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Vincent Van Gogh - Biografia

por Henrique Chagas *
publicado em 9/4/2003.

Vincent Van Gogh foi o maior expoente do pós-impressionismo, ao lado de Gauguin e Paul Cézanne. O termo foi inventado posteriormente pelo crítico de arte e pintor inglês Roger Pry, que o utilizou no título da exposição Manet e os Pós-impressionistas, realizada nas Galerias Grafton, em Londres, em 1910.

O movimento surgiu na França como um desenvolvimento ou, em muitos casos, uma reação ao Impressionismo. Eram artistas contrários às regras ditadas pelas academias tradicionais. Para os impressionistas, o objetivo da arte seria o registro da natureza. Ela deveria mostrar a primeira impressão do artista diante de um cenário. 

Entre os defensores desses princípios estavam Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir e Camille Pissaro. Van Gogh, Cézanne e Gauguin rejeitavam a tentativa de retratar a natureza a partir de impressões imediatas. Com eles, a expressão de emoções na pintura voltava a ser importante. Para Cézanne, o objetivo da arte seria realizar uma análise estrutural da natureza.

Vincent Van Gogh não conheceu a fama e nem a fortuna. Em toda a sua vida, o mestre da pintura vendeu apenas um quadro: Vinhas Vermelhas, em Arles. Durante os seus 37 anos de vida, passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a pobreza absoluta. não fosse a generosidade do irmão Theodorus, que o sustentou durante muitos anos e com quem se correspondeu a vida inteira - foram mais de 750 cartas -, talvez não tivesse vivido o bastante para nos deixar sua arte.

Enquanto produziu, entre 1880 e 1890, foi ignorado pela crítica e pela maior parte do mundo artístico. Só virou celebridade e foi reconhecido como o gênio que era após sua morte, em 1890. Hoje, seus quadros estão entre os mais caros do mundo.

Vincent Willen van Gogh nasceu no dia 30 de março de 1853. Era o primeiro dos seis filhos de Theodorus van Gogh e Anna Cornelia Carbentus. O pai era um pregador protestante. Aprendeu francês, inglês e alemão. Em 1868, porém, deixou os estudos. Trabalhou com um tio em Haia (Holanda), numa das lojas da Goupil and Co., que negociava obras de arte, mas não se adaptou. Com 24 anos de idade, decidiu que sua vocação era a evangelização. Chegou a estudar Teologia em Amsterdã. Logo, porém, abandonou o curso e foi trabalhar como pregador leigo nas minas de carvão de Borinage, na Bélgica. Lá distribuiu todos os seus bens entre os pobres, viveu em barracos e lutou para melhorar as condições de vida dos mineiros. Mas suas preocupações sociais não foram bem recebidas por seus superiores, que suspenderam seu salário, fato que o levou a decidir-se pela vida artística.

Theo, quatro anos mais jovem, passou a sustentá-lo. Van Gogh viveu na Bélgica, na Holanda e Paris até estabelecer-se em Arles, no sul da França, em 1888. A fase foi das mais produtivas. Uma verdadeira fúria criativa seguiu-se à sua mudança para Arles. Nos três últimos anos de vida, Van Gogh pintou mais de 400 telas. Nessa fase, o estilo do artista estava bastante definido, com suas pinceladas vigorosas e empastelamento da tinta. A partir dai, amarelos intensos e vermelhos vivos, cores reverenciadas pelo artista, serviriam para criar efeitos, expressando sentimentos.

Financeiramente, porém, a situação não podia estar pior. Nessa época, agravaram-se as crises nervosas e um dos poucos amigos que teve foi Paul Gauguin, que se instalou durante alguns meses na casa do holandês. Com ele, Van Gogh pretendia fundar uma espécie de comunidade de artistas. A instabilidade mental, porém, provocava brigas constantes entre eles. Sem amigos e sofrendo crises agudas de paranóia, decidiu internar-se.

Van Gogh deixou o asilo e foi morar nas proximidades da casa de seu irmão. Um mês antes de sua morte - quando pintava uma tela por dia - o holandês realizou Campo de Trigo com Corvos, outra obra prima em que exprimia, de maneira contundente, toda a tristeza e a solidão de seus últimos momentos. Em maio de 1890, mudou-se para Auvers-sur-Oise e, no dia 27 de julho, deu um tiro contra o próprio peito. Dois dias depois, morreu nos braços de Theo.

Entre os pós-impressionistas, o mais persistente foi Van Gogh. Seu uso abstrato da cor e da forma teria uma influência enorme sobre toda a arte do Século XX. Na opinião dos críticos, sua contribuição foi ainda maior: com ele, a emoção voltou à arte, transformando-se em fonte primordial de inspiração e objetivo final de toda criação. 

Sobre o Autor

Henrique Chagas: Henrique Chagas, 49, nasceu em Cruzália/SP, reside em Presidente Prudente, onde exerce a advocacia e participa de inúmeros eventos literários, especialmente no sentido de divulgar a nossa cultura brasileira. Ingressou na Caixa Econômica Federal em 1984. Estudou Filosofia, Psicologia e Direito, com pós-graduação em Direito Civil e Processo Civil e com MBA em Direito Empresarial pela FGV. Como advogado é procurador concursado da CAIXA desde 1992, onde exerce a função de Coordenador Jurídico Regional em Presidente Prudente (desde 1996). Habilitado pela Universidade Corporativa Caixa como Palestrante desde 2007 e ministra palestras na área temática Responsabilidade Sócio Empresarial, entre outras.

É professor de Filosofia no Seminário Diocesano de Presidente Prudente/SP, onde leciona o módulo de Formação da Consciência Crítica; e foi professor universitário de Direito Internacional Público e Privado de 1998 a 2002 na Faculdade de Direito da UNOESTE, Presidente Prudente/SP. No setor educacional, foi professor e diretor de escola de ensino de 1º e 2º graus de 1980 a 1984.

Além das suas atividades profissionais ligadas ao direito, Henrique Chagas é escritor e pratica jornalismo cultural no portal cultural VerdesTrigos (www.verdestrigos.org), do qual é o criador intelectual e mantenedor desde 1998. É jurado de vários prêmios nacionais e internacionais de literatura, entre eles o Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

No BLOG Verdes Trigos, Henrique anota as principais novidades editoriais, literárias e culturais, praticando verdadeiro jornalismo cultural. Totalmente atualizado: 7 dias por semana.

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