início da navegação

VerdesTrigos.ORG lhe oferece conteúdo interativo, inteligente, culto e de indiscutível bom gosto. Deixe o seu recado.  Volte sempre!   Cadastre-se

28 de Abril de 2008

Ainda há tempo para assistir, mesmo que seja pelo computador

Mais um trabalho do pioneiro Adauto Novaes

CICLO DE CONFERêNCIAS VIDA, VíCIO, VIRTUDE

Ciclo de conferências discute conceitos ligados aos vícios e às virtudes, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e São Paulo, a partir de 14 de abril, com transmissão ao vivo pela internet.  O Ciclo de Conferências 'Vida, Vício, Virtude' será realizado, entre 14 de abril e 9 maio de 2008, em São Paulo, no Rio de janeiro e em Belo Horizonte, objetivando discutir os modos de se perceberem, na atualidade, conceitos ligados aos vícios e às virtudes, tanto nos âmbitos sociais quanto nos da subjetividade humana.

AO VIVO: "Vida Vício Virtude" debate visão dual da passividade

Inspirada em Nietszche e Benjamin, a psicanalista Maria Rita Kehl discute a bipolaridade característica de mais um valor. Direto do Teatro R. Magalhães Jr., assista ao evento pelo portal da Academia Brasileira de Letras.

[+]  SAIBA MAIS

As conferências do Rio de Janeiro serão transmitidas ao vivo pela internet | www.academia.org.br

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 4/28/2008 08:23:00 PM | | | Voltar

       

24 de Abril de 2008

Ciclo de Palestras 'Vida Vício Virtude'

A Academia Brasileira de Letras abrigou uma discussão filosófica sobre valores que influenciam a subjetividade humana através do Ciclo de Palestras "Vida Vício Virtude". Sob a curadoria de Adauto Novaes, dez filósofos debateram cinco vícios e cinco virtudes no palco do Teatro R. Magalhães Jr..

14/4/2008: Franklin Leopoldo e Silva - "O Vazio do Pensamento"
15/4/2008: Marcelo Perine - "A Sabedoria"
16/4/2008: Francis Wolff - "A Justiça"

Assista na íntegra aos vídeos na integra na página da ABL.

Marcadores: , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 4/24/2008 11:08:00 AM | | | Voltar

       

26 de Março de 2008

Lançamento de nova tradução do livro 'Vontade de Poder', de F. W. Nietzsche

Acaba de ser lançada uma nova tradução do livro "Vontade de Poder", de F. W. Nietzsche, pela Editora Contraponto. O site da Editora fornece a apresentação do livro para download.

Durante a sua última década produtiva, a de 1880, Friedrich Nietzsche acumulou uma enorme quantidade de anotações que serviriam de base para um livro abrangente, mas que só vieram à luz postumamente. O agravamento de seu estado de saúde impediu que o projeto chegasse ao fim. Elizabeth Förster-Nietzsche, sua irmã, e Peter Gast, seu dileto amigo, organizaram esse acervo e o publicaram em duas edições. A versão mais completa - tal como aparece na décima terceira edição da Kröner - serviu de base para esta primeira edição brasileira de A vontade de poder, tal como explicam Marcos Sinésio Pereira Fernandes e Francisco José Dias de Moraes na nota sobre a tradução. O filósofo deixou planos para a organização dessa obra que não pôde completar e chegou a agregar subtítulos que assinalam a sua ambição: Tentativa de uma transvaloração de todos os valores e Tentativa de uma nova interpretação de todo acontecer. Em abril de 1884, escreveu a um amigo: "(...) pretendo empreender uma revisão de minha metafísica e de meus pontos de vista epistemológicos. Passo a passo, tenho agora que atravessar uma série de disciplinas, pois me decidi, daqui para diante, empregar os próximos cinco anos no acabamento da minha 'filosofia', para a qual construí uma antecâmara com o meu Zaratustra." A questão da autenticidade dos textos já foi superada, mas nunca saberemos como o próprio Nietzsche os organizaria se tivesse redigido a versão definitiva. Por isso, escreve Gilvan Fogel na apresentação: "É preciso que vejamos tal obra [A vontade de poder] como uma rica antologia de textos nietzschianos tardios. Diria Nietzsche, dardos, flechas lançadas contra nós, a nós... Que dardos! Que flechas!" E prossegue: "A década de 1880, na vida de Nietzsche, constitui o período de maior lucidez, de maior intensidade de seu pensamento - de maior poder. É quando seu pensamento está mais afinado com a gravidade de sua tarefa e mais afiado para sua consecução. Essa lucidez coincide com a cunhagem do pensamento 'vida como vontade de poder'." A obra que aqui traduzimos oferece, pois, a possibilidade de se descortinar o pensamento do filósofo em seu período mais maduro, mas nela esse pensamento não está acabado e sistematizado. Aparece sob a forma de 1.067 fragmentos - textos curtos, parágrafos, aforismos - que mostram suas idéias tal como surgiram, quase sempre perturbadoras e freqüentemente geniais.

Marcadores: , , , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 3/26/2008 09:57:00 PM | | | Voltar

       

3 de Março de 2008

PAUL VALÉRY: ATOR DAS IDÉIAS

Em sua vida de professor e ensaísta, João Alexandre Barbosa foi o assíduo leitor de Paul Valéry, que se transformou num caso de perseguição a “exigir um ajuste de contas”. O resultado não foi tanto o aparecimento de um livro original que o crítico brasileiro poderia ter concebido, mas sim a reunião de nove ensaios, redigidos e publicados entre 1970 e 2005, que percorrem a obra do poeta francês: A Comédia Intelectual de Paul Valéry (Iluminuras, 159p., R$35). Coletânea que bem demonstra a “permanência e continuidade” de uma obra surpreendente por sua dimensão filosófica e por seu exame exigente da linguagem, a conduzir a literatura a uma via do fracasso da expressão; obra que também se impõe por seu gigantismo: somente a edição fac-similada dos Cahiers ocupa 35 cadernos de mil páginas cada um, resultado das anotações diárias de um pensador que não se ocupava dos fatos cotidianos, mas da investigação que busca o auge radical de lucidez e consciência sobre as “linguagens, sejam as verbais, sejam as das matemáticas e da filosofia.” [.....]

Uma nova edição de A Comédia Intelectual de Paul Valéry deveria zelar, contudo, pelo estabelecimento de critérios que beneficiem o leitor brasileiro: há trechos inteiros em língua francesa, sem qualquer tradução; mais adiante, trechos são transcritos somente em português; em seguida, há trechos em francês com tradução ao pé da página. Descuidos editoriais de uma coletânea que merece ser conhecida até mesmo por também trazer o problema da tradução e a idéia de rigor ao debate. [Felipe Fortuna]

Jornal do Brasil -Caderno Idéias & Livros
Sábado, 1º de março de 2008

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 3/03/2008 11:08:00 PM | | | Voltar


Zeitgeist

Zeitgeist é o nome de um documentário que fala essencialmente sobre política, terrorismo e religião. Foi feito sem fins lucrativos sendo o seu único propósito a tentativa de fazer com que as pessoas passem a olhar para o mundo de uma forma mais crítica e questionem coisas que são actualmente tidas como "verdades absolutas" por uma grande maioria da população.

O vídeo completo pode ser visto através do site oficial http://www.zeitgeistmovie.com/index.html.
Também através do site pode-se fazer o download gratuíto do torrent do filme.
Legendas em português: http://www.divxsubtitles.net/page_subtitleinformation.php?ID=91438.

[WIKIPÉDIA] ZEITGEIST é um termo alemão, que se traduz como espírito do tempo, também podendo se utilizar do termo em português para denominá-lo. O Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma época. A pronúncia alemã da palavra é tzaitgaist, de acordo com o Dicionário Escolar Michaelis de Alemão. O conceito de espírito do tempo denota a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas é melhor conhecido no livro Filosofia da História de Hegel. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius seculi do filólogo Christian Adolph Klotz (Artigo na Wiki alemã), introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - "espírito guardião" e saeculi - "do século"). Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o "espírito do tempo" como um argumento histórico de sua defesa intelectual.

Dica de Sabina Vanderlei

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 3/03/2008 10:57:00 PM | | | Voltar

       

21 de Fevereiro de 2008

Há, com efeito, não apenas uma, mas numerosas psicologias....

Jung era um grande estudioso da Filosofia e dizia que todo Psicólogo deveria estudar este outro saber. Abaixo uma passagem do livro "A Natureza da psique" que deixa bastante clara a relação entre ambas áreas do conhecimento. Este texto foi publicado em 1931.

Há, com efeito, não apenas uma, mas numerosas psicologias. Isto é curioso, porque, na realidade, há apenas uma matemática, apenas uma geologia, apenas uma zoologia, apenas uma botânica, etc, ao passo que existem tantas psicologias, que uma Universidade americana é capaz de publicar anualmente um grosso volume intitulado: Psychologies of 1930, etc. Creio que há tantas psicologias quantas filosofias, porque não existe apenas uma, mas numerosas filosofias. Digo isto, porque entre a Filosofia e a Psicologia reina uma conexão indissolúvel, conexão esta que se deve à inter-relação de seus objetos; em resumo: o objeto da Psicologia é a alma, e o objeto da Filosofia é o mundo. Até recentemente, a Psicologia era um ramo da Filosofia, mas agora se esboça uma ascensão da Psicologia, que, como predisse Nietzsche, ameaça tragar a Filosofia. A semelhança interior das duas disciplinas provém de que ambas consistem em uma formação sistemática de opiniões a respeito de objetos que se subtraem aos passos de uma experiência completa e, por isto, não podem ser adequadamente apreendidos pela razão empírica. Por isso elas incitam a razão especulativa a elaborar conceitos e opiniões, emtal variedade e profusão, que, tanto na Filosofia como na Psicologia, seriam necessários numerosos e grossos volumes para caber todas elas. Nenhuma dessas duas disciplinas pode subsistir sem a outra, e uma fornece invariavelmente à outra as premissas tácitas e muitas vezes também inconscientes. (JUNG, Carl Gustav Jung. "A Natureza da Psique", § 659)

Via Sabina Vanderlei

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/21/2008 09:29:00 PM | | | Voltar

       

17 de Fevereiro de 2008

O sofrimento da culpa não dá trégua (Moacyr Scliar)

Entrevista

“O sofrimento da culpa não dá trégua”
Por Maíra Termero

Aos 70 anos, o gaúcho Moacyr Scliar tem mais de 70 livros publicados. Neste mês, ele lança "Enigmas da Culpa" (Objetiva), um ensaio bem pessoal sobre "um dedo que aponta", na definição do autor. Médico e escritor, Scliar cresceu no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, onde vivia com outras famílias de imigrantes judeus. "É um grupo no qual a culpa é endêmica", diz. "Sentíamo-nos culpados pela situação dos judeus, dos brasileiros pobres, da miséria do mundo." Por e-mail, ele falou à CRIATIVA (edição 221 – set/2007).

Via: Estudos Judaicos

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/17/2008 09:45:00 AM | | | Voltar

       

16 de Fevereiro de 2008

MEDO LIQUIDO, lançamento de Bauman

O ser humano vive hoje em meio a uma ansiedade constante. Temos medo de perder o emprego, medo da violência urbana, do terrorismo, medo de ficar sem o amor do parceiro, da exclusão. O resultado? Temos que nos atualizar sempre e acumular conhecimentos, circulamos dentro de shopping centers, dirigimos carros blindados, vivemos em condomínios fechados. O medo é uma das marcas do nosso tempo. Em seu novo livro, Bauman faz mais um estudo singular sobre a vida contemporânea e revela um inventário dos medos atuais.
O autor mapeia as origens comuns das ansiedades na modernidade líquida e examina mecanismos que possam deter a influência do medo sobre as nossas vidas.
Segundo Bauman, as certezas da modernidade sólida se foram, e, com isso, a utopia do controle sobre os mundos social, econômico e natural desmoronou. Em mais um estudo singular sobre a vida contemporânea, Bauman divide com o leitor suas análises sobre o tema.

LINKS RELACIONADOS

  1. Tempo Social: entrevista com Zygmunt Bauman
  2. Metáfora da fluidez
  3. "Auto-ajuda é uma pizza", Nilton Bonder
  4. O "capitão" vende cerveja: 'MATA QUEM?'
  5. O Conceito de “Pós-Moderno” ainda é atual?
  6. O fim do mundo sob a ótica filosófica

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/16/2008 06:41:00 PM | | | Voltar


CARTA A D. - HISTORIA DE UM AMOR

Este é o último livro do filósofo francês André Gorz, escrito para homenagear sua mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicIdio em 22 de setembro de 2007; os corpos foram encontrados um ao lado do outro, e um cartaz, na porta de sua casa, pedindo que a polícia fosse avisada. Gorz, discípulo de Sartre e co-fundador do 'Le Nouvel Observateur', era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.

Eis como começa o livro, escrito em 2006.

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e dois anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

O parágrafo foi bastante lembrado no fim do ano passado, quando veio a notícia de André Gorz e sua mulher, Dorine, suicidaram-se. Ela sofria de uma doença degenerativa há muitos anos. Eles se conheceram em 1947.

Eu despi o seu corpo com cautela. Descobri, miraculosa coincidência do real com o imaginário, a Vênus de Milo tornada carne. O brilho nacarado do pescoço iluminava o seu rosto. Mudo, contemplei longamente esse milagre de vigor e de doçura.

Entra em discussão o tema do casamento.

Eu tinha objeções de princípio, ideológicas. Para mim o casamento era uma instituição burguesa; eu considerava que ele codificava juridicamente e socializava uma relação que, sendo de amor, ligava duas pessoas no que elas tinham de menos social [...] Eu dizia: “O que nos prova que, em dez ou vinte anos, nosso pacto para a vida inteira corresponderá ao desejo do que teremos nos tornado?”

A sua reposta era incontornável: “Se você se une a alguém para a vida inteira, os dois estão pondo em comum sua vida e deixarão de fazer o que divide ou contraria a união. A construção do casal é um projeto comum aos dois, e vocês nunca terminarão de confirmá-lo, de adaptá-lo e de reorientá-lo em função das situações que forem mudando. Nós seremos o que fizermos juntos”. Era quase Sartre.

Naturalmente, o segredo está no sentido que se atribui ao termo “adaptá-lo”. Sartre e Simone de Beauvoir construíram uma vida em comum que se “adaptou” aos inúmeros casos que ambos tiveram fora da relação. O problema começa quando há desacordo a respeito das formas com que cada um dos cônjuges concebe a “adaptação”. É muito provável que um dos lados “se adapte” mais do que o outro... (MARCELO COELHO)

CARTA A D. - HISTORIA DE UM AMOR

Marcadores: , , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/16/2008 05:37:00 PM | | | Voltar

       

15 de Fevereiro de 2008

Vozes, Cultura e filosofia para todos os níveis

PublishNews - 15/02/2008
No próximo dia 25/02, às 19h30, a Livraria Cultura (Conjunto Nacional - Av. Paulista, 2.073 - SP - Tel: 11-3170-4033) e a Editora Vozes promovem noite de lançamento, autógrafo e palestra, no estilo do programa "Café Filosófico", com o escritor Mario Sergio Cortella. A palestra será totalmente aberta à participação do público e o autor se propõe a debater filosofia com a platéia seguindo a temática de seu livro Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre ética e gestão, obra recém chegada ao mercado e que tem agora seu lançamento oficial em São Paulo.


Mario Sergio Cortella
Duração: 03:30

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/15/2008 02:21:00 PM | | | Voltar


Lançamento literário desperta pensamento crítico no leitor

Obra da Editora Novo Conceito mostra que a reflexão é relevante no processo de desenvolvimento intelectual, embora pouco estimulada na educação tradicional

São Paulo – Desde a fase inicial de aprendizagem escolar até a juventude, as pessoas são culturalmente motivadas a aprender sobre tudo que lhes cerca – história, cultura, geografia, matemática. Tudo é lecionado para preparar o aluno no ingresso ao competitivo mercado de trabalho. Mas algo muito importante costuma ser deixado de lado. O exercício do pensamento crítico é matéria ausente nas grades escolares e faz com que o aluno e futuro cidadão tenha como verdade todas as leis, teorias e informações disponibilizadas pelos seus professores.

É esta a crítica que Alec Fisher faz em “A Lógica dos Verdadeiros Argumentos”, que traz uma maneira alternativa de raciocinar sobre as informações recebidas a todo instante e avaliar as evidências teóricas e clássicas já existentes sobre filosofia, política, mundo, cultura e até sobre a existência de Deus. Como afirma Fisher: “Aprendemos quase tudo o que sabemos de professores e especialistas. [...] no entanto, há a possibilidade de se confiar excessivamente nos especialistas, e essa abordagem ao ensino e ao conhecimento tende a encorajar uma postura de passividade e receptividade, ao invés de uma postura de inventividade e imaginação”.

Em suas 332 páginas, são feitas revisões de diversas reportagens publicadas na mídia sobre assuntos verídicos e marcantes de diferentes épocas, além de uma reconsideração pessoal do autor sobre citações de importantes pensadores como Thomas Malthus, Caspar Weinberger e Karl Marx.

O leitor vai encontrar ainda muitos testes e exercícios que o levam a praticar uma reflexão crítica, pois o autor garante que toda informação recebida posteriormente a esta leitura passará por uma seleção refinada antes de ser tomada como verdade.

A Lógica dos Verdadeiros Argumentos” é indicado para professores que desejam praticar um método de ensino alternativo aos seus aprendizes, fazendo com que eles tenham percepções críticas sobre as matérias estudadas ao longo de seu campo de estudo. É indicado também para os estudantes que não apenas desejam incorporar as mensagens transmitidas pelos seus docentes diariamente, mas que pretendem ir mais além destes ensinamentos.

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 2/15/2008 01:49:00 PM | | | Voltar

       

27 de Janeiro de 2008

Fuga ao real: incompreensões do público leitor, por Chico Lopes

Livrarias, claro, são dos meus ambientes favoritos, sejam elas grandes, espaçosas, iluminadas e recheadas de stands e cartazes, sejam pequenas, estreitas, cubículos como certos sebos, onde o cheiro de livros velhos já é um tremendo excitante. Mas, percebo que as livrarias de maior atração para o público, hoje em dia, não são exatamente lugares onde se pode conhecer os melhores e mais refinados leitores.
Como freqüentador, tenho tido a tristeza de constatar que quase não se procura mais livros de ficção mais refinados e incomuns e que o leitor já não se parece mais com um tipo decididamente culto com quem valha a pena conversar. Ele entra com idéia fixa na aquisição de algum livro que freqüenta a lista dos best-sellers (alguns mais rebarbativos levam até nas mãos para fazer suas compras), estrangeiros em maioria e destinados a entreter, tudo bem, mas dificilmente obras que poderão levar a reflexões maiores e mais interessantes sobre o mundo.
Quando um livro até bem corajoso como "Deus - Um delírio", de Richard Dawkins, faz sucesso, percebe-se que é menos pela força e a riqueza da argumentação do que pelo escândalo que vem suscitando um autor ateu confesso que ataca as religiões - grosso modo, é isso o que fisga o comprador superficial: um apetite pelo sensacionalismo. As razões que o levam a comprar um livro não são as melhores, infelizmente. É possível (e é mesmo observável) que muitos livros que se vem comprando a esse preço escandaloso na faixa dos 50 a 60 reais ou mais, acabem sendo pouco lidos e rapidamente negligenciados e encostados (há sebos com livros praticamente novos, deixados de lado por compradores apressados que não encontraram neles a excitação esperada).===>>> LEIA MAIS

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 1/27/2008 10:31:00 PM | | | Voltar

       

5 de Janeiro de 2008

Revista Verbo21 está sempre atualizada ...

O Conceito de “Pós-Moderno” ainda é atual?
Ensaio » Uma pergunta infernal e cheia de espinhos, que gera dúvidas, debates e questionamentos em muitos pensadores. Um mal-estar, como diria o sociólogo Zygmunt Bauman. Mas vamos (...). Dez, 2007

Marcadores: , , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 1/05/2008 11:33:00 AM | | | Voltar


Carreira x obra, qual é a tua?

Gazeta Mercantil - 02/01/2008 - por Marcelo Melo
Mario Sergio Cortella é alguém que sempre paro para ouvir, observar, alguém que conquistou o meu respeito, em artigos, aparições no vídeo, trabalhos públicos. Ouvir o Cortella é ter um sinônimo de serenidade, sua voz é didática sem ser chata, sua aparência equilibrada - ressalvo que nunca o encontrei pessoalmente. Seu novo livro, Qual é a tua obra? (Editora Vozes, 144pp., R$19,90), logo me chamou a atenção, o título é instigante, remete diretamente ao propósito. A leitura é agradável e rápida, na maior parte do tempo singela, por muitas vezes me perguntei se aquilo não era a auto-ajuda que tanto critico. Ainda um pouco hesitante, concluí que não. E aqui estou a escrever. O livro é dividido em três partes: gestão, liderança e ética. Dentro de cada patê temos textos curtos, histórias que vão exemplificando a visão do autor sobre os temas. >> Leia mais

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 1/05/2008 11:13:00 AM | | | Voltar

       

17 de Novembro de 2007

Revista de Filosofia lançada pela Pós-Graduação em Filosofia da PUC-PR.

O dossiê sobre Filosofia do Renascimento traz, inicialmente, à reflexão os nexos intrínsecos entre imagem e conceito ilustrados pela metáfora da caça no artigo “Imagem e conceito: a metáfora da caça na Filosofia da Renascença”, de Luiz Carlos Bombassaro. Em seguida, a ironia, os ditos espirituosos e os ensinamentos de Epicuro são abordados no artigo “O Epicurismo de Erasmo”, de Luiz Paulo Rouanet. Ainda do mesmo filósofo, Sidnei Francisco do Nascimento analisa as propostas de educação do príncipe cristão e das crianças, sob o título de “Erasmo de Roterdam e a educação humanista cristã”. Por fim, Antonio Valverde, em “Mitologia, alegoria e ateísmo prático”, discute a convergência e a separação entre mito e história, e apresenta a interpretação alegórica baconiana de alguns mitos gregos.
O artigo “Práxis de Jesus e práxis da libertação à luz do Anticristo, de Nietzsche”, de Edelcio Ottaviani, apresentado originalmente em videoconferência realizada sob os auspícios dos Programas de Estudos Pós- Graduados em Filosofia da PUCPR e da PUC-SP, considera as concepções em oposição e desliza a argumentação para o universo da práxis da Libertação concreta como autoformação do sujeito. De autoria de Vincenzo di Matteo, “Metafísica e metapsicologia em confronto: Aristóteles e Lacan no Seminário VII opera a retomada crítica da metafísica em vista da metapsicologia psicanalítica, pelo viés ético. Se um dos temas centrais da filosofia contemporânea segue sendo o transcendental, Alberto M. Onate debate-o sob Husserl e Heidegger, em “O lugar do transcendental”. Oportuno, o problema político-filosófico da igualdade é objeto de análise do artigo “Igualdade – trajetórias de uma noção no pensamento e no imaginário político”, de José D’Assunção Barros. E Jaqueline C. Rossi completa o quadro com “A terceira forma de si espiritual hegeliana ilustrada com personagens de Goethe”, ao apresentar e discutir pontos convergentes entre a Fenomenologia do Espírito, de Hegel, e Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister, de Goethe.
A edição encerra-se com as resenhas de Nietzsche e Freud: eterno retorno e compulsão à repetição, de Rogério Miranda de Almeida, editado pela Loyola, em 2005, escrita por Valéria Ghisi e Crítica da religião e sistema em Kant: um modelo de reconstrução racional do Cristianismo, de Jair Antônio Krassuski. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2005, escrita por Daniel Omar Perez e Jorge Vanderlei Costa da Conceição. (Editorial)

Marcadores: , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 11/17/2007 03:28:00 PM | | | Voltar


Café filosófico com viés terapêutico, em Uberlândia/MG

Tema:  Bibliografia filosófica com viés terapêutico:

Um Café para Sócrates: como a filosofia pode ajudar a compreender o mundo de hoje, Marc Sautet

Local: Av. Afonso Pena, 547, sala 122 - centro - Uberlândia
data: 22/11/07 (5ª feira)
horário: 19:00 h.
reserve seu lugar: 9661-2691

'Levar a filosofia ao grande público'. 'Colocar a filosofia na rua, mesclada à vida de cada um'. Estes poderiam ser os motes deste livro do francês Marc Sautet, que, na qualidade de filósofo político, não é especialista em filosofia moral, assegurando uma leitura agradável e acessível a todos. Seus méritos estão não só em trazer as questões filosóficas ao debate aberto e público, ao ar livre, como na 'ágora' socrática - ele inaugurou , em 1992, no Café des Phares, em Paris, o primeiro destes locais - como o de ter sido o pioneiro em criar um consultório para atendimento de pessoas angustiadas com os problemas do final de milênio. Sautet consegue reinvestir na filosofia numa época em que esta parecia destinada aos limites da pesquisa acadêmica, resgatando a origem grega da palavra e libertando-a dos limites da universidade.

Marcadores: , , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 11/17/2007 12:07:00 PM | | | Voltar

       

9 de Novembro de 2007

Sérgio Britto apresenta 'Jung e Eu' em Curitiba

clip_image001A Caixa Cultural de Curitiba apresenta neste fim de semana a peça "Jung e Eu", monólogo estrelado pelo ator Sérgio Britto. Com três apresentações na capital paranaense (dias 9, 10 e 11), o público curitibano ganha três boas oportunidades para conferir em cena um dos principais nomes da história do teatro brasileiro.

"Jung e Eu" traz Sérgio Britto na interpretação do personagem Leonardo Svoba, um ator shakespeariano que já passou dos 80 anos. Exigente, pretensioso e sem perspectiva de um novo trabalho, ele liga para o amigo e dramaturgo Oscar em busca de um novo papel. O dramaturgo sugere a figura do célebre psicólogo suíço Carl Gustav Jung (1875-1961) e Svoba, que nunca se interessou por psicologia, filosofia ou temas do gênero, apesar de no início ficar em dúvida, acaba se entregando ao projeto.

O espetáculo solo tem texto de Domingos Oliveira e Giselle Falbo Kosovski A direção fica por conta também de Domingos Oliveira. "Não me preocupei em contar a história de Jung, mas sim em deixar a imaginação viajar. A peça abre com Jung em cena dizendo para a platéia: estamos num sonho. Não estamos sonhando, estamos sendo sonhados pelo ator Leonardo Svoba. Nós de teatro sabemos e temos dentro de nós tudo o que o Jung falou escandalizando o mundo. Ou seja, os valores da intuição, a ocorrência das coincidências, o inconsciente coletivo, tudo isso está dentro de nós", contextualiza Domingos Oliveira. (assessoria de imprensa da CAIXA)

Serviço:
Espetáculo: "Jung e Eu", com Sergio Britto
Onde: Caixa Cultural, Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II
Quando: 9, 10 e 11 de novembro //  21h (sexta e sábado) 19h (domingo)
Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (clientes, idosos e estudantes)

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 11/09/2007 01:37:00 PM | | | Voltar

       

28 de Outubro de 2007

Metáfora da fluidez

"Depois da Teoria", comecei a estudar Bauman, um sociólogo polonês, que inaugurou, em "Modernidade Líquida", um novo conceito para a chamada "pós-modernidade". O conceito de "modernidade líquida" vem daquilo que o autor considera uma "fluidez" presente na atual modernidade que, em oposição à solidez da modernidade experimentada em momento anterior. Não sei se a modernidade anterior era tão sólida assim, mas esta modernidade que experimentamos agora, especialmente após a queda do Muro (mais uma metáfora) é mais propensa a mudanças, alterações, descartes e mutações.

Outro conceito de Bauman que tenho me deleitado é a metáfora do estranho, aquele que cruza as fronteiras estabelicidas pelo olhar moderno, é um conceito interessante; ela articula o conceito de estigma com o de estranho como uma possibilidade de defesa de tal olhar diante de sua própria destruição e aniquilamento.

Veja que o caso padre Júlio nos fornece inúmeros elementos de estranhamento e ambivalências, especialmente quanto à relativização dos valores, da estetização da vida. Veja que a vida vale pela estética e pela imagem que produz, que coloca no grande hipermercado da mídia. para o consumo de uma sociedade com valores relativizados. O homem que denuncia um crime do qual é vítima passa a ser duplamente vítima do aparelho policial e da mídia, pois sua vida é escancarada e vilipendiada. Aparecem "do nada" pessoas que dizem saber de coisas "criminosas" praticadas pela vítima anos passados. Mas por que ficaram todos estes anos calados? A defesa dos acusados é uma falácia de Shopenhauer, desqualificar a vítima, torná-la mais criminosa que a conduta dos acusados, é óbvio, mas a "vitrine", na sua ambivalência, torna mais sensacional a vida da vítima aos olhos do "hipermercado". Não é estranho? Não causa um certo estranhamento, pois não sabemos qual a verdade, e, a mídia não nos transmite a verdade, apenas coloca os "fatos" na prateleira para o nosso consumo.

Marcadores: , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/28/2007 08:26:00 PM | | | Voltar


Tempo Social: entrevista com Zygmunt Bauman

Estou estudando Zygmunt Bauman, um excelente autor que dá fundamento para reformular minhas reflexões e me dá subsídios filosófico-culturais para a consciência crítica. Penso em publicar minhas reflexões. Haja tempo! Antes de tudo: apresento-lhes Zymunt Bauman, numa entrevista de Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke:

Um renomado periódico espanhol referiu-se recentemente a Zygmunt Bauman como um dos poucos sociólogos contemporâneos "nos quais ainda se encontram idéias". Opinião semelhante é freqüentemente exposta por críticos de várias partes do mundo quando refletem sobre o pensamento desse intelectual polonês radicado na Inglaterra desde 1971 e empenhado há meio século em "traduzir o mundo em textos", como diz um deles. Indiferente às fronteiras disciplinares, Bauman é um dos líderes da chamada "sociologia humanística", ao lado de Peter Berger, Thomas Luckmann e John O'Neill, entre outros. De um lado, não se encontram em suas obras abstrações ou análises e levantamentos estatísticos; de outro, são ali aproveitadas quaisquer idéias e abordagens que possam ajudá-lo na tarefa de compreender a complexidade e a diversidade da vida humana. Essa é uma das razões pelas quais Bauman tem muito a dizer para uma gama de leitores muito maior do que normalmente se espera de um trabalho de sociologia mais convencional, o que condiz com suas próprias ambições de atingir um público composto de pessoas comuns "esforçando-se para ser humanas" num mundo mais e mais desumano. Como ele gosta de insistir, seu objetivo é mostrar a seus leitores que o mundo pode ser diferente e melhor do que é.

Descrito certa vez como "profeta da pós-modernidade" (com o que não concorda), por suas reflexões sobre as condições do mundo da "modernidade líquida", os temas abordados por Bauman tendem a ser amplos, variados e especialmente focalizados na vida cotidiana de homens e mulheres comuns. Holocausto, globalização, sociedade de consumo, amor, comunidade, individualidade são algumas das questões de que trata, sempre salientando a dimensão ética e humanitária que deve nortear tudo o que diz respeito à condição humana. Preocupado com a sina dos oprimidos, Bauman é uma das vozes a permanentemente questionar a ação dos governos neoliberais que promovem e estimulam as chamadas forças do mercado, ao mesmo tempo em que abdicam da responsabilidade de promover a justiça social. "Hoje em dia", lamenta ele, "os maiores obstáculos para a justiça social não são as intenções... invasivas do Estado, mas sua crescente impotência, ajudada e apoiada todos os dias pelo credo que oficialmente adota: o de que 'não há alternativa'". É nesse quadro que se pode entender sua afirmação de que "esse nosso mundo" precisa do socialismo como nunca antes. Mas o socialismo de que Bauman fala, como insiste em esclarecer, não se opõe "a nenhum modelo de sociedade, sob a condição de que essa sociedade teste permanentemente sua habilidade de corrigir as injustiças e de aliviar os sofrimentos que ela própria causou". É nesse sentido que ele define o socialismo como "uma faca afiada prensada contra as flagrantes injustiças da sociedade".

Nascido na Posnânia em 1925, Bauman escapou dos horrores do holocausto que aguardavam os judeus poloneses na Segunda Guerra Mundial ao fugir com sua família para a Rússia, em 1939. De lá voltou após a guerra, quando se filiou ao partido comunista, estudou na Universidade de Varsóvia e conheceu Janina, com quem está casado há 55 anos e com quem teve três filhas: Anna (matemática), Lydia (pintora) e Irena (arquiteta).

Confiantes e animados pelo sonho de criar uma sociedade mais justa e igualitária, Zygmunt e Janina ali construíram suas carreiras (ele como professor da Universidade de Varsóvia e ela como editora de roteiros cinematográficos) e criaram sua família, até que uma nova onda de anti-semitismo e repressão esmagou seus sonhos e os forçou ao exílio. Após três anos em Israel, o convite para o cargo de chefe do departamento de sociologia na Universidade de Leeds trouxe Bauman e sua esposa à Inglaterra, onde permanecem até hoje.

Gentil, modesto e reservado, Zygmunt Bauman aceitou prontamente ser entrevistado para o público do Brasil, país que pouco conhece e onde esteve uma única vez há vários anos, para um congresso de sociologia no Rio de Janeiro. Pelas notícias que ouve do país, o que o impressiona é a desumanidade de cidades como São Paulo, por exemplo, uma cidade que, como diz, com sua abundância de muros ao redor de residências, prédios, parques etc., mostra "o lado mais brutal e inescrupuloso das tendências segregadoras e exclusivistas" das cidades metropolitanas. O fato de os brasileiros despenderem "4,5 bilhões de dólares por ano em segurança privada" só acresce a desumanidade de um quadro que considera sintomático da realidade mundial.

Bauman recebeu-me em Leeds, na confortável casa onde mora desde que ali chegou, há mais de trinta anos. "Naquela época achei a cidade horrível, imunda", disse-me Janina, comentando a mudança dos últimos tempos, que transformou Leeds de um sujo centro industrial em uma cidade bonita, verdejante e cheia de vida.

Extremamente hospitaleiro (algo muito próprio dos europeus do Leste, como dizem), Bauman entremeou reflexões sobre sua obra e sua vida com idas à cozinha para servir chá quente e com oferecimentos insistentes de caprichados canapés de salmão e outros petiscos cuidadosamente dispostos na pequena mesa de sua biblioteca.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702004000100015&lng=en&nrm=iso

Marcadores: , , , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/28/2007 03:04:00 PM | | | Voltar

       

23 de Outubro de 2007

Um encontro com o estudo da Complexidade

Os mistérios do homem sempre foram “motor” para muitos filósofos e pensadores, que vêem nele [como em si mesmos] buscas e inquietações. Tudo isso existe no “Conhecimento Complexo”, teoria do filósofo francês Edgar Morin*-, e tema da nossa palestra. Hoje, após conviver por longos anos com um mundo freqüentado por Morin e outros estudiosos do Pensamento Complexo e outras teorias modernas, Octavio Costa** inicia uma etapa importante de sua vida: dividir o conhecimento com outras pessoas. Nessa palestra, e em outras ocasiões.

Rio de Janeiro, 07/novembro/2007 – de 19 às 22 H.
BQ – Rua São José 40/4º andar – Castelo
Estação Metrô Carioca
Palestra, Coffe-break - Debate

Informações: elianamora@uol.com.br

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/23/2007 08:53:00 PM | | | Voltar

       

21 de Outubro de 2007

Vamos pregar sobre sexo, na bacia das almas

O horror que cristãos de todas as estirpes nutrem ainda contra o corpo, contra o prazer sensorial e contra a sexualidade não se origina na herança da Bíblia hebraica, na tradição dos apóstolos ou no ensino de Jesus. Ao contrário: nosso pessimismo sexual não tem suas raízes na tradição bíblica, mas na influência exercida pelos filósofos estóicos e gnósticos sobre os cristãos dos quatro primeiros séculos.

Os filósofos estóicos prescreviam o controle completo da vontade sobre as paixões e as emoções. Seu ideal de humanidade era em tudo semelhante ao personagem Dr. Spock da série Jornada nas Estrelas original: um homem que busca honestamente a virtude, mas desconhece o tráfico, tipicamente humano, com as frustrações e os prazeres. Dos estóicos (como Sêneca, tutor de Nero) herdamos a hipervalorização do celibato e a idéia da abstinência dentro do casamento como coisa virtuosa. Os estóicos ensinaram-nos a noção extrabíblica de que todo prazer sensorial é uma ameaça e uma tentação, e que portanto a única atividade sexual legítima é a que visa a procriação.

Os gnósticos, por sua vez, criam que o mundo físico não era obra de um Deus bom, mas de demônios, e que a incorpórea alma humana era a única centelha de verdadeira luz neste lodaçal de matéria. Dos gnósticos herdamos o desprezo pelo corpo, a demonização da matéria, o desprezo pela experiência sensorial e a hipervalorização do ascetismo (Paulo Brabo). +++++

Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/21/2007 08:16:00 PM | | | Voltar

       

17 de Outubro de 2007

Hans Küng no Rio de Janeiro: dia 25 DE OUTUBRO – QUINTA-FEIRA


Professor Hans Küng estará no Rio de Janeiro - RJ - às 18:30 - Conferência "RELIGIÃO E CIÊNCIA" - 25 DE OUTUBRO - QUINTA-FEIRA


Hans Küng é um teólogo que tem as marcas de uma cultura teológica invejável, que o identifica com teólogos como Karl Rahner, Yves Congar e o reformado Karl Barth. Ao celebrar seu jubileu de ordenação, fez uma conferência na Alemanha, publicada sob o título Por que ainda ser cristão hoje?. Importante teólogo católico romano, tornou-se conhecido por suas posições diante da infalibilidade papal, do celibato obrigatório, da ordenação de mulheres e do ecumenismo. Tem um número vasto de livros e artigos, publicados em diferentes línguas.
Nasceu em 19 de Março de 1928 em Sursee, cantão de Lucerna, Suíça. Estudou na Universidade Gregoriana em Roma e em Paris, sendo ordenado sacerdote em 1954. Em 1957 concluiu seu doutoramento em teologia.
Tornou-se professor de teologia da Universidade de Tübingen ( 1960- 1996) na Alemanha, onde também dirigiu o Instituto de Pesquisas Ecumênicas, a partir de 1963. Teve papel significativo no Concílio Vaticano II. Pouco antes escrevera um livro com o título Concílio e volta à unidade. Um dossiê contra ele, iniciado em 1957, foi interrompido pela nomeação como peritus (consultor teológico) pelo Papa João XXIII, condição a partir da qual ajudou na redação de conclusões do Concílio que renovaram áreas fundamentais da pastoral e das práticas católicas. Logo após a conclusão do Concílio, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé retomou o dossiê e abriu um processo para cassar a cátedra de Küng e tentar impedir a publicação de seus livros. Em 1979, teve cassada sua licença para lecionar teologia católica (missio canônica). Só não foi afastado da docência teológica de Tübingen, por causa da legislação alemã, dedicando-se ao ensino de Teologia Ecumênica. Pôde continuar seus estudos sobre ecumenismo. Aposentou-se como professor em 1996 e a seguir foi eleito presidente da Fundação Ética Global (Weltethos), de Tübigen.
Prosseguiu sua tarefa esclarecedora, empreendendo dois grandes projetos: tratar da situação religiosa atual e de uma ética global. Realizou estudos sobre as tradições cristã, judaica, islâmica, hinduísta e budista e publicou obras sobre a ética mundial. "A globalização requer uma ética mundial que supere as linhas de conflito entre nações, povos e religiões. Se a globalização for apenas um instrumento para a maximização dos lucros, preparem-se para uma séria crise social".


Local: Teatro João Theotonio - Rua da Assembléia 10, subsolo, Centro
Universidade Candido Mendes - Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião / Centro Alceu Amoroso para a Liberdade


Marcadores: , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/17/2007 08:26:00 PM | | | Voltar

       

9 de Outubro de 2007

O fim do mundo sob a ótica filosófica


Pois bem, dizem que o mundo vai acabar! Culpa de Prometeu, que roubou fogo divino e entregou-o nas mãos dos homens (e ainda querem culpar Pandora). Apolo e as Musas inspiraram-me a escrever esta série (que Minerva vos auxilie). Além disso, Plutão (Hades) liberou as sombras mais ilustres que vivem no Érebos, a fim de que pudessem falar um pouco acerca disto.......


Sócrates
Tudo que sei é que nada sei sobre o fim do mundo. Você, que é a personificação da própria inteligência, poderia me dizer como o mundo acabará?


Kierkegaard
Para quem está morrendo hoje, não interessa o fim do mundo, e, para quem está vivo, do que adianta saber sobre o fim do mundo, se um dia todo homem vai morrer mesmo?


Sartre
Se o mundo vai acabar ou não, não faz sentido. Tudo é absurdo.


Inteligência Artificial Intelectual (Filosófo do futuro)
Você tem alguns minutos para fazer um backup, antes que o mundo acabe.
Ops! Tem um erro aqui, nunca estive no Hades, nunca estive no Hades, nunca estive no Hades ...


Leia mais +++++++ (Roberta Brossard)


Marcadores: , ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/09/2007 09:00:00 PM | | | Voltar

       

6 de Outubro de 2007

Multidão de mundos, por Manuel da Costa Pinto.


--------------------------------------------------------------------------------
"Reviravolta" utiliza modelos da inteligência artificial e da ficção científica para expor a irrealidade da vida cotidiana
--------------------------------------------------------------------------------

"REVIRAVOLTA" é o romance de um autor mais conhecido por trabalhos de teoria literária e pelo resgate da obra de Vilém Flusser (pensador tcheco que viveu no Brasil e adotou o português como idioma filosófico). Organizador de seus ensaios para a editora Annablume, Gustavo Bernardo não é um "discípulo", mas assimila suas idéias com o distanciamento irônico que só a ficção permite.
"A nossa imaginação (...) pode ultrapassar de muito as grades daquilo que chamamos de "realidade" e estabelecer, além, uma multidão de mundos. Esses mundos imaginários serão tão consistentes, ou mais, do que o mundo da "realidade", desde que nossa imaginação criadora de mundos seja informada pelo rigor do nosso intelecto. Imaginação rigorosa é a mola mestra da atividade criadora. O mundo da "realidade" não passa de uma criação da imaginação imperfeitamente rigorosa."
A passagem está num dos ensaios de Flusser em "Ficções Filosóficas" (Edusp). Poderia estar em "Reviravolta", cujo mérito consiste justamente em injetar rigor numa fantasia futurista. ++++++++


Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/06/2007 03:19:00 PM | | | Voltar

       

3 de Outubro de 2007

Somos todos um pouco gregos


'O calcanhar do Aquiles' é um livro que reconta, em linguagem acessível e bem-humorada, as passagens mais curiosas da história e da mitologia grega. O texto passeia pelos heróis, pelos mitos e, claro, pelo legado deixado pela Grécia Antiga à civilização ocidental.


Qualquer pessoa deste lado do mundo, da chamada civilização ocidental, tem um pé (ou até mesmo os dois) na Grécia Antiga. Isso porque foi lá, naquele pequeno território há milhares de anos, que surgiram as bases de um conhecimento coletivo que ainda partilhamos em áreas como a filosofia, a medicina, a astronomia, a matemática e as artes. Mas a sociedade grega não era formada apenas por pensadores e suas elucubrações filosóficas. No correr dos dias comuns, eles dedicavam-se a assuntos bem mais mundanos. Essa mistura, da qual ainda faz parte uma mitologia de significados inesgotáveis, é a marca do povo grego. É isso tudo que o jornalista Duda Teixeira nos conta no livro O calcanhar do Aquiles (Arquipélago editorial, 224 pp., R$ 34), com ilustrações de Gilmar Fraga.


Marcadores: ,

Primeira Página
Link permanente  - publicado por VerdesTrigos @ 10/03/2007 08:00:00 PM | | | Voltar

       

25 de Setembro de 2007

modernidade e globalização: Uma entrevista interessante a Zygmunt Bauman


Um dos mais importantes compositores brasileiros, Chico Buarque de Holanda, afirmou que "uma nação grande e forte é perigosa, mas que uma nação grande, forte e ignorante é ainda mais perigosa". Ter uma nação grande, forte e ignorante no comando do mundo como parecem ser os Estados Unidos da Era Bush não pode acirrar ainda mais o "refugo" dos seres humanos?

BAUMAN:
Lamento não conhecer Chico Buarque: ele toca no cerne da questão. Até onde vai a situação de nosso planeta com um único superpoder, confundido e subjugado pela ilusão de sua repentina ilimitada liberdade? A elevação súbita dos Estados Unidos à posição de superpotência absoluta e uma incontestada hegemonia mundial pegou líderes políticos americanos e formadores de opinião desprevenidos. É muito cedo para declarar a natureza deste novo império e generalizar seu impacto no planeta. Seu comportamento é, possivelmente, o fator mais importante da incerteza definida como "Nova Desordem Mundial". Um império estabelecido pela guerra tem que se manter por guerras. Acabamos de ver isso no Iraque, apesar de todos saberem que era óbvio que bombardear e invadir o país não aniquilaria o terrorismo.


No Brasil, temos uma expressão muito popular, "jeitinho brasileiro", que representa a capacidade do povo de superar adversidades, sejam elas pequenos problemas do cotidiano ou não. O senhor acredita que há nações com seres "redundantes" que saibam sobreviver melhor do que outros?


BAUMAN:
O que vocês chamam de "jeitinho brasileiro" é a maneira que a modernização nos obrigou a reagir. Um dos resultados cruciais da modernização é a dependência dos processos da vida humana pelos "jeitinhos". Isso implica o outro lado da mesma moeda: a vulnerabilidade crescente dos legítimos modos instruídos de viver.

</