Jan 15th, 2010 by andreegg.
Esquenta o debate sobre o futuro do livro, a partir do surgimento, pra valer, de leitores digitais.

O primeiro a surgir, e que está motivando a celeuma toda, é o Kindle, leitor da Amazon, que está chegando ao Brasil. Há uma ótima discussão sobre ele neste programa da TV Cultura, mas quero dar meus pitacos.

Há enormes diferenças entre o mercado norte-americano e o brasileiro, e esta questão aparece no programa. Primeiro, como dito lá, o poder de vendas da Amazon é muito forte nos EUA. Então, se as editoras querem vender livros no site da Amazon, têm que vender também versões eletrônicas no Kindle.

Tá. Mas existem outras questões. O Kindle usa tecnologia sem fio já disseminada nos EUA, ou seja, você baixa os livros sem precisar conectar seu aparelho a nada. Isso é usado também para assinar jornais. Por tudo isso, já está adiantado nos EUA o processo de substituição de livros e jornais de papel pelo modelo eletrônico.

No Brasil o processo ainda nem começou. E não vai começar com o Kindle, por muitos motivos. Nos EUA o negócio todo derivou de um público massivo de internet banda larga existente há mais de 10 anos. No Brasil esse mercado ainda é muito restrito, e promete sofrer forte expansão na próxima década. Nos EUA o nível de escolaridade e a quantidade de leitores, livrarias e editoras de livro de papel já passou de seu pico. No Brasil esse pico ainda não foi atingido. Pelo espaço que ainda temos para formação de público leitor e aumento do poder aquisitivo da população, veremos o surgimento do livro eletrônico conviver com a ampliação do mercado do livro de papel, situação bem peculiar do nosso país, que os empresários norte-americanos ou europeus talvez não saberão como enfrentar.

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