imageCom prosa leve e fluida, Desabandono é o potente romance de estreia de Ricardo Josua, que conta a história de Daniel Esdras, um jovem nascido no Rio de Janeiro, filho de mãe judia e pai convertido. O livro é dividido em três partes. Na primeira, capítulos narrados em primeira e terceira pessoa se intercalam, conduzindo o leitor pelos fatos formativos do passado desses personagens e pelos eventos que se sucedem à tragédia que se abate sobre a família.

Nessa interposiçãoo autor constróitoda a complexidade emocional dos personagens. O relacionamento de Daniel com o pai, Jonas, é frio e distante. A quantidade de planos extravagantes (e invariavelmente infrutíferos) que este conseguiu acumular ao longo dos anos é diametralmente oposta à sua capacidade de demonstrar carinho pelo filho. A mãe, que oscila entre a resignação e a renitência, usa Daniel como argumento para tentar convencer o marido a tomar categoricamente as rédeas da vida e proporcionar à família o conforto sempre prometido e jamais alcançado. A situaçãoda família muda de forma irremediável quando Jonas desaparece após um mergulho no mar.

Daniel precisa lidar com a ausência de algo que nunca sentiu ser muito presente e questiona o significado e o papel daquele homem na vida da família. O luto dá vazão a um livro baseado em uma história que o pai lhe contou quando ainda era criança. Advogado, após o desaparecimento do pai Daniel abandona o direito e começa a trabalhar com marketingquando conhece Lisandra,dona de uma agência, baiana de personalidade forte com quem se envolve mais do que pretendia. Daniel vive um estado de renúncia emocional, uma ausência de comprometimento afetivo real com aquiloe aqueles à sua volta.O tempo todo ensaia abandonos, evitando comprometer-se.

Só consigo pensar em soluções mágicas, rompimentos flitcraftianos”, ele diz, a certa altura, numa alusão a Flitcraft, personagem do romance “O falcão maltês”, do escritor Dahiel Hammet.Flitcraft tem uma vida modelar no meio-oeste dos Estados Unidos. Casado, pai de dois filhos pequenos e funcionário de uma revendedora de automóveis, leva uma existência sem rupturas, até que um dia tem uma experiência de quase morte. O inesperado acontecimento faz com que ele questione o significado de sua existência e as consequências de suas escolhas, e decida, por fim, mudar o monótono e previsível roteiro de sua vida. Mas até que ponto conseguimos promover uma ruptura real com a jornada vivida até então? Ou, como questiona o protagonista de Desabandono: “Qual o poder de um único evento, uma única revelação, para reescrever uma história inteira?  ”É essa a resposta que Daniel vai encontrar ao se ver diante de uma surpreendente revelação.

SOBRE O AUTOR:

Ricardo Josua nasceu em 1976 no Rio de Janeiro. Trabalhou no mercado financeiro e no setor de tecnologia da informação e foi um dos idealizadores dos podcasts e do jornal literário Lettera Libris. Atualmente mora em São Paulo com a esposa e os três filhos.

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A menina que roubava livros

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Versão e-book de 15/11/2013 do popular glossário do Babylon, agora com 33.508 termos técnicos, expressões idiomáticas, acrônimos, nomes próprios, palavras raras, palavras do dia-a-dia etc. & sugestões de tradução para o português.
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Detalhes do produto

  • Formato: Edição Kindle
  • Tamanho do arquivo: 5883 KB
  • Editora: Ivo Korytowski; Edição: 1 (11 de novembro de 2013)
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  • Idioma: Português
  • ASIN: B00GQHO1VU

Ela iria escrever essa história, quando fosse uma escritora. “A menina que não sabia se ajoelhar”, Etty Hillesum. Mas depois de cair de joelhos, mais de uma vez, depois de viajar até o campo de Westerbork, em 1942, Etty não pensava mais em ser escritora. Simplesmente escrevia. Com aquela ironia muito fina que tinha herdado do pai, às vezes até com alegria, ela contou como eram seus dias num campo de trânsito.

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Porque não só de passarinhos ou de uma janela para o jardim se fazem as crônicas, Etty fala dos círculos do inferno, das páginas da história sendo escritas por aqueles que chegavam a Westerbork, vindos de Buchenwald, de Dachau, de Amersfoort, que chegavam a Westerbork e então partiam outra vez, agora no famigerado trem das terças-feiras, para algum lugar do leste de onde as notícias não voltavam.

Tudo é ambivalente nessas crônicas. Uma multidão de cabeças raspadas e o pôr do sol sobre os tremoceiros roxos. Tempestades de areia e gaivotas. Um guarda com sua metralhadora pendurada nas costas, colhendo flores, e aquele homem que um dia fez sua mochila e partiu num dos trens por conta própria.

Algumas cenas do campo são quase idílicas, tão irreais quanto a própria desgraça. Etty numa noite de verão comendo repolho junto dos tremoceiros, Etty deitada no seu catre e a Ursa Maior sobre os barracões. Porque nem tudo nesse inferno é torre de vigia, arame farpado, lamaçal. Há também alguém lendo Rilke para um amigo, há uma indignação profunda mas limpa de rancor, e de repente a sensação de que a vida parece diferente, que também ela se infiltra num campo de trânsito e coexiste com o horror.

Como membro do Conselho Judaico, Etty podia voltar a Amsterdã de tempos em tempos, mas em Amsterdã Etty sentia saudades de Westerbork, dos amigos, do seu catre, do prato miserável de repolho. Mais absurda do que a vida naquele lugar era continuar vivendo como se toda aquela gente não estivesse sendo deportada, ela pensava.

Quando seus pais e um dos seus irmãos desembarcaram em Westerbork, Etty não quis mais deixar o campo. Tentou o quanto pôde manter a família fora das listas dos transportes, até conseguiu que escapassem uma vez e outra. Em setembro de 1943, ela escreveu pela última vez, para uma amiga, já no meio de um vagão abarrotado. Seus pais e seu irmão iam no mesmo trem. Em 30 de novembro veio a notícia, pela Cruz Vermelha. Completam 70 anos, hoje, que Etty Hillesum morreu em Auschwitz.

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* Mariana Ianelli é escritora, mestre em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, autora dos livros de poesia
Trajetória de antes (1999), Duas chagas (2001), Passagens (2003), Fazer silêncio (2005 – finalista dos prêmios Jabuti e Bravo! Prime de Cultura 2006), Almádena (2007 – finalista do prêmio Jabuti 2008), Treva alvorada(2010) e O amor e depois (2012 – finalista do prêmio Jabuti 2013), todos pela editora Iluminuras. Como ensaísta, é autora de Alberto Pucheu por Mariana Ianelli,  da coleção Ciranda da Poesia (ed. UERJ, 2013). Estreou na prosa com o livro de crônicas Breves anotações sobre um tigre (ed. ardotempo, 2013). Na RUBEM, escreve quinzenalmente aos sábados.

Vida querida

The Walking Dead 3

A Editora Patuá convida a todos para o lançamento do livro "Caderno provinciano", de Chico Lopes.

imagePARTICIPE
O evento será realizado dia 16/11 a partir das 19h no Bar Canto Madalena – Rua Medeiros de Albuquerque, 471 – São Paulo – SP
A entrada para o evento é gratuita e o livro estará à venda por R$ 35,00 (pagamento apenas em dinheiro ou cheque).

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Saiba mais sobre o livro

 

CHICO LOPES: Autor do livro de poemas Caderno Provinciano, Chico Lopes (Francisco Carlos Lopes) nasceu em 6 de maio de 1952 em Novo Horizonte – SP. Publicou três livros de contos – Nó de sombras (IMS/SP 2000), Dobras da noite (IMS/SP 2004), Hóspedes do vento (Nankin Editorial/SP, 2010) e o romance O estranho no corredor (Editora 34/SP/2011). Em 2012, publicou seu primeiro livro de memórias A herança e a procura  (Ler Editora/Brasília). O livro O estranho no corredor recebeu um Prêmio Jabuti na categoria romance em 2012. Caderno provinciano é seu primeiro livro de poesia, reunindo poemas escritos em Novo Horizonte e Poços de Caldas entre 1980 e 2003.  Reside atualmente em Brotas, SP.

VerdesTrigos em 05/11/13

Os belos desenhos abaixo levam a assinatura de ALFREDO AQUINO, e ilustram o livro Breves Anotações Sobre um Tigre, de MARIANA IANELLI (foto). O volume reúne crônicas da escritora, poeta e jornalista, publicadas entre 2010 e 2011 no site literário curitibano Vida Breve.

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A compilação traz 40 textos de Mariana, redigidos em prosa poética, acompanhados por 40 obras de Aquino – que trabalhou com tinta china e aguadas, utilizando pincéis japoneses de ideogramas, penas caligráficas e outros instrumentos gráficos.

imageA sensibilidade artística nesse caso vem de família: autora de sete livros de poesia, Mariana é neta de Arcangelo Ianelli (1922 – 2009), um dos mais importantes pintores brasileiros da segunda metade do século passado, e filha de Aquino. Aliás, o artista plástico, escritor e editor gaúcho publicou o trabalho da filha por sua própria – e elegante – editora, chamada Ar do Tempo.

veja mais desenhos de Alfredo Aquino (Via Blogerlerina)

        
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