Gazeta do Povo Online31/05/2010Por Redação
O escritor Wilson Pinto Bueno, de 61 anos, foi encontrado morto dentro de sua residência, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, por volta das 19h30 desta segunda-feira (31). Segundo o perito do Instituto de Criminalística, Edmar Cunico, Wilson teria sido ferido por uma arma branca no pescoço. Ainda segundo o perito, não havia sinais de arrombamento. O escritório estava todo revirado e havia ainda vários sacos de lixo vazios abertos espalhados pelo chão, o que leva a crer que objetos da casa seriam levados, mas por alguma razão, não foram retirados. Wilson Bueno nasceu em Jaguapitã, no norte do Paraná, em 1949, e morava em Curitiba desde a década de 1970. Foi apresentado aos leitores brasileiros em 1986 por Paulo Leminski, com a publicação da coletânea de contos Bolero´s Bar (Travessa Editores). Com a novela Mar paraguayo (Iluminuras), lançada em 1992, ganhou projeção nacional e internacional. Foi o criador e editor, durante oito anos, do suplemento de ideias Nicolau. Ele também era cronista do jornal O Estado do Paraná, da revista Ideias e colaborador do caderno cultural do jornal O Estado de S. Paulo. Outros livros de Bueno: Manual de zoofilia (Noa Noa, 1991), Cristal (Siciliano, 1995), Pequeno tratado de brinquedos (Iluminuras, 1996), Jardim zoológico (Iluminuras, 1999), Amar-te a ti nem sei se com carícias (Planeta, 2004), A copista de Kafka (Planeta, 2007) e mais.

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