29/05/09 – 19h10 – Atualizado em 29/05/09 - 21h35
A bebida sagrada dos cristãos carrega muita vida. Estamos no coração da Borgonha, em uma região conhecida como “les hautes côtes de nuits”. Famosa há séculos por sua uva nobre e caprichosa: a pinot noir.
Morro acima, as videiras usam a força para crescer na terra rica em nutrientes.
Na região, o mais comum é encontrar dias carregados de nuvens e com muita umidade no ar. Para as vinhas, isso significa crescer em um ambiente hostil, com mais dificuldade para sobreviver. A umidade, por exemplo, facilita o aparecimento de fungos, que atacam as plantas. Para se defenderem, elas produzem substâncias chamadas de polifenóis, que matam o fungo e, depois de salvar as plantas, continuam, no vinho, onde vão nos proteger contra as doenças.
Os polifenóis se acumulam na casca da uva e são liberados durante o processo de fermentação na fabricação do vinho. Por isso, é melhor beber o vinho do que tomar um suco de uva ou comer a fruta. A pinot noir é extremamente rica em um desses polifenóis: o resveratrol, que ganhou fama por ser associado a um aumento na expectativa de vida.
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