Boas festas e um excelente ano novo, com a receita de Carlos Drummond de Andrade e o olhar de Vincent Van Gogh!

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RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

PS: Henrique Chagas Verdes Trigos, depois de um ano repleto de realizações, apesar das vicissitudes, entrará em férias e retornará somente no dia 09/01/2012. No período de férias, irá ao Museu de Van Gogh, em Amsterdam, entre tantos outros locais dos países baixos. Fui.

Domingo, almoço e família são os pilares deste livro – um jogo de estratégias com a dinâmica de um jogo eletrônico e a reflexão de um ensaio filosófico. Sua leitura pretende ser a busca da pontuação no jogo da vida.

Domingo, o jogo” leva o selo VerdesTrigos

A escritora Andréa del Fuego é a vencedora do Prêmio Literário José Saramago 2011, com o livro Os Malaquias, editado pela Língua Geral .  Recebi a grata notícia pelo escritor angolano Agualusa, quando esteve em Presidente Prudente participando do 2ª Salão do Livro de Presidente Prudente. Falamos de Andréa, falamos de Saramago e falamos de literatura luso-brasileira.

fjsAndréa del Fuego, natural de S. Paulo, Brasil, onde nasceu no ano de 1975. Com formação em publicidade, fez produção de cinema e realizou duas curtas-metragens. Colaborando em várias revistas, inicia-se na escrita com Minto enquanto posso (2004). Uma primeira coletânea de contos seguida por Nego Tudo (2005), Engano seu (2007) e Nego fogo(2009). Em paralelo experimenta o juvenil com Quase caio (2008) e Sociedade da Caveira de Cristal (2008) e o registo infantil com Irmãs de pelúcia (2010). Decidida a completar a sua formação em Filosofia ingressa na Universidade de São Paulo. Incluída em diversas antologias de contos, nomeadamente 30 Mulheres que Estão Fazendo a Nova Literatura Brasileira e Os cem menores contos brasileiros do século, foi distinguida ainda este ano com o Prêmio São Paulo de Literatura. Mantém o blog www.andreadelfuego.wordpress.com .

A propósito de Os Malaquias, escreveu José Luís Peixoto:

Se um nome define aqueles que o carregam, então Malaquias é nome de gente viva. No intrincado novelo de histórias que constituiu o romance de Andréa del Fuego, cada personagem é uma pessoa. A vida é-lhes soprada por aquilo que é matéria da literatura: a linguagem, os nomes. Aqui, as palavras têm cheiro e sabor, podem ser sentidas com a ponta dos dedos, possuem temperatura. As páginas que acompanham os Malaquias, que os fazem nascer, viver e morrer diante de nós, são feitas de assuntos infinitos – terra, céu – são feitas de distância e de aqui. Aqui mesmo, o teu rosto, o meu rosto, nós.

“Vida” é uma palavra grande, constituída por palavras grandes, nestes capítulos, nestes anos, Andréa del Fuego não teme nenhuma delas, mistura-as com a natureza: natureza humana e natureza-natureza. Por essa via, as personagens vivem, o mundo destas páginas vive e nós, leitores de milagres, vivemos também. Somos parte dessa mesma natureza, existimos nesse mesmo tempo de gerações, de bênçãos ou maldições eternas, esse tempo como um raio que fulmina ou como água que afoga, também nós somos donos de uma memória, que é do tamanho da Fazenda Rio Claro, pelo menos.

Vale a pena ler Os Malaquias para sabermos de nós próprios. Um dia, depois de tudo, se estivermos à altura da vida, cada uma das nossas histórias fará parte de uma vertigem como a que é descrita nestas páginas. Então, talvez possa haver leitores a se emocionarem, a se sobressaltarem, a se deslumbrarem, como acontece ao longo desta obra magistral de Andréa del Fuego. (fonte: Fundação José Saramago)

Ler o primeiro capítulo de Os Malaquias

09/12/2011 – Autora de livros como O livreiro de Cabul, 101 dias em Bagdá e De costas para o mundo, entre outros, a jornalista e escritora norueguesa Asne Seierstad atua como correspondente de guerra desde 1994 e já cobriu diversos confrontos internacionais para meios de comunicações alemães, holandeses e escandinavos, como a invasão do Afeganistão e a Guerra do Iraque em 2003.
Asne passou pelo Brasil a convite do Fronteiras do Pensamento, um projeto cultural que aposta na liberdade de expressão intelectual e na educação de qualidade como instrumentos para o desenvolvimento do país. E aproveitou para visitar a Livraria Cultura do Conjunto Nacional, quando bateu um papo com o Cultura News sobre seu dia a dia como repórter de guerra, o papel da literatura em transformar a vida das pessoas e seus futuros projetos. Os melhores momentos dessa conversa você confere no vídeo abaixo. (fonte: Cultura News)

Livros de Asne Seierstad

  

Cerimônia oficial para entrega do prêmio nas oito categorias será dia 15 de dezembro

Há 17 anos a Fundação Biblioteca Nacional / MinC vem premiando os melhores escritores e trabalhos literários do país. Em 2011, entre os escolhidos uma grata surpresa que a literatura e o destino nos prega de vez em quando: o teólogo pernambucano, Daniel Lima, de 95 anos. Ele guardava seus poemas na gaveta, sem nunca imaginar o valor que eles tinham.  Um dia uma de suas alunas descobriu essas raridades e levou, sem ele saber, para uma avaliação editorial. Resultado dessa “travessura” da aluna? A obra Poemas (Companhia Editora de Pernambuco), que só foi revelada ao seu autor no dia do seu lançamento.

Alberto Mussa, Sérgio Sant’Anna , Charles Kiefer, Marisa Midore Deaecto, Luís Carlos Cabral, Gabriela Castro e Nelson Cruz, são os outros vencedores nas oito categorias do prêmio, que seguem abaixo com  o nome das obras e também os segundos e terceiros colocados em cada uma delas. Os autores recebem seus prêmios no dia 15 de dezembro, quinta-feira, no Auditório Machado de Assis, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, às 19h. Os primeiros lugares ganham um certificado e R$ 12,5 mil.

Os Prêmios Literários da Fundação Biblioteca Nacional, criados com o objetivo de estimular a pesquisa e a criação literária no país, concedem anualmente uma premiação a autores, tradutores, e designers eleitos por uma comissão julgadora composta por três profissionais renomados em cada área de premiação.

A premiação foi instituída em 1995, com exceção da categoria Literatura Infantil e Juvenil, criada em 2007, por ocasião da comemoração dos quinze anos do Programa Nacional de Incentivo à Leitura, o Proler.

 

Os vencedores são:

1. Prêmio Alphonsus de Guimaraens / Categoria: Poesia

1° lugar : Daniel Lima, com a obra Poemas (Companhia Editora de Pernambuco)

2º lugar: Marcos Vinicius Quiroga, com a obra Gullar Gullar (Editora Clara Comunicação)

3º lugar : Cláudia Schroeder, com a obra Leia-me toda (Editora Dublinense)

2. Prêmio Machado de Assis / Categoria: Romance

1° lugar : Alberto Mussa, com a obra O senhor do lado esquerdo (Editora Record).

2º lugar : Moacyr Scliar, com a obra Eu vos abraço, milhões (Editora Companhia das Letras)

3º lugar : Rubens Figueiredo,com a obra O passageiro do fim do dia (Editora Companhia das Letras)

3. Prêmio Clarice Lispector / Categoria: Conto

1° lugar : Sérgio Sant’Anna, com a obra O livro de Praga – Narrativas de amor e arte (Editora Companhia das Letras)

2º lugar: Alessandro Garcia, com a obra A sordidez das pequenas coisas (Não Editora)

3º lugar: João Anzanello Carrascoza, com a obra A vida naquela hora (Editora Scipione)

4. Prêmio Mário de Andrade / Categoria: Ensaio Literário

1° lugar : Charles Kiefer, com a obra A poética do conto – De Poe a Borges: um passeio pelo gênero (Editora Leya)

2º lugar: Rita Rios, com a obra Poemas e pedras: A relação entre a escultura e a poesia partindo de Rodin e Rilke (Editora da Universidade de São Paulo – Edusp)

3º lugar: Ricardo Souza de Carvalho, com a obra A Espanha de João Cabral e Murilo Mendes (Editora 34)

5. Prêmio Sérgio Buarque de Holanda / Categoria: Ensaio Social

1° lugar: Marisa Midore Deaecto, com a obra O império dos livros: instituições e práticas de leitura na São Paulo oitocentista (Editora da Universidade de São Paulo – Edusp)

2º lugar: Ronaldo Vainfas, com a obra Jerusalém Colonial – Judeus portugueses no Brasil Holandês (Editora Civilização Brasileira)

3º lugar: Vera Lúcia Bogéa Borges com a obra A batalha eleitoral de 1910 – Imprensa e cultura política na Primeira República (Editora Apicuri/Faperj)

6. Prêmio Paulo Rónai / Categoria: Tradução

1° lugar: Luís Carlos Cabral,com a obra Malá Strana: vestígios de Praga, de Jan Neruda(Editora Record)

2º lugar:André Vallias com a obra Heyne, hein? Poeta dos contrários, antologia poética de Heinrich Heine(Editora Perspectiva)

3º lugar:Sergio Tellaroli com a obra Jakob von Gunten – Um diário, de Robert Walser (Editora Companhia das Letras)

7. Prêmio Aloísio Magalhães / Categoria: Projeto Gráfico

1° lugar: Gabriela Castro,com a obra Apreensões, de Bob Wolfenson(Editora Cosac Naify)

2º lugar: Elaine Ramos,com a obra Museu do romance da eterna, de Macedonio Fernández(Editora Cosac Naify)

3º lugar: Jonathan Shiguehara Yamakami, com a obra Eu vi um pavão, autoria desconhecida(Editora Scipione)

8. Prêmio Glória Pondé / Categoria: Literatura Infantil e Juvenil

1° lugar : Nelson Cruz, com a obra Alice no telhado (Editora Comboio de Corda)

2º lugar: Manu Maltez, com a obra Meu tio lobisomem (Editora Peirópolis)

3º lugar: Luís Dill, com a obra O estalo (Editora Positivo)

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Premiação:

Dia 15 de dezembro, às 19h.

Auditório Machado de Assis, Biblioteca Nacional (Rua México, s/ nº – Centro – Rio de Janeiro-RJ – Entrada pelos jardins )

Entrada franca.

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