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São Miguel das Missões Verdes Trigos em São Miguel das Missões/RS - Uma viagem cultural

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República dos Guaranis - Co yvy oguereco yara

por Henrique Chagas *
publicado em 25/8/2002.

Ao atravessar o pórtico da entrada de São Miguel das Missões/RS e ler o brado heróico de Sepé Tiaraju lá inscrito, já estava certo de que adentrava na chamada República dos Guaranis, um lugar onde o passado e o futuro se cruzam na história dos povos que transformaram os sonhos e o destino da América do Sul.

Neste mês de julho, com frio e chuva, nos aventuramos a conhecer a Região das Missões. Joarez, Eleni, Alessandra e eu começamos nossa saga missioneira por São Miguel das Missões/RS: o portal de entrada da mais importante rota turística histórica cultural do Mercosul.

Conhecer a Região das Missões é desvendar a magia que envolve esta terra há quase 400 anos. Uma viagem no tempo, que nos faz reviver a chegada dos primeiros padres jesuítas da Companhia de Jesus, em 1609, imbuídos da missão de converter os índios guaranis à fé cristã.

Ruínas de São MiguelA grande experiência evangelística dos jesuítas entrou para a história como uma prematura experiência comunista, muito antes da revolução russa e do próprio Marx. Nos tempos modernos, foi também o mais revolucionário estado teocrático, que deu início à industrialização da América Latina, reunindo, ao mesmo tempo, uma extraordinária arte musical e plástica.

Na chamada República Guarani foram edificadas as reduções (missões), que levaram, para as selvas do Cone-Sul, sob o comando dos padres jesuítas, o esplendor da arte européia e um desenvolvimento urbano que muitas cidades ainda hoje sequer conhecem.

As reduções consistiram em verdadeiras cidades em meio às selvas, com toda a infra-estrutura; além da igreja, que era o centro de tudo, havia hospital, asilo, escolas, casa e comida para todos e em abundância, oficinas e até pequenas indústrias. Sob o comando dos jesuítas, tornaram-se comunidades que alcançaram notável desenvolvimento econômico e cultural para a época.

No atual território do Rio Grande do Sul, as Reduções eram conhecidas como as dos Sete Povos das Missões: São Francisco de Borja, São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Miguel Arcanjo, São Lourenço Mártir, São João Batista e Santo Ângelo Custódio.

A história de São Miguel das Missões começa a ser contada em 1632, quanto foi fundada a Redução de São Miguel Arcanjo, instalada definitivamente no atual sitio no ano de 1687. Em 1745 foi construído o Antigo Templo, projeto do irmão João Batista Primoli, que ainda guarda a grandiosidade arquitetônica e o simbolismo imaterial da epopéia missioneira. Fonte Missioneira - São Miguel das Missões

Em São Miguel, ao anoitecer, toda noite, as ruínas se iluminam e são palcos do espetáculo de som e luz, que conta a glória das Missões e sua trágica destruição. O Museu das Missões, projetado pelo arquiteto Lúcio Costa, cujos traços arquitetônicos imitam as habitações dos índios nas reduções, abriga mais de uma centena de obras, representando o mais rico acervo nacional da estatuária missioneira.
Pela magnitude de seu significado, São Miguel das Missões foi reconhecido pela UNESCO como uma das quatro rotas turísticas culturais mais importantes do mundo. As Ruínas do Antigo Templo de Redução de São Miguel tornaram-se Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade.

Indios GuaranisEm toda Região das Missões, o turista encontrará os remanescentes deste trajeto histórico marcado pela violência, conflitos e guerras, envolvendo aventureiros, bandeirantes, pajés, nações indígenas e até os exércitos de Espanha e Portugal. Em cada ruína, em cada pedra, exalam os gritos e o clamor daquele povo que foi massacrado pelos exércitos de Portugal e Espanha. Com a destruição total marcou-se o fim da gloriosa República dos Guaranis. Restaram as ruínas e sangue guarani que encharca o chão riograndense.

E agora, no Pórtico da cidade, a ser inaugurado em breve, está lavrado em pedra o brado heróico inglório do lendário guerreiro Sepé Tiaraju, que resistiu heroicamente a guerra guaranítica (desencadeada pelo Tratado de Madri, de 1750): Co yvy oguereco yara, que significa “ESTA TERRA TEM DONO”.


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Leia Mais

1 - República dos Guaranis - Co yvy oguereco yara , por Henrique Chagas.
2 - São Miguel, Patrimônio da Humanidade , por Henrique Chagas.
3 - Misiones: no lado argentino , por Henrique Chagas.
4 - O CAMINHO DAS MISSÕES , por Henrique Chagas.
5 - CRUZ MISSIONEIRA , por Henrique Chagas.
6 - Serviço - Para saber mais sobre as Missões Jesuíticas , por Henrique Chagas.

REPERCUSSÃO DA MATÉRIA

Sobre o Autor

Henrique Chagas: Henrique Chagas, 49, nasceu em Cruzália/SP, reside em Presidente Prudente, onde exerce a advocacia e participa de inúmeros eventos literários, especialmente no sentido de divulgar a nossa cultura brasileira. Ingressou na Caixa Econômica Federal em 1984. Estudou Filosofia, Psicologia e Direito, com pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil e com MBA em Direito Empresarial pela FGV. Como advogado é procurador concursado da CAIXA desde 1992, onde exerce a função de Coordenador Jurídico Regional em Presidente Prudente (desde 1996). Habilitado pela Universidade Corporativa Caixa como Palestrante desde 2007 e ministra palestras na área temática Responsabilidade Sócio Empresarial, entre outras.

É professor de Filosofia no Seminário Diocesano de Presidente Prudente/SP, onde leciona o módulo de Formação da Consciência Crítica; e foi professor universitário de Direito Internacional Público e Privado de 1998 a 2002 na Faculdade de Direito da UNOESTE, Presidente Prudente/SP. No setor educacional, foi professor e diretor de escola de ensino de 1º e 2º graus de 1980 a 1984.

Além das suas atividades profissionais ligadas ao direito, Henrique Chagas é escritor e pratica jornalismo cultural no portal cultural VerdesTrigos (www.verdestrigos.org), do qual é o criador intelectual e mantenedor desde 1998. É jurado de vários prêmios nacionais e internacionais de literatura, entre eles o Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

No BLOG Verdes Trigos, Henrique anota as principais novidades editoriais, literárias e culturais, praticando verdadeiro jornalismo cultural. Totalmente atualizado: 7 dias por semana.

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