, terça-feira próxima, vai ao ar a entrevista que Zé Rodrix deu ao Jô Soares. São dois blocos com muito assunto, falando do livro novo, da Maçonaria, lembrando canções ( e suas historias) e de quebra, no final do programa, uma musica nova ( BOA NOITE CINDERELA, de Z. Rodrix e de Elder Braga) que vai estar no seu próximo CD/DVD solo. Nao percam.

 

Terceiro e último volume da saga, ESQUIN DE FLOYRAC: O FIM DOS TEMPLOS mantém a linguagem simbólica dos seus predecessores e fecha a série com um assunto polêmico: a ligação entre os templários e a maçonaria. A partir de um dos momentos mais terríveis da história da Humanidade — a destruição da ordem do Templo pelo Reinado de França e pela Igreja de Roma —, Z. Rodrix apresenta o principal personagem desse volume.
O violento conflito só se torna possível por haver um traidor na Ordem. Esquin de Floyrac, que se aliou ao maquiavélico e arruinado rei da França, Felipe IV, “o Belo”, empenhado numa campanha para destruir os Templários e, assim, se apoderar de suas riquezas. É deste homem a narrativa de ESQUIN DE FLOYRAC: O FIM DOS TEMPLOS. Aqui, ele nos conta como se tornou sapateiro, pedreiro, Cavaleiro do Templo, espião, mendigo e finalmente traidor de seus Irmãos, revelando-nos os verdadeiros motivos por trás de seus atos.
Ambientado entre os séculos XIII e XIV, este romance fala sobre a forte relação entre os Templários e a Maçonaria, além de revelar a verdade histórica sobre os Templários, desmentindo, assim, grande parte da recente e abundante literatura dedicada ao tema. A Trilogia do Templo constitui, ainda, um marco na nossa literatura, uma obra única no Brasil que pode, sem exagero, ser comparada aos grandes romances épicos da literatura universal.

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5 de Dezembro de 2007

MARCELO BIRMAJER: uma entrevista exclusiva para VerdesTrigos.

VerdesTrigos atravessou a fronteira da lingua portuguesa, é muito lido e acessado por visitantes de lingua espanhola: da Argentina, Uruguai, Paraguai ou Bolivia, entre outros. Motivo pelo qual temos recebido emails de visitantes destes paises amigos, que querem nos conhecer e também dar-se a conhecer. Da Argentina, tivemos a grata satisfação de ler "Histórias de Homens Casados", do escritor Marcelo Birmajer, cujo livro inicia com "Um conto de Natal". Absorvido pela prazerosa leitura, adquiri "El Once", em lingua espanhola, as histórias do bairro de Once, em Buenos Aires, onde se criou Marcelo Birmajer e onde se passa quase a totalidade de sua ficção. Em "El Once", o leitor encontra o retrato deste populoso e singular bairro portenho, tanto do ponto de vista afetivo e pessoal do autor.


Assim, através da jornalista argentina ZaiDe Moz, Verdes Trigos entrevista Marcelo Birmajer:

MARCELO BIRMAJER
EL ARTE DE CONTAR HISTORIAS
Escritor, periodista y guionista, Marcelo Birmajer nació en Buenos Aires un 29 de noviembre de 1966. Muy jóven publicò en el periòdico "Nueva Presencia" y fue corresponsal en Argentina de la revista israelí "Nueva Aurora".

LEIA A ENTREVISTA EXCLUSIVA (em espanhol)

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2 de Dezembro de 2007

Entrevista com o escritor Moacyr Scliar

Ademir Pascale: Como foi o início da sua trajetória como escritor?
Moacyr Scliar: Comecei a escrever desde criança; minha mãe, professora, alfabetizou-me e estimulou-me a ler. Meu pai, por outro lado, imigrante como minha mãe, era um grande contador de histórias e foi dele que adquiri o prazer da narrativa que, seguindo o exemplo de Monteiro Lobato e de Érico Veríssimo eu queria colocar no papel. Minhas primeiras histórias eram contos infantis; a entrada na Faculdade de Medicina ampliou o horizonte de minhas experiências e foi na Faculdade que publiquei meu primeiro livro de contos.
Ademir Pascale: Qual a causa da escolha pela Medicina?
Moacyr Scliar: Foi uma motivação diferente daquela que me levou à literatura. Em criança eu tinha muito medo de doença. Eu não tinha medo de ficar doente, não era, e não sou, hipocondríaco; mas quando meus pais adoeciam eu entrava em pânico. Por causa disso comecei a me interessar por doenças e pela medicina o que me levou a esta carreira que foi e é uma fonte permanente de gratificações. + + + +

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18 de Outubro de 2007

Entrevista: Gonçalo M. Tavares 'Ler para ter lucidez'


...Os chineses têm um ditado que é ao mesmo tempo uma maldição: "Não te atrevas a escrever um livro antes de ler mil".


Gonçalo M. Tavares é um abalo sísmico no panorama da literatura portuguesa atual. Após estrear em 2001 com Livro da dança, publicaria no ano seguinte nada menos do que outros quatro títulos de poesia, teatro e ficção. Na época, foi recebido pelo decano ensaísta Eduardo Prado Coelho como já "um dos maiores poetas para o século XXI". O escritor português, nascido em Angola, tem cumprido a sina: em tão pouco tempo, lançou 21 livros em 12 países e é bem recebido pela crítica.
No Brasil sua fulminante trajetória não é diferente: apenas nos últimos meses saíram Um homem: Klaus Klump (Companhia das Letras), seu primeiro romance, além de O senhor Juarroz, O senhor Kraus e O senhor Calvino, habitantes da série O Bairro (Casa da Palavra) que vieram se juntar a O senhor Brecht, publicado em 2005. Tamanha proficiência é coroada agora com a seleção deste último e do romance Jerusalém ao prêmio Portugal Telecom, ao qual ambos concorrem como finalistas.
Autor de obra caracterizada não somente pela exuberância criativa, mas também por rigorosos jogos de lógica, que misturam poesia e filosofia sem nunca deixar de divertir o leitor, Gonçalo M.Tavares revela a Entrelivros alguns de seus enigmas. Livros, para ele, têm principalmente a missão de aumentar a lucidez.


http://www2.uol.com.br/entrelivros/artigos/entrevista_goncalo_m__tavares_-ler_para_ter_lucidez-_7.html


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8 de Outubro de 2007

Bispo Macedo ataca Globo e revela sucessor


RICARDO FELTRIN editor-chefe da Folha Online
Edir Macedo Bezerra, 62, líder da Igreja Universal e dono da TV Record, diz que dois motivos o levaram a autorizar a publicação de sua biografia (ed. Larousse), que chega às livrarias no dia 15: medo de que alguém publicasse uma versão não-autorizada e se defender do que chama de "execração" e da acusação de explorar a fé.
O bispo também usa o livro para apontar publicamente -pela primeira vez- quem será seu herdeiro espiritual, o nome de seu sucessor em caso de morte.
"Doze anos depois de ter sido preso na rua, levado para a cela de uma delegacia e ter sido execrado nos noticiários dos jornais, do rádio e da televisão, resolvi contar minha versão dos fatos", declara Macedo em entrevista exclusiva.
O livro contém vários ataques diretos à Globo, que é acusada de ser manipuladora, desonesta e até imoral no trato das notícias, especialmente as que colocaram a ele e sua igreja no centro de escândalos. +++++


Após 15 anos sem falar com a imprensa, o bispo Edir Macedo rompe o silêncio e revela tudo sobre sua vida neste livro - uma reportagem biográfica completa. Ele trata de assuntos polêmicos, abre sua intimidade e responde sobre todos os episódios marcantes vividos por ele nos últimos anos, além de contar detalhes do funcionamento de sua organização religiosa e como comprou a TV Record e a transformou na segunda rede de televisão do país.


BISPO, O - A HISTORIA REVELADA DE EDIR MACEDO
Publicação prevista para: 21/10/2007
Previsão de envio a partir de: 21/10/2007


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3 de Outubro de 2007

'Vou voltar a todo vapor' : Henry Sobel


Folha de S. Paulo - 03/10/2007 - por Mônica Bergamo
Danilo Verpa - 07.abr.2007/Folha Imagem Henry Sobel, 63, está escrevendo uma autobiografia que planeja lançar em março de 2008. Segundo Mônica Bergamo, vai se chamar Sobel, em "homenagem" a seus oposicionistas. Ele conversou com o repórter Paulo Sampaio da Folha de S.Paulo. "É a minha autobiografia, um resumo dos meus 37 anos no Brasil. É uma análise das mudanças sociais, políticas e econômicas do país. Vou voltar a todo vapor." >> Leia mais


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25 de Setembro de 2007

modernidade e globalização: Uma entrevista interessante a Zygmunt Bauman


Um dos mais importantes compositores brasileiros, Chico Buarque de Holanda, afirmou que "uma nação grande e forte é perigosa, mas que uma nação grande, forte e ignorante é ainda mais perigosa". Ter uma nação grande, forte e ignorante no comando do mundo como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush não pode acirrar ainda mais o "refugo" dos seres humanos?

BAUMAN:
Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder, confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Seu comportamento é, possivelmente, o fator mais importante da incerteza definida como "Nova Desordem Mundial". Um império estabelecido pela guerra tem que se manter por guerras. Acabamos de ver isso no Iraque, apesar de todos saberem que era óbvio que bombardear e invadir o país não aniquilaria o terrorismo.


No Brasil, temos uma expressão muito popular, "jeitinho brasileiro", que representa a capacidade do povo de superar adversidades, sejam elas pequenos problemas do cotidiano ou não. O senhor acredita que há nações com seres "redundantes" que saibam sobreviver melhor do que outros?


BAUMAN:
O que vocês chamam de "jeitinho brasileiro" é a maneira que a modernização nos obrigou a reagir. Um dos resultados cruciais da modernização é a dependência dos processos da vida humana pelos "jeitinhos". Isso implica o outro lado da mesma moeda: a vulnerabilidade crescente dos legítimos modos instruídos de viver.


http://macroscopio.blogspot.com/2007/07/uma-entrevista-interessante-zygmunt.html


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6 de Setembro de 2007

Chico Lopes termina terceiro livro de contos e fala de desertos e esperanças


O contista Chico Lopes, 55 anos, nascido em Novo Horizonte, SP, e residente em Poços de Calas, MG, colaborador de Verdes Trigos com artigos sobre cinema e literatura e também crônicas, terminou recentemente seu terceiro livro de contos, vindo depois dos bem-sucedidos "Nó de sombras" e "Dobras da noite" (IMS/SP-2000 e IMS/SP 2004). Com onze narrativas, o novo trabalho não tem ainda um título definido, mas três dos contos inéditos que traz foram premiados com menção honrosa no recente Concurso Literário Nacional Josué Guimarães de Passo Fundo, enfrentando uma concorrência enorme, de escritores de todo o país, devido ao grande número de inscrições recebidas. Chico Lopes fala desse terceiro livro, dos percalços de todo escritorà procura de editor neste país em entrevista exclusiva ao Verdes Trigos.


ENTREVISTA => Chico Lopes +++++


LIVROS do Chico Lopes:
DOBRAS DA NOITE (em Portugues) (2004) =>
NO DE SOMBRAS (em Portugues) (2000) =>




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Entrevista para Tv Fronteira/Globo



Henrique Chagas concede entrevista para Tv Fronteira/Globo (reportagem no SPTV) sobre a verdestrigos.org


Veja o vídeo.




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25 de Julho de 2007

A Noiva Libertada é o novo romance do israelense A. B. Yehoshua


A Noiva Libertada é o novo romance do israelense A. B. Yehoshua, publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Promovendo um bate-papo sobre o livro, o CCJ recebe no dia 25 às 20h30 George Schlesinger, que traduziu o livro para o português.
A obra trata de uma questão universal: um professor universitário está às voltas com três mulheres: sua ex-nora, sua esposa e uma aluna. Como pano de fundo, a situação local, o conflito entre israelenses e palestinos, que afeta profundamente a vida da população.
A. B. Yehoshua nasceu em 1936 em Jerusalém. Ele é um dos principais autores israelenses contemporâneos, ao lado de Amós Oz, Yoram Kaniuk, David Grossman entre outros. Seus livros são traduzidos para diversos idiomas e sua obra é considerada referência fundamental para quem pretende se aprofundar nas questões israelenses e médio-orientais.


Serviço
Data: 25 de julho, quarta-feira, às 20h30
Local: Biblioteca - Centro de Cultura Judaica, São Paulo


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23 de Julho de 2007

"Eu não anistio os torturadores do Vlado"


25 de outubro de 1975, Rua Tutóia, cidade de São Paulo. Nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), um homem é torturado com pancadas e choques elétricos. Seus companheiros, na sala ao lado ouvem seus gritos. O homem recusa-se a assinar um suposto depoimento por não admitir que as informações constantes naquele pedaço de papel sejam verdadeiras. Ele não escrevera nenhuma palavra daquilo. Em um ato de indignação, rasga o papel. E num ato de maior indignação ainda, mesclado a ira, seu torturador o esbofeteia. Os amigos, na outra sala, não ouvem mais seus gritos.
Algumas horas mais tarde, dentro de uma cela no mesmo departamento, uma foto do homem morto, amarrado por uma tira de pano em um pequeno pedaço de ferro no alto da cela. O Inquérito Policial Militar, IPM dá como causa da morte suicídio por enforcamento. Esta era a versão oficial sustentada pelos militares e ignorada pela família. Vladimir Herzog havia sido assassinado e seus torturadores haviam montado uma farsa grotesca para encobrir a barbaridade que haviam feito.
O relato acima caberia muito bem em um romance policial. Mas não é ficção. O fato tenebroso e covarde existiu. Quando os gritos silenciaram, Vladimir Herzog estava morto. Inicia-se então, o começo da luta pela abertura política na história ditatorial que acabaria de fato, 10 anos depois, em 1985. Vlado, como era conhecido por familiares e amigos, é hoje um símbolo, e não só para os jornalistas. E está tão vivo na memória de quem presenciou e viveu a história, como na de pessoas que se apaixonam pela emocionante história de vida de Vlado e se revoltam com a monstruosidade e tristeza de sua morte.
Em entrevista exclusiva para Cylene Dworzak Dalbon, a publicitária Clarice Herzog fala do terrível outubro de 1975, quando seu marido, o jornalista Vladimir Herzog foi assassinado dentro das dependências do DOI-CODI pelos órgãos de repressão da ditadura.

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18 de Julho de 2007

Amós Oz: a integridade



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Entrevista com o criador do sítio cultural ''VerdesTrigos''. Acompanhe


Cíntia Corrales entrevistou Henrique Chagas para o OverMundo. A entrevista esteve por vários dias ocupando a primeira página de destaques em razão dos votos recebidos por apreço à matéria elaborada. Confira:
"Desde o ano passado, tendo conhecido o site Verdes Trigos, tornei-me leitora assídua e passei a admirar o trabalho de seu criador, Henrique Chagas. Generoso com todos que o procuram, terminamos estreitando contato. O site tem como principal razão de ser fomentar o hábito da leitura, divulgando conteúdos culturais, especialmente literários. Nesta entrevista no