A Jardim dos Livros lançou Quimioterapia e Beleza, livro da ex-modelo Flávia Flores que reúne dicas para superar o câncer e manter a saúde, a sensualidade e o alto-astral. Flávia é idealizadora do projeto pioneiro intitulado Quimioterapia e Beleza que acredita que a autoestima elevada é o segredo para um tratamento quimioterápico bem-sucedido, sem sofrimento, sem pena de si mesmo e sem perder a feminilidade.

Um livro comovente e encantador que mostra que depois de um câncer pode existir alegria e uma nova vida

Quimioterapia e beleza – Dicas de uma ex-modelo para superar o câncer e manter a saúde, a sensualidade e o alto-astral, com prefácio do jornalista Gilberto Dimenstein

A Jardim dos Livros inova ao publicar pela primeira vez no país um livro que aborda o câncer de mama de maneira leve e bastante positiva, mostrando que existe uma saída para uma doença tão complicada como esta. Quimioterapia e beleza – Dicas de uma ex-modelo para superar o câncer e manter a saúde, a sensualidade e o alto-astral (Jardim dos Livros, R$ 29,90) é um projeto desenvolvido pela catarinense Flávia Flores logo após receber o diagnóstico de um câncer de mama em outubro de 2012.

A obra escrita como diário enquanto Flávia ainda estava em tratamento, traz a trajetória de vida de uma bela jovem que tem muita história para contar: filha de pais separados, trabalhou no mercado de moda desde os 13 anos, foi mãe na adolescência, modelo, piloto de avião, foi deportada, sofreu com seus próprios atos e com eles aprendeu a valorizar a vida.

A narrativa mostra a mudança de rumo na vida de Flávia, que mesmo com uma carreira bem sucedida, sentia falta de algo, foi em busca da sua espiritualidade, pediu por algo que mudasse sua vida. Seu pedido foi respondido. Sua resposta foi o câncer. É aí então que ela redescobre na beleza a força para superar e encarar o tratamento de frente.

A autora se lembra dos dez dias de choro ao saber do seu diagnóstico. Recorda das últimas mechas do cabelo. Dos efeitos colaterais das horripilantes químios “vermelhas”, do sono das químios “brancas”, do rosto redondo da medicação. Da falta de libido, do sumiço do namorado e de muitos outros assuntos.

Por outro lado, Flávia ficou famosa, criou a fanpage Quimioterapia e Beleza, que tem 1 milhão de acessos mensais, fez lindos ensaios para diversas revistas, sites e jornais, gravou filmes e deu inúmeras entrevistas para programas de televisão e rádios.

Quimioterapia e Beleza é uma obra sem contraindicações e que tem a função de uma bula. Ao abri-la, o leitor vai saber como não perder o charme, a beleza, o alto-astral e a vida. A autora brilha e mesmo contando as suas trapalhadas, consegue transmitir a energia necessária para viver com câncer, se curar e voltar a ser ainda mais bela e viva.

A história de Flávia Flores inspirará não só aqueles que estão em tratamento de câncer. É uma lição de vida de como é possível enxergar que, mesmo as piores fases e os momentos mais difíceis podem revelar força, criatividade e despertar o poder que cada um tem dentro de si, e como tudo isso pode mudar suas vidas para sempre e para melhor.

SOBRE A AUTORA

Flávia Flores é a Idealizadora do projeto Quimioterapia e Beleza. Formada em Administração, estudou também Moda, Letras/Inglês e Aviação Comercial; trabalhou em grandes empresas, em diversas vertentes do mercado de moda nacional e internacional, atuando como modelo, produtora, figurinista, representante comercial, gerente comercial, gerente de marketing, desenvolvimento de produto, entre outros.

Dia 17/10/2013 às 19h, em Porto Alegre/RS
ALDYR GARCIA SCHLEE , na PALAVRARIA, com Contos da vida difícil

Convite ALDYRSCHLEE_PALAVRARIA

Conversa do autor sobre o tema das mulheres de vida difícil, na Jaguarão da nova Ponte Mauá, nos fulgurantes anos 30 da fronteira do Brasil com o Uruguai, com os professores Sergius Gonzaga e Regina Ungaretti. Em seguida, lançamento do livro e autógrafos do escritor.

imageAldyr Garcia Schlee (Jaguarão, 22/11/1934) é escritor, jornalista, tradutor, desenhista e professor universitário. Doutor em Ciências Humanas, publicou vários livros de contos e participou de antologias, de contos e de ensaios. Alguns livros seus foram primeiramente publicados no Uruguai pela Ediciones de la Banda Oriental. Traduziu a importante obra Facundo, do escritor argentino Domingos Sarmiento, fez a edição crítica da obra do escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas – UFPel, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura. 

É torcedor do Brasil de Pelotas, clube que chegou a ser tema do conto “Empate”, publicado em “Contos de futebol”. Criou o uniforme verde e amarelo da seleção brasileira de futebol, mais conhecido como Camisa Canarinho. Recebeu duas vezes o prêmio da Bienal de Literatura  Brasileira e foi cinco vezes premiado com o Prêmio Açorianos. 

imageAldyr Garcia Schlee, que atualmente vive em um sítio em Capão do Leão, município vizinho de  Pelotas,  é convidado destaque da Jornada Literária de Passo Fundo, com sua obra original e  singular como o mais destacado autor brasileiro de linguagem de fronteira. Aliás esse é o tema de suas palestras agendadas, a convite, em março de 2014 na Université de Paris Sorbonne Nouvelle,  Université de Rennes e Maison de l’Amerique Latine em Paris.

Poderá parecer que estes contos, rompendo com um silêncio cúmplice e conivente sobre  as misérias da chamada “vida fácil”, não passem da retomada de um passado distante.

Contudo, restritos aos limites do imaginável, situam-se no plano de uma mesma e permanente  realidade que, se não se esquece e se oculta deliberadamente, tem sido abordada com os prejuízos e preconceitos característicos de uma sociedade conformada por suas próprias mazelas.

O tema relativo ao mercado prostibulário e, especialmente ao tráfico de mulheres foi sempre  desenvolvido através de estereótipos, no plano do melodrama de folhetim e do convencionalismo conformista, através de um discurso moralizador de grande poder emocional que o deturpa e que encontra eco na pregação de certos religiosos e reformadores sociais.

Por tudo isto, as histórias de mulheres e homens de vida fácil, girando em torno da sedução barata, da violência gratuita e da perversidade maniqueísta, não têm lugar aqui.

 

CONTOS DA VIDA DIFICIL   – ALDYR GARCIA SCHLEE
Contos – (NOVO) 2013
ISBN 978-85-62984-30-3
edições ardotempo – 2013  
Fotografias do autor e de capa: GILBERTO PERIN

 

Eu sou Malala

imageLançamento: 16/10/2013, às 19h30
Auditório da FCT – UNESP de Presidente Prudente/SP

A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente Prudente (1959-1976): Gênese da FCT-Unesp”, de Eunice Ladeia Guimarães Lima e Arilda Inês Miranda Ribeiro aborda a criação do IIES-FFCL de Presidente Prudente e da Unesp, passando por uma importante discussão a respeito da educação no Brasil, do acesso ao ensino superior, das diferenças entre classes sociais e das dificuldades enfrentadas por educadores e universitários no período da Ditadura Militar.

A FCT-Unesp de Presidente Prudente, presença marcante na região e no país, com formação de nível superior e produção científica que é referência nacional, começou sua história como unidade da Unesp em 31 de janeiro de 1976, com a criação da Unesp, fruto da junção dos doze Institutos Isolados de Ensino Superior que existiam no interior paulista. A história da unidade de Presidente Prudente, porém, tem capítulo anterior, que é a história do seu alicerce, de 1959 a 1976, que deu fundamentos e sustentação para a FCT-Unesp, o qual, estando abaixo da superfície, foi escavado e é neste livro apresentado.

Tem-se aqui a dinâmica dos conflitos e tensões, desde 1956, com as primeiras manifestações, nos jornais locais, de desejo de uma faculdade, a efetivação desse desejo, com a criação do IIES-FFCL de Presidente Prudente, em 3 de maio de 1959, seu difícil processo de consolidação e sua transformação em unidade da Unesp, com o fim de 4 dos 6 cursos que oferecia. O período que se seguiu até 1988, com a reabertura de Pedagogia, encampação de Educação Física e criação de Fisioterapia, foram tempos de tensão, resistência e perseverança, atestam os agentes históricos (1959-1976), sem o que a unidade não perduraria até ser o que hoje é a FTC-Unesp de Presidente Prudente.

Eunice Ladeia Guimarães Lima é mãe de Lílian e Matheus, e avó de Pedro, Vinícius e Davi. É professora de Português e Inglês desde 1987, quando se efetivou na Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, onde fez, por meio de concursos, toda a careira profissional. Atualmente é supervisora de ensino na região de Presidente Prudente e professora em escolas técnicas do Centro Paula Souza. Doutora (2005) e mestra (1999) em Educação pela Unesp-Marília, tem trabalhado no ensino superior desde 1998 nas instituições do grupo Reges (Rede Gonzaga de Ensino Superior), área de Letras e Pedagogia. Desde 2011, é professora na Unoeste-Presidente Prudente, curso de Pedagogia e pós-graduação. É autora do livro Protestantes no Brasil-Colônia: contribuições para a cultura e a educação (2004). É, ainda, desde 2005, professora de História Eclesiástica no Seminário Teológico Batista de Presidente Prudente.

Arilda Inês Miranda Ribeiro possui doutorado (1993) e mestrado (1987) em Filosofia e História da Educação pela Unicamp, e graduação em Biblioteconomia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1980). Atualmente é professora titular concursada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012) e eventual do Ministério da Educação. É professora de graduação (1992) e pós-graduação (mestrado e doutorado) no Programa de Educação da FCT-Unesp (2001), campus de Presidente Prudente. Tem dezenas de publicações entre artigos de revistas e jornais e livros, como Vestígios da Educação Feminina no Século XVIII em Portugal (2002) e Subsídios para a História da Educação em Presidente Prudente: as primeiras instituições escolares (1999).

Paco Editorial

Eromar Bomfim estará no próximo dia 20/10, domingo, às 19h30, no 4º Salão do Livro de Presidente Prudente. O Salão do Livro, a maior festa literária do Oeste Paulista, terá intensa programação (confira), de 17 a 27 de outubro de 2013 no Centro de Eventos IBC (Rua Hugo Lacorte Vitale, 46, Vila Furquim) Presidente Prudente-SP.  Eromar Bonfim participará do Papo de Autor, mediado por Henrique Chagas VerdesTrigos.

imageÉ o autor de “Coisas do Diabo Contra” lançado pela Ateliê Editorial. Sobre ele estabeleceremos um excelente papo de autor, com certeza. Nas palavras do autor, “o livro é a história de um assassinato e de um parricídio. Os personagens são revoltados por condição de fraqueza da humanidade, e conseguem resolver esta fraqueza por meio de gestos radicais e violentos”. A trama é contada por um ex-funcionário de Matias Tavares de Aragão, megaempresário cuja perda da mulher lhe causa uma epifania: só o crime justifica a existência. A partir de uma sombria proposta de negócios, ele envolve sua família em uma cadeia de episódios sangrentos. Sem entregar detalhes, o Bomfim completa: “Os personagens elaboram a ideia de que, pela posse do outro, há uma superação da morte”.

image“A narrativa épica e romanesca consagrou a eliminação do homem pelo homem como padrão de heroísmo e universalizou o herói guerreiro na literatura e no cinema. A ficção de Eromar Bomfim rasga essa máscara de heroísmo, que tradicionalmente embelezou e enobreceu o assassinato, e liga uma luz no labirinto turvo, e nada honroso, da violência que motiva os personagens de “Coisas do Diabo Contra”.” – Thelma Guedes

Renato Pompeu escreveu na Carta Capital: “Coisas do Diabo Contra, do baiano radicado em São Paulo Eromar Bomfim, obra que pode ser definida como “pós-pós-moderna” ou como “ultramoderna”. Sim, o estilo discursivo do livro é envolvente! Renato Pompeu não economizou, o equiparou ao estilo clássico de Camões.

Renato Tardivo, outro resenhista chama-nos à atenção, em Contrafluxo de Consciência, quanto à banalidade do mal. “A banalização do mal, na trama, talvez seja alegórica das modalidades de vínculos que estabelecemos na contemporaneidade, mas com uma diferença fundamental. Enquanto no cotidiano (aquele das fotografias do início) o crime se presta à desimplicação dos sujeitos, em Coisas do Diabo Contra, o movimento é radicalmente oposto: ao escancarar que a história se movimenta pelo desligamento, o leitor certamente sairá deste livro mais implicado ao mundo em que vive e que constrói/destrói”.

Imagens: Hemerson Celtic

 

Alice Munro

Minha breve história

As luzes de setembro

VerdesTrigos em 07/09/13

– A edição será da editora Patuá, que vem se destacando com ótimas publicações no gênero

Depois de publicar três livros de contos (Nó de Sombras, Dobras da Noite e Hóspedes do Vento) e o romance “O estranho no corredor” (pelo qual recebeu um Jabuti 2012 na categoria), Chico Lopes surpreenderá os leitores, acostumados com sua prosa, com seu próximo livro, CADERNO PROVINCIANO, que será de poesia, devendo ser lançado brevemente. Em entrevista ao VT, ele fala com Henrique Chagas sobre esta publicação:

VT : O salto da prosa para a poesia não parece estranho? Em geral, a gente observa o contrário na vida literária, porque todo prosador no Brasil parece ter praticado poesia no início e desdenhado depois.

Ficheiro:Rainer Maria Rilke, 1900.jpgChico Lopes: – É verdade. Não parece comum. Mas eu comecei, nos anos 60 e 70, quando adolescente, escrevendo letras de música (na época, todo mundo queria ser Caetano, Chico ou Gil) e algumas letras que fiz para músicos até ganharam festivais modestos, do interior. Eu queria ser poeta de música popular, muito influenciado pelas letras do tropicalismo e dos Beatles, ou mesmo de Chico Buarque. Só um dia, ao entrar numa velha biblioteca, me deparei com um livro chamado “Terceira feira”, de João Cabral de Melo Neto, e me deslumbrei com aquilo. Mudei de ideia. Desandei a fazer poesia imitando o João, e depois fui descobrindo mais gente, Pessoa, Drummond, Cecília, Rilke (foto), Quintana. Escrevia e rasgava muito. Nos anos 80, no entanto, tomei a decisão de criar uma espécie de cadernos de poemas quase confessionais, que fui reelaborando e guardando. Escrevi-o e reescrevi-o muito. Ainda em 2003, estava reescrevendo-o. A conselho de um amigo, que gostou muito daqueles poemas, guardei-o. Ficou inédito por pra lá de duas décadas. E pensei que deveria publicá-lo algum dia. Parece que a hora chegou.

Posso garantir que a minha prosa, e a origem de muitos personagens que depois se espalharam em meus contos, está nesse livro. Portanto, ele tinha uma importância grande para mim. Espero que a tenha para os leitores.

V.T : – Qual é o motivo desse título?

Chico Lopes: – Quis que fosse um título despretensioso, e um tanto irônico. Porque os poemas versam muito sobre a solidão de um narrador oprimido pela vida no interior que mescla seu lirismo inato a constatações sombrias. O “provinciano” aí é paródico, porque minha ambição foi universalizar minha experiência de isolamento – quis me proteger de críticas à minha pretensão assumindo o adjetivo (rs). A influência de Drummond, de Rilke, de Baudelaire, Rimbaud, é visível. Foram os poetas que mais me impressionaram. São poemas ora bastante longos ora muito breves. Penso que o livro tem uma unidade interessante. Talvez tenha sido por isso, por senti-lo pessoal e coeso, que o mantive. Um amigo, Claudemir Belintane, docente e pesquisador da Faculdade de Educação da USP, a quem o dedico, ajudou-me muito na decisão da publicação. O conhecimento do editor Eduardo Lacerda e equipe, que lutam obstinadamente pela publicação de poesia na Patuá, lançando livro após livro de alta qualidade, me deixou feliz. Creio que encontrei a família editorial certa, digamos. Livros de lindas capas e belo conteúdo.

V.T: – No panorama atual da poesia brasileira, o que mais o interessa?

Chico Lopes: – Sem querer ofender nenhum amigo prosador, por vezes encontro livros de poetas que me parecem estar mexendo mais profundamente com a literatura brasileira do que os dos prosadores. Tenho lido gente muito boa como o Iacyr Anderson Freitas, o Fernando Fiorese, o Flávio Viegas Amoreira, Antonio Secchin, Marco Luchesi, Carlos F. Moisés, Leila Míccolis, e percebo que há muita gente que merecia plenamente ser mais conhecida. Há todo um peso de “maldição editorial” sobre o gênero, fica a conversa de que isso não se vende e, súbito, todo mundo se surpreende com o livro de Paulo Leminski vendendo muito. Deve haver aí um equívoco que ainda não detectamos direito. Gosto da liberdade de caminhos, cada um construindo seu perfil total, sua obra. Estou deixando de citar muita gente. Há muitos livros de poesia saindo e há muitas descobertas a fazer.

V.T : Mas isso não significa que você está deixando a prosa pela poesia, não?

Chico Lopes: – Não, não gosto de ficar em apenas um gênero. Parti da poesia para o conto, do conto para o romance, passei pelas memórias, e só agora publico poesia, mas não publico como um novato. Apenas foi um livro que deixei ir ficando inédito e que fui reescrevendo, acrescentando poemas (ele tem uma parte paulista e uma parte mineira, digamos assim, tendo eu vivido em Novo Horizonte e Poços de Caldas nesses anos), polindo, amadurecendo. Creio, aliás, que a lição de não publicar nada precipitadamente fica valendo; ademais, as próprias dificuldades de publicação acabam fazendo com que fiquemos muito tempo com nossos livros e possamos repensá-los, reescrevê-los por vezes indefinidamente. Isso só os beneficia, a meu ver. A carreira real de um escritor não é, a rigor, a mesma que cronológica e exteriormente é classificada a partir dos livros publicados. Sua carreira é de uma liberdade imprevisível. Aliás, graças aos deuses…

Grande Gatsby

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