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Um médico de família que não perdeu o trem da história

por .::. Verdes Trigos Cultural .::. *
publicado em 21/08/2006.

Rubens de Castro Bomtempo lança livro de memórias sobre sua trajetória profissional e política, nascida nos trilhos da Estação de Ferro Leopoldina.

Meados do século passado. Turbulentos acontecimentos políticos sacudiam o país, da morte de Getúlio ao golpe militar. O trem saía da Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro, e subia a serra para Petrópolis, cidade de veraneio dos cariocas e do presidente da República. Sua primeira parada, lá em cima, era no bairro do Alto da Serra, onde funcionava o pátio e a oficina das locomotivas e onde, por isto mesmo, cresceu um bairro operário movimentado pelos trabalhadores da linha do trem e das fábricas de tecidos.

É neste cenário que se constrói a narrativa de “Estação Petrópolis – Memórias Políticas de um médico que não perdeu o trem da história”, de Rubens de Castro Bomtempo, o Doutor Rubens, um dos precursores da figura do médico de família, hoje prevista até nos programas públicos de saúde. A publicação foi lançada no último dia 19 de agosto, no Palácio Quitandinha, durante a 3ª Bienal do Livro de Petrópolis. O prefácio foi escrito pelo jornalista Franklin Martins, primo de Bomtempo, que era sobrinho por parte de mãe do senador Mário Martins.

Apaixonado pela profissão, o carioca Rubens Bomtempo encontrou na população operária que vivia em torno da estação do trem do Alto da Serra sua verdadeira vocação. Cuidou de famílias inteiras, carentes não apenas de dinheiro como de atenção e de orientação. Foi clínico geral, pediatra, cardiologista, psicólogo de algumas gerações.

Além do amor pela medicina, Doutor Rubens também deu asas a outra paixão: a política. Na juventude, tinha como hábito freqüentar a Câmara de Vereadores do Rio e a Assembléia Legislativa, para ouvir os discursos dos políticos, especialmente Carlos Lacerda. Eleito em 58 pelos operários do Alto da Serra _ só os ferroviários, agregados no sindicato do líder Batistinha lhe dream mais de mil votos _, foi vereador, depois vice-prefeito eleito (naquela época, vice tinha eleição separada), prefeito de Petrópolis e deputado estadual.

“Quem embarcar nas páginas de Estação Petrópolis, escreve Franklin Martins no prefácio, “terá a oportunidade de fazer uma viagem interessantíssima. Pelas janelas do trem, desfilarão não apenas as peripécias da vida do médico e político Rubens de Castro Bomtempo, mas também os acontecimentos mais marcantes da vida nacional nos anos 60, 70 e 80. Aos poucos, o viajante verá se desenhar diante dele um vívido painel do que foi o Brasil naquele período, marcado pela ascenção, consolidação e queda DA ditadura militar”.

Com a instalação do regime autoritário, Doutor Rubens foi duramente atingido em sua profissão e na atividade política. Foi cassado pelo presidente Castelo Branco, menos de duas semanas depois de assumir a Prefeitura, após a cassação do prefeito Flávio Castrioto. E viu ser desativada a linha férrea. “Acabava não só o ir e vir das locomotivas e vagões, mas todo o universo humano que gira em torno dos trens _ o vai-e-vem dos ferroviários, o barulho da oficina... O trem é, no fundo, um modo de vida”, comenta ele, no livro. Perseguido pelos militares, acabou se desligando da Rede Ferroviária Federal, empresa estatal que incorporou a Leopoldina.

Em 1986, foi eleito deputado estadual e o período em que passou na Assembléia do Rio lhe permitiu acompanhar o amadurecimento de jovens políticos, como Jandira Feghali. Manteve por anos o atendimento à população mais pobre em sua clínica no Alto da Serra. E teve a alegria de ver seu filho, também médico e também Rubens Bomtempo, ser eleito prefeito de Petrópolis em 2000 e reeleito quatro anos depois.

Defendendo a participação dos médicos na política _ a começar por Oswaldo Cruz, que foi o primeiro prefeito de Petrópolis _, Doutor Rubens, aos 77 anos, acredita que o melhor programa de saúde é o que envolve os médicos de família: “É preciso entrar na Casa do doente porque muitas vezes a doença vem de lá. É essa a vantagem do médico de família, na busca da origem da moléstia”.

FICHA TÉCNICA

Título: Estação Petrópolis – Memórias Políticas de um médico que não perdeu o trem DA história”
Autor: Rubens de Castro Bomtempo
Editora: Desiderata

com a assessoria de imprensa.

Sobre o Autor

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