PublishNews – 19/08/2009 – Por Redação
Chega ao Brasil “O rei branco” (Intrínseca, 256 pp., R$ 29,90 – Trad.: Paulo Schiller), romance do escritor húngaro György Dragomán, vencedor do Prêmio Sándor Márai – que aponta os melhores autores da Hungria. Na trama, Dzsátá é um garoto de 11 anos, de algum país não especificado do Leste Europeu sob regime comunista, que narra sua história após ver o pai ser levado por “colegas de trabalho”, em um domingo. Dragomán pertence à primeira geração a crescer em regime comunista, mas a chegar à maturidade após a queda do Muro de Berlim, e constrói habilmente a passagem da infância para a adolescência em um universo totalitário profundo e repulsivo.

SINOPSE
Estar sempre em casa aos domingos – isso é um compromisso para Dzsátá, de 11 anos, um garoto do Leste Europeu. Foi em um domingo que os homens da Polícia do Estado entraram em sua casa e levaram seu pai. Ele acredita que será em um domingo que o pai voltará. Enquanto isso, em sua rotina de aventuras, entretido com violentos jogos de guerra ou brigas nos campos de trigo, com filmes pornôs no reservado do cinema ou com o planejamento de encontros com meninas, Dzsátá começa a descobrir outra realidade – seja por meio da tirania do treinador do time de futebol da escola e dos campeonatos decididos de acordo com interesses do partido; seja devido às trapaças e às dissimulações de trabalhadores e pessoas comuns ou de diplomatas e privilegiados, como seu avô, integrante da elite política. À espreita dessa adolescência rebelde, contudo, sempre cutucando seu coração, está a prolongada ausência do pai. Quando o garoto finalmente descobre a verdade, arrisca-se a perder sua juventude.

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