O Estado de S. Paulo – 01/02/2009 – Por Soledad Gallego-Diaz, EL PAÍS
O purgatório, segundo a doutrina da Igreja Católica, é o processo de purificação necessário antes de se entrar no reino dos céus e passa pela dor de não desfrutar a presença de Deus, a ausência, a perda do bem extraordinário que é a contemplação do amor e do ente querido. Purgatório (Santillana Usa, 296 pp., R$ 64,77) é, nesse sentido, o melhor título possível para o mais recente romance do escritor argentino Tomás Eloy Martínez (Tucumán, 1934): a história de uma perda e de um exílio. Sua personagem, Emilia Dupuy, procura, durante 30 anos, seu marido detido pelos militares argentinos e desaparecido. Um dia ela o encontra num pub dos Estados Unidos: o tempo não passou para ele. “Quando você volta ao lar do qual partiu, pensa que fechou o círculo, mas percebe que sua viagem foi só de ida. Do exílio ninguém regressa“, escreve o narrador da história. Mas Emilia não acredita nele.
Synopsis
En el invierno de 1976 Simón Cardoso es detenido por los militares y nunca más aparece. Treinta años más tarde, su mujer, Emilia Dupuy, se paraliza al reencontrarlo en New Jersey. El mundo, que se había desmoronado con la tragedia, recobra su luz. Excepto por un detalle: para el ausente el tiempo no ha transcurrido. A partir de este enigma se enlaza la ansiedad del amor perdido y recuperado con una reconstrucción magistral de la irrealidad siniestra creada por el régimen.
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Tags: purgatório, Tomás Eloy Martínez







