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12 de Maio de 2008

ABL abre inscrições para Prêmio Afrânio Coutinho 2008

A Academia Brasileira de Letras e a PETROBRAS se inspiraram no centenário de morte de um dos maiores expoentes da literatura brasileira para realizar a segunda edição do Prêmio Afrânio Coutinho. Este ano, o tema é Machado de Assis: o crítico literário.

De 29 de abril a 29 de setembro, universitários, jornalistas, professores da área de ciências humanas, pesquisadores e usuários que tenham registro na Biblioteca Rodolfo Garcia poderão se inscrever no portal da ABL ou na própria BRG.

Os três melhores trabalhos receberão, respectivamente, R$ 10 mil (dez mil Reais), R$ 6 mil (seis mil Reais) e R$ 3 mil (três mil Reais). A entrega será no dia 30 de outubro de 2008, em Sessão Solene no Petit Trianon.

Saiba mais:

Leia o edital aqui
Inscrições on-line

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26 de Abril de 2008

'Clarice Fotobiografia', sobre Clarice Lispector, org. por Nádia Gotlib

O livro “Clarice Fotobiografia”, sobre Clarice Lispector, que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e a Edusp lançaram terça-feira (dia 15 de abril), na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, é organizada por Nádia Battella Gotlib, professora da USP e reconhecida como uma das maiores especialistas na obra da escritora. A publicação traz cerca de 800 imagens e oferece um painel visual da vida e obra da escritora – que nasceu em Tchechelnik, Ucrânia e chegou ao Brasil com dois anos acompanhada dos pais e duas irmãs.

Durante passeata contra a ditadura militar, em 1968.
Da esquerda para a direita: Carlos Scliar, Clarice Lispector,
Oscar Niemeyer, Glauce Rocha, Ziraldo e Milton Nascimento

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PRÊMIO LITERÁRIO PARA OBRAS INÉDITAS DÁ 100 MIL EUROS AO VENCEDOR

O Grupo editorial português Leya lança prêmio literário que dará €100.000 ao melhor romance inédito escrito em português.
Além do ganhador, o  júri poderá atribuir um ou mais "Prêmios Leya Finalistas"  no valor de €25 mil para cada obra.
Pedimos que o senhor divulgue entre seus pares pois a intenção do Grupo é receber o maior número possível de originais de autores brasileiros, africanos e portugueses.
Os romances agraciados com a premiação serão publicados por uma das editoras do grupo e vão ser distribuídos simultaneamente em todos os países que adotam oficialmente a língua portuguesa. Podem concorrer ao prêmio autores de qualquer nacionalidade. O prazo máximo para o envio dos originais é 15 de junho de 2008.
O vencedor do prêmio será anunciado na Feira do Livro de Frankfurt, em outubro deste ano.
O regulamento do Prêmio Leya pode ser acessado em www.leya.com

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Graciliano Ramos e o Partido Comunista Brasileiro, por Ângelo Caio Mendes Correa Jr

A idéia de realizarmos o presente trabalho nasceu quando líamos o penúltimo capítulo do livro Cadeia, de Clara Ramos, no qual a filha de Graciliano Ramos apresenta algumas considerações a respeito do Partido Comunista Brasileiro e da parcela de intelectuais que a ele aderiu, nos anos 30, na luta pelo socialismo.
As diversas células do PCB passaram a organizar, na década de 30, cursos, círculos de estudos e debates literários, cujos temas iam da teoria literária às obras de seus contemporâneos, como Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz, dentre tantos outros.
Nos anos 40 teremos, todavia, as primeiras cisões entre o PCB e alguns de seus intelectuais militantes, sobretudo por não concordarem com as concepções do realismo socialista, cujo teórico era Zdanov, incumbido por Stálin de "por ordem nas fileiras dos ideólogos e castigar os desgarrados".

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15 de Abril de 2008

Sai resultado do Prêmio José Mindlin de Literatura

Depois de quase cinco meses de espera, chegou a hora de o Brasil conhecer o ganhador da primeira edição do Prêmio José Mindlin de Literatura. Promovido pela Autêntica, em Belo Horizonte, o concurso recebeu cerca de 500 originais, inclusive de brasileiros que moram fora do País. Com adesão dos quatros cantos do Brasil, foi do interior de Pernambuco, de uma cidade chamada Vitória Santo Antão, a obra selecionada. Advogado por formação, Walther Moreira Santos é o ganhador do concurso apadrihado pelo bibliófilo José Mindlin e marco dos 10 anos de existência da Autêntica Editora, que passa agora a investir em obras de ficção. Em grande estilo, O ciclista, como é chamada a obra vencedora, será lançada pela Autêntica Editora na Bienal do Livro de São Paulo, na segunda quinzena de agosto, quando passará a ser distribuída em todo o território nacional.

A comissão julgadora do concurso foi composta pela editora e escritora Maria Amélia Mello, pela professora e escritora Maria Esther Maciel e pelo escritor Antônio Torres. Dedicados à avaliação das centenas de obras que receberam, o júri reuniu-se no dia 4 de abril para, juntos, na presença da diretora executiva da Autêntica Editora, Rejane Dias, da curadora da Biblioteca de Guita e José Mindlin,Cristina Antunes e do patrono da premiação, José Mindlin, escolherem o vencedor. De acordo com eles, a obra premiada se destacou das demais por “apresentar uma narrativa original, instigante e literariamente bem construída”.

Walther Moreira Santos é dramaturgo e ficcionista, vencedor de diversos prêmios literários e autor de 10 obras nos gêneros memória, teatro, romance e infantil. De acordo com ele, O ciclistaé uma história sobre perdão, apego e perda, que mescla sexualidade, budismo e psicanálise”. Ele conta que geralmente leva uns seis meses escrevendo um romance, mas considera O ciclista uma obra demorada, “construída palavra a palavra ao longo de quatro anos’.

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Lançamento 'A Boa, a Má e a Vilã' - novo livro da portuguesa Adelina Velho da Palma, em LISBOA

O lançamento do novo livro de Adelina Velho da Palma, A BOA, A MÁ E A VILÃ, terá lugar no dia 19 de Abril às 18 horas na First Gallery, na Rua Conceição da Glória, nº 8 em Lisboa (Metro Avenida ou Restauradores).

No mesmo dia/local é inaugurada a exposição de pintura de Filipe Amaral, SINFONIA DE EXPRESSÕES, pelo que este convite se destina não só aos amantes da literatura mas também das artes plásticas.

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Fundação Logosófica recebe inscrições para concurso literário

A Fundação Logosófica promove um concurso literário com o tema: "A arte de ensinar e a arte de aprender". Os trabalhos serão avaliados em duas categorias: educadores e estudantes universitários. Os participantes deverão escrever o texto com elementos abordados na bibliografia indicada no regulamento. Os prêmios somam a quantia de R$ 34 mil, que serão distribuídos aos três primeiros lugares em cada categoria. Os trabalhos podem ser enviados até 30 de junho. Outras informações sobre o concurso podem ser obtidas no site: www.logosofia.org.br/concurso

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O corrido dia-a-dia de um curioso jornalista

O Estado de S. Paulo - 14/04/2008 - por Bruno Galo
"Não conseguiria fazer tudo o que faço sem uma mãozinha da tecnologia. Não dá mais para viver sem ela." A frase soaria exagerada não estivesse na boca de um notório colecionador de fatos insólitos, extensamente acumulados na rede: o jornalista Marcelo Duarte. Ele é autor de 20 livros - oito deles da popular série O Guia dos Curiosos. O público adora: iniciada em 1995, a série vendeu mais de 500 mil exemplares. Fora o sucesso, o Guia virou marca, dando origem a diversos filhotes. A "cria" principal foi o site, lançado em 1995. No final de 2007, foi a vez do TV Curioso, no canal de vídeos do portal iG. Na terça-feira passada, foi a vez do blog iniciar suas atividades. >> Leia mais

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14 de Abril de 2008

Academia de Letras Blumenauense em festa: posse dos novos membros

O governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, toma posse HOJE na Academia de Letras Blumenauense. Irá ocupar a cadeira em homenagem ao jornalista Crispim Mira.
Na mesma solenidade, marcada para às 19h30 no Auditório Carlos Jardim, da Fundação Cultural de Blumenau, assumirão suas funções como acadêmicos também: Alfredo Scottini, Djalma Patrício, Dorothy de Brito Steil, Paulo Roberto Bornhofen, Rodrigo Rogério Ramos e Suzana Sedrez.
Ainda haverá a posse dos seguintes membros correspondentes: Rosani Abou Adal, Cláudio Salvador Lembo, Geraldo Alckmin, Heródoto Barbeiro, José Paulo de Andrade, Salomão Esper, José Nello Marques, Arnaldo Niskier, Henrique Chagas e José Renato Nalini. O paulista Nelson Valente é o presidente da ALB.

CONVITE.

Academia de Letras Blumenauense (ALB) foi fundada em 01 de novembro de 1999 com a finalidade de cultivar as relações entre os escritores em sentido amplo, estimulando o intercâmbio de informações nas Letras e nas Artes Literárias. ler mais

"As academias são constituídas geralmente de 40 vagas (cadeiras) cujos ocupantes ad perpetuem são eleitos. Na posse solene, o novo ocupante discursa aos acadêmicos e em memória do antecessor, razão da imortalidade dos acadêmicos das letras. Sua memória estará ad eternum lembrada na Academia." ler mais

[NOTA] Muito me honra estar entre personalidades como Rosani Abou Adal, Cláudio Salvador Lembo, Geraldo Alckmin, Heródoto Barbeiro, José Paulo de Andrade, Salomão Esper, José Nello Marques, Arnaldo Niskier e José Renato Nalini como membro correspondente da ALB. Uma honraria concedida em razão do trabalho que desenvolvo em prol da literatura brasileira através do VerdesTrigos, nem tanto por minha produção literária, mais pelo conjunto da obra. É uma honra estar junto aos acadêmicos que, hoje, tomam posse. Parabéns e felicitações a todos. Infelizmente a distância não me permite estar presente à solenidade, mas farei uma prece em prol das atividades culturais que são desenvolvidas na bela Blumenau. Levanto a minha taça pela saúde de todos. Parabéns ao Nelson Valente, o valente e combativo presidente, pelo brilhante trabalho em prol da literatura brasileira. [Henrique Chagas]

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6 de Abril de 2008

Especial sobre Cuba


PublishNews - 03/04/2008
Um bate-papo especial na Livraria da Vila da Vila Madalena (Rua Fradique Coutinho, 915 - SP - Tel: 11-3814-5811) vai colocar em discussão o socialismo em Cuba. No dia 9 de abril, quarta-feira, a partir das 19h30, estarão presentes no encontro o professor de Ciências Políticas da USP, Leonel Almeida e o editor brasileiro do jornal Le Monde, José Tadeu Arantes. O cientista político Emir Sader comandará o bate-papo com tema Fidel e a renúncia, no dia 10 de abril, quinta-feira, a partir das 16h30. A entrada é gratuita.

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Governador de Santa Catarina toma posse na Academia de Letras Blumenauense

O governador do Estado de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, toma posse dia 14 na Academia de Letras Blumenauense. Irá ocupar a cadeira em homenagem ao jornalista Crispim Mira.
Na mesma solenidade, marcada para às 19h30 no Auditório Carlos Jardim, da Fundação Cultural de Blumenau, assumirão suas funções como acadêmicos também: Alfredo Scottini, Djalma Patrício, Dorothy de Brito Steil, Paulo Roberto Bornhofen, Rodrigo Rogério Ramos e Suzana Sedrez.
Ainda haverá a posse dos seguintes membros correspondentes:Rosani Abou Adal, Cláudio Salvador Lembo, Geraldo Alckmin, Heródoto Barbeiro, José Paulo de Andrade, Salomão Esper, José Nello Marques, Arnaldo Niskier, Henrique Chagas e José Renato Nalini. O paulista Nelson Valente é o presidente da ALB.

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2 de Abril de 2008

Leitura em destaque

PublishNews - 02/04/2008
Estão abertas as inscrições para a terceira edição do Prêmio Vivaleitura 2008. A iniciativa faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências relacionadas à leitura. Podem concorrer trabalhos de instituições, empresas, órgãos públicos e pessoas físicas, divididos nas categorias: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Sociedade, que abrange empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais. Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 30 mil. As inscrições seguem até o dia 8 de julho e os finalistas serão anunciados em outubro, com premiação prevista para o mês de novembro. As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo site www.premiovivaleitura.org.br ou por carta registrada, com aviso de recebimento, para o Prêmio Vivaleitura - Caixa Postal 71037-7 - Cep: 03410-970 - São Paulo - SP. Outras informações pelo telefone 0800-7700987.

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16 de Março de 2008

Literatura Fantástica resgata uma conspiração renascentista em aventura inédita

O que você faria se tivesse um negócio na Internet e quisesse que crescesse?

Esse foi o pensamento de Roger Briggs, filho de uma família de judeus, quando colocou um anúncio num jornal em busca de investidores para sua loja virtual. Quando o misterioso pesquisador dos sonhos, conhecido como dr. Varshae, apareceu oferecendo mais do que Roger precisava, a desconfiança foi imediata. Mas o dinheiro estava garantido por seu advogado, que disse estar tudo de acordo. A única condição de Varshae era que o novo sócio fosse com ele para Roma, a cidade eterna, para comemorar a nova fase do empreendimento. E que a simpática noiva de Roger, Liz, fosse junto.

Roger informa Liz e a irmã dela, Emile, de que passarão um fim de semana na bela Itália. Liz está fascinada com as perspectiva de passar alguns dias na Europa, de onde saiu após a morte de seus pais no atentado de 2004 em Madri. Emile, recém-convertida ao kardecismo, não vê tal viagem com bons olhos. Mesmo assim resolve acompanhar o casal.

Em Roma um frade franciscano, que Emile conheceu em São Paulo, aparece, sempre de olho. Há uma certa atração entre o religioso e Emile, algo que ela explorará como se fosse uma curiosidade, mas que amedronta ele. Afinal, o frade não pode decepcionar seu mestre nem deixar de fazer o quem ele manda.

Apesar da amizade entre Roger e Varshae ainda estar tomando forma, Emile se convence de que forças sobrenaturais podem estar em ação. Em contato constante com seu orientador espírita, ela usa seus conhecimentos sobre a doutrina do espiritismo para identificar melhor a ameaça que paira sobre suas cabeças.

Até que o grupo vai assistir uma palestra numa pensão próxima ao Vaticano ministrada pelo frei Edgar, o “gatinho” de Emile. O assunto não poderia ser mais estranho: a lenda do judeu errante, o homem que foi amaldiçoado por Cristo por recusar-lhe descanso. No intervalo do evento Liz é seqüestrada e um bilhete incita Roger para que vá até Florença, onde ele poderá resgatar sua noiva e conhecerá mais sobre o passado de seus pais.

Apenas Varshae sabe o que o perigoso frei Francis Cello, o mestre de Edgar, está planejando. Algo que poderá levar a um confronto entre as almas de pai e filho que, um dia, foram inimigos mortais na Florença dos Médici. E desse encontro a verdade sobre as atuais encarnações de cada personagem, bem como seus papéis nas atuais reencarnações, será revelado. Com conseqüências desastrosas e um desfecho totalmente inesperado.

Numa narrativa que mistura elementos da história do Renascimento italiano com conspirações religiosas, os personagens embarcam numa viagem que mostrará o que sua fé poderá fazer para salvar suas almas e saldar os débitos de vidas passadas. Espiritismo, reencarnação e grandes nomes do Renascimento de Florença aparecem neste romance de mistério do mesmo autor do best-seller SOCIEDADES SECRETAS (que já vendeu mais de 70 mil exemplares) e INVESTIGAÇÃO CRIMINAL.

Sobre o Escritor:

Sérgio Pereira Couto é jornalista, escritor e especialista em esoterismo, história antiga e medieval e ciência criminal. Foi editor e repórter de revistas como Ciência Criminal, Discovery Magazine, PC Brasil e Geek! Possui textos e artigos publicados em diversos veículos dentre eles Galileu e Planeta. É autor de 17 livros, com mais de cem mil exemplares vendidos somente no país, entre eles os best-sellers Sociedades Secretas e Investigação Criminal.

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Pé Preto no Barro Branco

- a Língua dos Negros da Tabatinga

Sônia Queiroz - e-mail: queiroz@lcc.ufmg.br
Área: Lingüística
1998. 149p. 15,5 x 22,5cm. ISBN:85-7041-147-2

A autora registra a fala de uma comunidade negra que vive hoje nos subúrbios de Bom Despacho/MG. Trata-se de uma língua peculiar, pois seus falantes a adquirem depois de adultos em rodas de amigos e a utilizam quase que unicamente nos momentos de lazer.

Para chegar a essa estrutura lingüística, Sônia Queiroz mostra ao leitor bem mais que o falar inusitado de uma comunidade. A autora recupera a história da chegada do negro ao Brasil e, mais especificamente, a Minas Gerais. Para contar a história da língua dos negros da Tabatinga, o livro fala da importância da influência negra na constituição da cultura brasileira. E deixa claro que os legados culturais dos negros não se restringem a influências. Constituem parte fundamental da cultura estabelecida no país.

Sônia Queiroz conclui que a Língua do Negro da Costa, como também é conhecida, parece fadada a desaparecer em poucas décadas. Por isso "deixá-la morrer sem um registro seria desconhecer ou pelo menos subestimar a importância que tem o estudo de falares como esse para um melhor conhecimento de nossa realidade lingüística e sócio-cultural". 

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No gueto de Bedzin

O diário de Rutka
Autora: Rutka Laskier
Título original: Pamienik, Rutki Laskier
Tradução: Maria Milewska Rodrigues
Editora: Sextante
N.º de páginas: 74
ISBN: 978-989-8093-38-7
Ano de publicação: 2007

A primeira coisa a fazer diante deste voluminho é não o reduzir a mais uma variação do Diário de Anne Frank, por muito semelhantes que sejam as vidas de Rutka Laskier e da judia alemã que vivia escondida num anexo secreto, em Amsterdão. Se ambas escreveram sobre o terror do nazismo — nunca deixando de registar os típicos dilemas psicológicos das adolescentes — e se ambas morreram em campos de concentração (Anne Frank em Bergen-Belsen, aos 15 anos; Rutka em Auschwitz, aos 14), o certo é que também há grandes diferenças entre as duas.
Para começar, o diário de Frank cobre quase dois anos de vida na clandestinidade (1942-44), enquanto as entradas no caderno de Laskier vão apenas de Janeiro a Abril de 1943. Depois, o testemunho da alemã foi publicado em 1947, logo após o fim da guerra, tornando-se um dos mais populares livros sobre o Holocausto, traduzido em 67 línguas. Já o diário da rapariga polaca ficou escondido debaixo do soalho duplo de umas escadas, num prédio do antigo gueto judeu da cidade de Bedzin, durante mais de 60 anos, sendo apenas descoberto, lido e publicado em 2006.
Desengane-se, porém, quem pensar que o livrinho de Rutka é uma espécie de amostra do que se encontra, mais desenvolvido, nos escritos da outra mártir. Se as preocupações são as mesmas, o estilo diverge. Não há aqui nada que se pareça com o “Querida Kitty” e o tom é muito mais seco, objectivo, pouco dado a arroubos sentimentais. Rutka tem noção de que está no inferno, de que o cerco se vai apertando e de que dificilmente sobreviverá a uma guerra cuja evolução militar mostra conhecer bem. Se escreve, é para deixar um registo — como quando narra com grande detalhe, seis meses após os factos, uma Aktion de deportação feita pelos nazis sobre os judeus de Bedzin, em Agosto de 1942.
O mais arrepiante neste notável documento humano é a forma como Rutka alterna entre o relato dos pesadelos do gueto e as coscuvilhices do seu círculo de amigos, que reflectem o brusco desabrochar da puberdade. A 6 de Fevereiro, por exemplo, escreve estas linhas terríveis: “Algo em mim se destruiu. Quando passo ao pé de um alemão, tudo em mim se contrai. Não sei se é por medo ou por ódio. Queria poder torturá-los, e às suas mulheres e aos seus filhos, (…) estrangulá-los vigorosamente, mais e mais ainda.” Logo depois, ainda no mesmo parágrafo: “Acho que a minha feminilidade acordou dentro de mim.” E descreve como sentiu pela primeira vez, durante o banho, a força do impulso sexual.

Avaliação: 7/10 - [Texto publicado na revista Time Out Lisboa]

Via: Bibliotecário de Babel , + uma dica do sempre atento Alfredo Aquino.

LINK RELACIONADO
Diário de garota judia vem à tona após 60 anos

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Um Obscuro Encanto: Gnose, Gnosticismo e a Poesia Moderna é a tese de Claudio Willer

Claudio Willer convida para a sessão de argüição e defesa da sua tese de doutorado, intitulada Um Obscuro Encanto: Gnose, Gnosticismo e a Poesia Moderna.

Será dia 28 de março, sexta-feira, às 14 h, no prédio da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Cidade Universitária. A banca examinadora será composta por Eliane Robert Moraes, Maria Lúcia Dal Farra, Olgaria Matos, Moacir Amancio, e Benjamin Abdala Junior, orientador.

Congratulações e demais expressões da felicidade, somente após o veredito da banca, é o que pede. Entretanto, estaremos torcendo pelo seu sucesso.

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14 de Março de 2008

Mundo árabe boicota Salão de Paris

Escolha de Israel como homenageado provoca saída de quatro países e editores de outros; direção do evento lamenta "politização"

Entidades de escritores árabes e palestinos, além de representações de Irã, Iêmen, Arábia Saudita e Líbano, rechaçam salão

ANA CAROLINA DANI -
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PARIS
O Salão do Livro de Paris, um dos maiores eventos literários da Europa, será inaugurado hoje para o público sem a participação de diversos países e editores árabes, que protestam contra a escolha de Israel como convidado de honra.
A seleção de Israel no mesmo ano em que se comemoram os 60 anos da criação do Estado hebreu é vista, por parte do mundo árabe, como um apoio velado à política do premiê Ehud Olmert, principalmente às incursões israelenses em territórios palestinos.
Nas últimas semanas, as manifestações de protesto não pararam de aumentar, inclusive com vozes dissonantes mesmo entre intelectuais israelenses. A Isesco (Organização Islâmica para Educação, Ciências e Cultura) foi uma das primeiras entidades a se manifestar, pedindo publicamente aos seus 50 países membros que boicotassem o evento.
A União dos Escritores Palestinos e a União dos Escritores Árabes, com sede no Egito, também pediram às editoras que cancelassem os estandes no salão, que segue até a próxima quarta-feira.
Entre os países que se pronunciaram oficialmente, o Líbano, pedra angular da francofonia no mundo árabe, foi o primeiro a afirmar que não participaria do encontro em Paris, iniciativa seguida por Arábia Saudita, Iêmen e Irã. Editores de outros países, como Argélia, Marrocos e Tunísia, também cancelaram a presença.
Para o escritor e conselheiro cultural da Embaixada do Líbano em Paris, Abdallah Naaman, os escritores oficialmente convidados para representar a literatura israelense não representam o conjunto da população.
"Como explicar o fato de que todos os convidados escrevam em hebraico, quando sabemos que o árabe é muito presente no país, sem falar nos escritores que se exprimem em outros idiomas, como francês, russo e o inglês? A escolha do hebraico como única língua prova que uma parte importante da população é rejeitada", afirma ele.
Entre os organizadores, o sentimento é de surpresa. "Não é Israel que é convidado, mas sim a literatura israelense", diz o presidente do salão, Serges Eyrolles, que lamenta o que chama de "politização" do debate e insiste sobre a casualidade entre a participação de Israel e o aniversário de sua criação como Estado. "Tudo isso é uma grande coincidência. Eu mesmo só soube que neste ano se celebrava a criação de Israel em dezembro do ano passado."
Mas o argumento não convence todos. "O chamado campo da paz, formado por escritores como Amos Oz e Yehoshua e Grossman, é uma falácia. Eles não deram uma só palavra sobre os ataques recentes na Faixa de Gaza, que são uma forma de legitimação moral e cultural da política de Israel", diz Eric Hazan, um dos donos da La Fabrique, uma pequena editora francesa que publica obras traduzidas do hebraico e do árabe.

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12 de Março de 2008

LITERATURA: NOEMI JAFFE MINISTRA OFICINA DE CONTOS EM SP

A doutora em literatura pela USP e colaboradora da Folha Noemi Jaffe dá início amanhã a uma oficina de contos na Escola São Paulo (r. Augusta, 2.239, tel. 0/ xx/11/3081-0364). O curso se estende até 26/6, sempre às quintas, das 19h às 22h. A bibliografia inclui textos de Gogol e Dostoiévski. Inscrições pelo site www.escolasaopaulo.org ou na própria escola. O custo é de R$ 480.

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5 de Março de 2008

Prêmio José Mindlin de Literatura

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4 de Março de 2008

Vila para mulheres

A Livraria da Vila de São Paulo comemora o Dia Internacional da Mulher com uma série de encontros com a participação de escritoras e artistas abordando o universo feminino. A primeira palestra com Joyce Cavalcante, presidente da Rebra (Rede de Escritoras Brasileiras), na unidade da Rua Fradique Coutinho, 915 (Tel. 11-3814 5811), em São Paulo. Terá como tema a "História da literatura feminina no Brasil" e começa às 17h30 do dia 05/03. Já na quinta-feira (06/03), será a vez do tema "Borboletas da alma: uma leitura de Lya Luft", às 19h30, no mesmo local. No sábado acontecerão dois encontros. O primeiro às 12h e terá como tema "Café com leitura: Mulher oriental, sincretismo e espiritualidade" na Livraria da Vila da Casa do Saber (Rua Dr. Mario Ferraz 414 - Tel. 11-3073-0513). Mais tarde, às 19h30, sobre o "Performance: No olhar de Clarice" na Livraria da Vila da Lorena (Alameda Lorena 1731 -Tel. 11-3062-1063).

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26 de Fevereiro de 2008

VICENTINI GOMEZ é o novo membro da UBE, União Brasileira de Escritores.

Foi indicado pelo jurista e escritor Paulo Oliver e aceito em reunião aprovada em dezembro de 2007 e homologada em janeiro de 2008. Vicentini foi indicado pelo resumo de toda sua obra. Da UBE fazem parte nomes como Ligia Fagundes Teles, Silvio de Abreu, Glória Perez, Alcides Nogueira, entre outros.

Vicentini Gomez é autor de diversos roteiros de filmes documentários e ficção, premiados internacionalmente. Autor e ator de teatro e televisão. Em teatro acaba de escrever "Espelho Meu", comédia que fala da relação de Mãe e Filha. "Tal Pai Tal Filho" foi sucesso no Teatro Sérgio Cardoso em 2006.

Escreveu o roteiro e está em fase de finalização do filme documentário "Minha Cidade - Porto Feliz", que conta a história das monções e da cidade de Porto Feliz, base do povoamento do Oeste Brasileiro. Desse filme fazem parte do elenco nomes como Gesio Amadeu, Maximiliana Reis, Ênio Gonçalves, entre outros.

Em breve estará atuando em nova mini-série brasileira.

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Escritor cubano vence Prêmio Alfaguara de Romance

RTP (Portugal) - 25/02/2008
O escritor cubano Antonio Orlando Rodríguez, residente em Miami, ganhou ontem (25/02) com a obra Chiquita, a XI edição do Prêmio Alfaguara de Romance, que, com um valor de 175.000 dólares, é considerado um dos de maior prestígio atribuídos a um original inédito em espanhol. Concorreram a este prêmio 511 originais procedentes de Espanha e de vários países latino-americanos. O júri, presidido pelo escritor nicaragüense Sergio Ramírez, descreveu Chiquita como "um romance simultaneamente elegante e cheio de vida, com uma notável graça narrativa e uma imaginação sem descanso, que nos revela, como uma imensa partitura de execução precisa, a época e a vida de uma personagem extraordinária". >> Leia mais

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16 de Fevereiro de 2008

CARTA A D. - HISTORIA DE UM AMOR

Este é o último livro do filósofo francês André Gorz, escrito para homenagear sua mulher, Dorine, com quem partilhou a vida por quase sessenta anos. O casal cometeu suicIdio em 22 de setembro de 2007; os corpos foram encontrados um ao lado do outro, e um cartaz, na porta de sua casa, pedindo que a polícia fosse avisada. Gorz, discípulo de Sartre e co-fundador do 'Le Nouvel Observateur', era um crítico radical da mercantilização das relações sociais, contrário à crença no trabalho assalariado, além de ser autor de vários livros sobre ecologia. Desde o início da década de 90 vivia em retiro com a mulher, que sofria, há anos, de uma doença degenerativa. Os dois viveram uma grande história de amor e companheirismo, após terem se conhecido em Lausanne, numa noite de neve, em outubro de 1947. Desde então, nunca mais se separaram.

Eis como começa o livro, escrito em 2006.

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e dois anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.

O parágrafo foi bastante lembrado no fim do ano passado, quando veio a notícia de André Gorz e sua mulher, Dorine, suicidaram-se. Ela sofria de uma doença degenerativa há muitos anos. Eles se conheceram em 1947.

Eu despi o seu corpo com cautela. Descobri, miraculosa coincidência do real com o imaginário, a Vênus de Milo tornada carne. O brilho nacarado do pescoço iluminava o seu rosto. Mudo, contemplei longamente esse milagre de vigor e de doçura.

Entra em discussão o tema do casamento.

Eu tinha objeções de princípio, ideológicas. Para mim o casamento era uma instituição burguesa; eu considerava que ele codificava juridicamente e socializava uma relação que, sendo de amor, ligava duas pessoas no que elas tinham de menos social [...] Eu dizia: “O que nos prova que, em dez ou vinte anos, nosso pacto para a vida inteira corresponderá ao desejo do que teremos nos tornado?”

A sua reposta era incontornável: “Se você se une a alguém para a vida inteira, os dois estão pondo em comum sua vida e deixarão de fazer o que divide ou contraria a união. A construção do casal é um projeto comum aos dois, e vocês nunca terminarão de confirmá-lo, de adaptá-lo e de reorientá-lo em função das situações que forem mudando. Nós seremos o que fizermos juntos”. Era quase Sartre.

Naturalmente, o segredo está no sentido que se atribui ao termo “adaptá-lo”. Sartre e Simone de Beauvoir construíram uma vida em comum que se “adaptou” aos inúmeros casos que ambos tiveram fora da relação. O problema começa quando há desacordo a respeito das formas com que cada um dos cônjuges concebe a “adaptação”. É muito provável que um dos lados “se adapte” mais do que o outro... (MARCELO COELHO)

CARTA A D. - HISTORIA DE UM AMOR

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15 de Fevereiro de 2008

'A Idiossincrasia Hilstiana', tema da palestra com Fernanda Massebeuf

Hilda Hilst sempre alimentou o desejo de tornar-se escritora, de ser alguém na literatura para mostrar a seu pai o quanto ela era deslumbrante, como ela mesma dizia. Mulher de personalidade forte, culta, rebelde, transgressora de normas sociais e irreverente que escreveu uma poesia que arde de desejo e tem sede de conhecimento, de engajamento dos sentidos, do corpo, e a busca de sua transcendência. A poeta está em busca de si mesma, busca de cunho feminino para tentar encontrar Deus e respostas para a inquietude do ser, a finitude.

Terça-feira, 19 de fevereiro, de 19:30
"A Idiossincrasia Hilstiana"
com a pesquisadora Fernanda Massebeuf

Fernanda Massebeuf é graduada em LLCE (Língua, Literatura e Civilização Estrangeira) pela Universidade Sorbonne - Paris IV. Realiza atualmente um mestrado a fim de se especializar em literatura brasileira, desenvolvendo estudo sobre a poesia de Hilda Hilst.

QUIXOTE LIVRARIA
RUA FERNANDES TOURINHO, 274.
SAVASSI - BELO HORIZONTE

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13 de Fevereiro de 2008

Quem tem medo de Guimarães Rosa?

PublishNews - 13/02/2008 - por Cecília Prada
Comemoraremos, em 27/06 deste ano, o centenário de nascimento de João Guimarães Rosa - o grande escritor brasileiro que, se o destino lhe houvesse permitido viver um pouco mais, traria certamente para o Brasil uma glória há muito sonhada, o Prêmio Nobel de Literatura. Para falar da importância de Guimarães Rosa, entrevistamos uma especialista em sua obra, Suzi Frankl Sperber, professora titular de teoria literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordenadora do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais, da mesma instituição, e autora dos livros Caos e cosmos e Guimarães Rosa: signo e sentimento. >> Leia mais

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10 de Fevereiro de 2008

DIAS & DIAS

"Estamos diante de um livro que não se consegue parar de ler", escreve José Mindlin na orelha deste romance de Ana Miranda. A história reúne três personagens centrais: Feliciana, uma jovem sonhadora e obstinada; o poeta romântico Antonio Gonçalves Dias, por quem ela nutre uma longa e intensa paixão, e o sabiá - não um sabiá específico, mas a espécie inteira, que na "Canção do exílio" simboliza a pátria distante.
A narrativa de Ana Miranda combina história e ficção para contar uma história sobre o amor, os costumes provincianos no interior do Brasil durante o século XIX, a descoberta da cultura indígena, a beleza da poesia e os mistérios da sensibilidade.
No romance, Feliciana toma conhecimento da vida íntima de Gonçalves Dias por meio das cartas enviadas pelo poeta a seu grande amigo Alexandre Teófilo de Carvalho Leal. Mostradas a Feliciana por Maria Luíza, esposa de Teófilo, as cartas registram muitas das questões existenciais do poeta. Feliciana descreve de forma emocionante a paixão que as cartas alimentam, e seu relato revela refinamentos da alma feminina. A trama tecida pela autora faz com que o leitor se identifique com Feliciana, uma mulher que desvenda o que sente por meio da escrita e da memória.
Os personagens menores - o pai de Feliciana, colecionador de sabiás; Adelino, um tímido professor apaixonado por Feliciana, e Natalícia, a doce e severa preceptora - conferem ao livro uma grande riqueza humana.
Antonio Gonçalves Dias (1823-1864) é o principal nome da poesia romântica brasileira. Além de "Canção do exílio", compôs os principais poemas da vertente indigenista do romantismo, entre eles "I-Juca-Pirama" e "Leito de folhas verdes". Com uma narrativa clara e simples, reproduzindo a linguagem do romantismo, Ana Miranda recorda mais uma vez a vida de um de nossos poetas - como fez também com Gregório de Matos em Boca do Inferno -, levando o leitor a uma viagem de encantamento lingüístico e conhecimento histórico. Dias & Dias recebeu o Jabuti na categoria romance, em 2003, e o premio da Academia Brasileira de Letras para romance brasileiro, no mesmo ano.

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8 de Fevereiro de 2008

Dica de leitura

Dica de Cissa Guimarães (atriz): A Caixa Preta (Amós Oz - Companhia das Letras)
Narrado na forma epistolar - por meio de cartas, bilhetes e outras formas de correspondência -, a dica da atriz conta a trajetória de um casal divorciado há sete anos que volta a se corresponder e recomeça a lavação de roupa suja de onde parou após a separação.

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30 de Janeiro de 2008

Editora vê 'literatura de grupo' no país

O Globo - 30/01/2008 - por André Miranda e Miguel Conde
Responsável por três dos cinco livros de ficção mais vendidos de 2007, a gerente editorial da Nova Fronteira, Izabel Aleixo, acredita que a dificuldade para o romancista brasileiro entrar na lista dos livros de ficção pode se dever ao próprio romancista brasileiro: "A literatura no Brasil é uma literatura de um grupo. Acho que nossos jovens autores estão procurando agradar apenas a esse seleto grupo de escritores. A diferença para muitos autores iniciantes de outros países é que eles têm uma expectativa de alcançar também quem está fora da livraria, chegar a leitores que se sentem atraídos por livros bem construídos, por uma história", diz. >> Leia mais

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Prêmio espanhol inicia processo de 2008

Folha de S. Paulo - 29/01/2008 - por EFE, em Oviedo (Espanha)
A Fundação Príncipe de Astúrias iniciou ontem (29/01) a divulgação pela internet e a distribuição por todo o mundo da convocação e do regulamento do prêmio internacional, que leva o nome do herdeiro da coroa espanhola. As candidaturas têm de ser apresentadas até o dia 14/03, exceto para os prêmios de Concórdia e Esportes, que terminam em 25/07. Os oito prêmios Príncipe de Astúrias - comunicação e humanidades, ciências sociais, artes, letras, pesquisa científica e técnica, cooperação internacional, concórdia e esportes - reconhecem o trabalho científico, técnico, cultural, social e humano realizado por pessoas, equipes ou instituições no âmbito internacional. Cada um dos vencedores ganhará cerca de US$ 73,5 mil (R$ 130,7 mil) e uma escultura do artista Joan Miró. >> Leia mais

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Bruna Lombardi na Cultura

O roteiro de O signo da cidade (200 pp., R$ 15), de Bruna Lombardi, que a Imprensa Oficial do Estado publica na Coleção Aplauso, deixa clara a predileção da autora por histórias que transcorrem na megalópole, principalmente aquelas que dizem respeito à vida privada de cidadãos anônimos. O livro será lançado hoje (30/01), às 19h na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. Nações Unidas, 4777 - Tel. 11-3024-3599). A história reúne um mosaico de personagens que se cruzam no programa noturno de rádio da astróloga Teca, espécie de conselheira sentimental que acaba se envolvendo com as histórias alheias, enquanto ela mesma vive um período de vácuo amoroso e de revisão da própria história familiar.

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27 de Janeiro de 2008

Lançamento na França: um olhar literário sobre o Brasil contemporâneo e tropicalista

PANAMÉRICA
De José Agrippino de Paula (1937 - 2007)
Tradução: Emmanuel Tugny
Editora: LL Laureli Léo Scheer

Considerada na França como uma obra primordial da literatura brasileira, PANAMÉRICA, publicada pela primeira vez no Brasil em 1967, é lançada agora em 2008 na França, com tradução criteriosa e espetacular do escritor Emmanuel Tugny.
PANAMÉRICA é um conjunto literário psicodélico que reúne tanto o pop-art quanto o espírito da geração beat. Uma epopéia irônica que provoca o leitor com achados cômicos e cruéis. Escrito durante os anos da ditadura militar na Brasil e em reação à ideologia norte americana dominante, o texto construído em ritmo trepidante, coloca em questão os encadeamentos existenciais e culturais da sociedade por meio de alegorias irreverentes.
Um labirinto narrativo povoado de figuras mitológicas que desenham um mundo absurdo e caótico. Lançado em dezembro 2007 / janeiro 2008 pela Editora LL Laureli Léo Scherr, uma das mais instigantes editoras francesas da atualidade. (Dica de Alfredo Aquino)

O clima pós-golpe de 64 influenciou o autor José Agrippino de Paula , que acompanhava atento a produção cultural da época mas era atraído por outro movimento que surgia nos EUA - a pop art, especialmente as criações de Andy Warhol. Foi a pop art que instigou o autor a refletir sobre vários aspectos, desde o destino das metrópoles, o avanço tecnológico e como as pessoas, individualmente, eram atingidas por estas questões. Sua inquietude se transformou em fragmentos manuscritos que se transformaram neste livro. 'PanAmérica' cativa admiradores desde sua primeira publicação em 1967, sendo referência de muitos artistas e intelectuais e motivo de teses acadêmicas.

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