O mundo foi feito pela Palavra. Bendito aquele que cria pela palavra, que modifica o mundo, as relações, o cotidiano, com a simples palavra. Este será eterno e imortal como Moacyr Scliar, que escolheu dar voz e vida às palavras e fez da palavra a sua vida. Bendito seja ele junto ao Eterno, pois o seu nome também está escrito no Livro da Vida. Chai, chaver Moacyr Scliar.

Contos Reunidos – Moacyr Scliar
Autor: SCLIAR, MOACYR
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA

Sinopse Agrupados neste volume por um critério de afinidade temática, os contos de Moacyr Scliar revelam a força da sua ficção. As relações entre pais e filhos expostas de forma insólita, a Bíblia revisitada sob uma ótica surpreendente, os jogos do poder e da paixão encarados por ângulos inusitados, tudo isso dentro de um clima de humor e fantasia.

Eu Vos Abraço, Milhoes
Autor: SCLIAR, MOACYR
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA – ROMANCES

A primeira paixão de Valdo foi a leitura. A leitura o aproximou de Geninho. E Geninho o apresentou ao comunismo. A ideia de que a desigualdade fosse uma injustiça e de que houvesse pessoas lutando pelo fim da opressão social mudou a vida do garoto. Decidido a entrar para o Partido Comunista, Valdo abre as porteiras da estância e cai no mundo. Levando poucos pertences e quase nenhum dinheiro, embarca clandestinamente num trem com destino ao Rio de Janeiro. Na Cidade Maravilhosa, acredita, o lendário líder do Partido, Astrojildo Pereira, haverá de recebê-lo de braços abertos para conduzi-lo em pessoa às fileiras da militância, onde finalmente sua vida ganhará sentido. Mas Astrojildo não está no Rio. Foi a Moscou, sem data para voltar. E Valdo não tem dinheiro. Em vez de lutar para libertar a classe oprimida, torna-se ele próprio um assalariado, operário da construção.

Orelha De Van Gogh, A
Autor: SCLIAR, MOACYR
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA

Os contos de “A orelha de Van Gogh” espantam pela simplicidade formal, vizinha da parábola bíblica e do fabulário judaico, só que acrescida de um humor sutil e algo melancólico, do tipo que faz rir à mente a partir da construção de paradoxos muitas vezes cruéis. Tal é o caso, por exemplo, do conto que dá nome ao livro, modelo deconcisão e ironia, onde uma situação humana quase trágica, tensionada por um detalhe mórbido, produz uma verdadeira ‘bofetada metafísica’ no leitor, para usar expressão muito cara a Julio Cortázar.

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