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27 de Agosto de 2008

João Pereira Coutinho: A Literatura da Política - IICS

A Literatura da Política
Porque a política é também uma arte
Prof. João Pereira Coutinho
06 aulas, dias 23, 24, 28, 29, 30 e 31 de outubro, das 19h30 às 22hs.

 

Partindo do pensamento de Michael Oakeshott, o curso irá explorar a dimensão teórica e literária da política da fé e da política do ceticismo, tal como apresentadas na obra The Politics of Faith and the Politics of Scepticism. Iremos argumentar que os pólos em que se articulam a prática e o discurso políticos da época moderna, longe de se constituirem como um património da Teoria Política, permitem uma abertura à tradição literária e artística do Ocidente, que a enriquece e a clarifica.

Assim, as sessões serão articuladas da seguinte forma:

1. Apresentação da política da fé e da política do ceticismo em Michael Oakeshott.

2. Francis Bacon e Michel de Montaigne como paradigmas da política da fé e da política do ceticismo.

3. Edmund Burke e William Shakespeare: a importância das "compungidas visitas da Natureza"

4. Monistas e pluralistas: Isaiah Berlin e a apologia de Ivan Turgeniev

5. O ópio dos intelectuais: Raymond Aron e Jean-Paul Sartre

6. Bernard Williams, Paul Gauguin e Joseph Conrad: uma reflexão sobre a contingência

http://www.ceu.org.br/novo/evento_view.php?id=10

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24 de Agosto de 2008

CRIADORES DE MANTRAS - ENSAIOS E CONFERENCIAS, de Anderson Braga Horta

Criadores de MantrasA exemplo do belo De Poetas e de Poesia, do grande Manuel Bandeira, é de bons versos e inspirados artistas que se compõe a matéria deste Criadores de Mantras, com que o poeta Anderson Braga Horta continua a dar mostras de sua outra face de comentarista perspicaz no vasto campo de sua predileção. E é com crescente prazer, para ele como para nós, que o autor nos leva a percorrer ao longo de quase 400 páginas, um panorama crítico-amoroso de nossa poesia mais representativa, desde o Romantismo até os nossos dias, no qual estão presentes nomes como os de Álvares de Azevedo, Cruz e Sousa e Alphonsus, Augusto dos Anjos e Schmidt, Bandeira e Drummond, entre outros de mérito comparável. São poetas e poemas não só da afeição de Anderson como da nossa, que honram qualquer literatura e que devem ser sempre lembrados.

Anderson Braga Horta – Carangola, MG, 17.11.1934. Ginásio em Goiânia, GO, e Manhumirim, MG; Clássico em Leopoldina, MG; Faculdade Nacional de Direito, Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, 1959. Em Brasília desde 1960, fez o primeiro vestibular da UnB, onde iniciou o Curso de Letras Brasileiras. Diretor Legislativo da Câmara dos Deputados, aposentado — Professor de Português – Co-fundador da Associação Nacional de Escritores, de que foi secretário-geral, do Clube de Poesia de Brasília e de seu sucessor, o Clube de Poesia e Crítica, de que foi presidente, e da Associação Profissional, depois Sindicato dos Escritores do Distrito Federal — Membro da Academia Brasiliense de Letras, de que foi 1.º-secretário, e da Academia de Letras do Brasil, de que foi 2.º-secretário.

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21 de Agosto de 2008

Venenos de Deus, Remédios do Diabo, Mia Couto

Tons mais sóbrios marcam a paisagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo, o romance recém-lançado de Mia Couto. Sob uma névoa que agora batiza e cobre uma vila africana, as intimidades dos habitantes silenciam, debaixo de pequenas mentiras, saberes que não mentem. Cada sonho é um modo de esquivar-se de um presente de poucas distrações. São breves os arredores de Vila Cacimba, porém, dentro da casa de D. Munda e Bartolomeu Sozinho, uma geografia se desdobra em distâncias. Além dos devaneios da memória, que adoecem de melancolia esse universo entre quatro paredes onde se concentra a narrativa, uma epidemia contamina as redondezas da vila, convertendo os soldados em "tresandarilhos".

Encarregado de conter a doença, que os moradores do lugarejo atribuem a um "mau-olhado", o médico português Sidônio Rosa esconde outro motivo para estar ali, uma saudade chamada Deolinda. O nome dessa mulata atravessa o livro como uma segunda neblina, uma sombra que acompanha seus personagens, miscigenando lembranças de um passado cujo verdadeiro nome é o de uma terra perdida. Sidônio não esquece o caso de amor que teve com a mulata durante um congresso em Lisboa, e viaja à sua procura, no fundo, para resgatar a si mesmo. Os velhos Bartolomeu e D. Munda tampouco esquecem Deolinda, que partiu "para fora" deixando na casa a ausência de uma filha. Aqui tem início a travessia do romance, nas visitas diárias que Sidônio faz a Bartolomeu, para tratá-lo de tristezas tão venenosas quanto a epidemia da vila. (© Mariana Ianelli - Publicado no Rascunho, Via Blog ArdoTEmpo).

Bartolomeu Sozinho é um velho mecânico naval moçambicano aposentado do trabalho, mas não dos sonhos ardentes e dos pesadelos ressentidos que elabora em seu escuro quarto de doente terminal. Ele é atendido em domicílio por Sidónio Rosa, médico português. A narrativa entrelaça a vida de Bartolomeu, de sua mulher, Munda, da ausente e quase mitológica Deolinda, filha do casal, do dedicado Doutor Sidonho, bem como de Suacelência, o suarento e corrupto administrador de Vila Cacimba, um lugarejo imerso em poeira e cacimbas (neblinas) enganadoras. São vidas feitas de mentiras e ilusões que tornam difícil diferenciar o sonho da realidade. Em 'Venenos de Deus, Remédios do Diabo', o autor moçambicano confronta verdades e mentiras na história de um médico português e seu paciente africano, ligados pelo destino de uma misteriosa mulher.

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11 de Agosto de 2008

Lançamento: 'Viver é Coisa Perigosa', de Guilherme Schelb.

Viver é coisa PerigosaEste livro é resultado da análise de centenas de investigações criminais, onde foram identificadas situações de risco que podem ocorrer com qualquer pessoa, inclusive você. Pessoas honestas foram envolvidas em processos criminais porque não tiveram cuidado em seus relacionamentos. Você vai receber orientações práticas para identificar comportamentos e ambientes de risco e para alcançar soluções pacíficas em conflitos pessoais e profissionais. O autor é Procurador da República e responsável por investigações criminais de repercussão nacional e internacional como: operação Anaconda, operação Vampiro, operação Guerrilha do Araguaia e o escândalo do painel do Senado Federal.

Guilherme Schelb é Procurador da República, mestre em Direito Constitucional e especialista em segurança pública. Sua experiência profissional e em investigações de grande repercussão é traduzida neste livro, cujo principal objetivo é ajudar você a desenvolver a capacidade de prevenir e resolver conflitos pessoais, profissionais e familiares. 
A partir da análise de mais de 10.000 horas de interceptações telefônicas em investigações criminais, foram identificadas centenas de situações de risco que podem ocorrer com qualquer pessoa. É preciso saber que não basta ser honesto, mas também evitar a aparência de desonesto! Com essa finalidade, o autor propõe estratégias para identificar ambientes perigosos, comportamentos suspeitos e relacionamentos de risco em sua vida.

Editado por Thesaurus, 1a edição, 2008, 152 páginas.

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O Mago, nova pedra no sapato da Planeta

O Globo - 09/08/2008 - por André Miranda, Mànya Millen e Rachel Bertol

Menos de dois anos depois de a Editora Planeta ter tido problemas com a biografia que publicou - Roberto Carlos em detalhes —, é a vez de O Mago, sobre Paulo Coelho, escrita pelo jornalista Fernando Morais, estar na berlinda. Na semana passada, o acadêmico Celso Lafer, citado na biografia, começou a repassar a pessoas próximas um e-mail com cópia do documento de notificação extrajudicial que enviou à editora em julho, pedindo uma retratação pública e a correção do livro. A notificação se refere ao trecho em que Morais diz que o gabinete de Lafer no Itamaraty, então ministro de Relações Exteriores, virou um “bunker” para cabalar votos a favor de Helio Jaguaribe, que disputava com Paulo Coelho vaga na Academia Brasileira de Letras. “Eu não retiro nada do que está no livro”, diz Morais Segundo o livro, Lafer - que ainda não tinha sido eleito imortal - chegou a oferecer “viagens, convites e medalhas” a acadêmicos em troca de votos.

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9 de Agosto de 2008

USP realiza a III Semana Temática da Oceanografia

A III Semana Temática da Oceanografia (III STO) - Oceanografia e o Panorama Atual – que acontecerá entre os dias 25 a 29 de agosto, é organizada por alunos de graduação do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.

O evento é uma realização do Centro Acadêmico Panthalassa IO-USP e conta com o apoio do próprio Instituto, tendo como programa apresentar aos participantes o panorama atual da ciência da Oceanografia e discutir sua importância e perspectivas quanto a pesquisas e mercado de trabalho.

A III STO é elaborada para prover informação e troca de experiências para estudantes e profissionais da área de Oceanografia e de outras áreas que estejam envolvidas direta ou indiretamente com as áreas costeiras e oceânicas além de alunos do ensino médio e de cursos pré-vestibulares.

Mini-Cursos; Micro-Cursos; Oficinas e Palestras com acadêmicos e personalidades de diversas universidades e instituições relacionadas a área, assim como a novidade deste ano, oferecendo oficinas e palestras das áreas diversas do saber, derrubando os conservadores "muros da academia".

A programação completa está no site do instituto: www.io.usp.br/sto

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11 de Julho de 2008

Simpósio Tessituras Judaicas: diálogo e intertextualidade

XI CONGRESSO INTERNACIONAL ABRALIC/2008 - DESTAQUES

1-Conferência: Profa. Dra. Berta Waldman: A memória vicária em Ver: amor de David Grossman
Local:
Prédio da FAU [Faculdade de Arquitetura e Urbanismo] sala 801, dia 16/7, às 9 horas.

2 - Programação do Simpósio Tessituras Judaicas na Abralic
Local:
Universidade de São Paulo  - Período: 13 a 17 de julho de 2008 - Tema: Tessituras, interações, convergências - Subtema: Literatura, dialogismo, intertextualidade - Simpósio: Tessituras judaicas: dialogismo e intertextualidade - Coordenadoras: Profª. Drª. Nancy Rozenchan (USP) e Profª. Drª. Lyslei Nascimento (UFMG)

Ementa: O signo judaico, tal como ele se inscreve na literatura, desdobra-se em imagens, metáforas, símbolos. A reflexão sobre a linguagem e a memória, os acirrados debates sobre identidade e nação, além do jogo de vozes entre a tradição religiosa, argumentativa, e a reescrita ficcional, alcançam, no signo judaico, sua mais contundente configuração. Mesmo fora do contexto estritamente judaico de produção literária, sua herança simbólica permeia, de forma significativa, os estudos literários. A rede que se estabelece, então, entre literatura, história, filosofia, religião e arte, torna-se um campo a cada dia mais instigante de investigação textual. A concepção do Livro e suas relações com o texto, por exemplo, além da idéia de pátria portátil e encadernada que a Bíblia e o Talmud representam, os vestígios da tradição rabínica e religiosa que, vez por outra, emergem na literatura secular, fora do seu contexto, em franco diálogo com a construção mítica ou sagrada do texto, trazem, para a ficção, nuances, vieses e contrapontos dos mais produtivos.  O objetivo deste simpósio é, no âmbito do XI Congresso Internacional da Abralic, promover um espaço de reflexão e crítica de “tessituras judaicas” e suas inúmeras possibilidades de significação, entre o dialogismo e a intertextualidade, tendo como espaço privilegiado de discussão, a literatura.

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7 de Julho de 2008

'Tenho orgulho de meu passado de guerrilheiro', diz Pepetela

Folha de S. Paulo - 06/07/2008 - por Marcos Strecker
"Tenho orgulho de meu passado de guerrilheiro, de ter participado da guerra pela libertação de Angola", disse o escritor Pepetela (pseudônimo de Artur Pestana) neste sábado na Flip. Ele participou da mesa "Guerra e Paz" com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, que está lançando Meio sol amarelo (Companhia das Letras, 504 pp., R$ 55 - Trad. Beth Vieira), romance épico já traduzido em 27 línguas que tem como pano de fundo a Guerra da Biafra. O autor angolano, que já venceu o prestigioso Prêmio Camões, leu trecho de Predadores (Língua Geral, 552 pp., R$ 45), em que personagens do livro mostram influência das telenovelas brasileiras e de Jorge Amado. Enquanto Pepetela lembrou seu passado na luta armada ("difícil imaginar Pepetela segurando uma arma", disse o mediador, o escritor angolano José Eduardo Agualusa), a autora nigeriana, que nasceu depois de a guerra ter terminado em seu país, disse que não vivenciou o conflito, mas cresceu marcada por ele ("vivia perguntado para os parentes e tomava nota de tudo"). >> Leia mais

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Escritores da Flip vêm a São Paulo para debates e palestras

Folha de S. Paulo - 07/07/2008
Pegando carona na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), que terminou neste domingo, São Paulo terá a presença de vários de seus convidados na cidade. Nesta segunda-feira, às 15h, o dramaturgo tcheco radicado na Inglaterra Tom Stoppard dará entrevista ao dramaturgo Aimar Labaki, no Centro Brasileiro Britânico (Rua Ferreira de Araújo, 741. Tel.: 11-3095-4466; grátis). Mais informações no endereço site. Também nesta segunda, às 19h30, a Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915. Tel. 11-3814-5811) realiza um encontro com o escritor e psicanalista francês Pierre Bayard e os angolanos Pepetela e José Eduardo Agualusa. O americano Nathan Englander, Bernardo Ajzenberg e o rabino Nilton Bonder participam de bate-papo nesta segunda, às 20h30, no Centro de Cultura Judaica (Rua Oscar Freire, 2.500. Tel: 11-3065-4333). [Clique aqui e veja a programação]. >> Leia mais

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6 de Julho de 2008

Cineasta Sílvio Tendler debate o tema '1968: Cenas da Rebeldia'

FORTALEZA – O renomado cineasta carioca Sílvio Tendler será a figura central de debate sobre o tema “1968: Cenas da Rebeldia”, dentro do programa Papo XXI, a realizar-se na próxima terça-feira, 8, às 19 horas, no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 – 2º andar – Centro – fone: (85) 3464.3108). A entrada é franca.

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